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Case de Valor
📖 Material de ApoioIniciante 16 min de leitura Pomodoro

Glossário do Investidor

Um manual de consulta de A a Z para entender os principais termos de investimentos, empresas, renda fixa, fundos, bolsa e análise de risco.

1.Antes de começar

Este glossário é material permanente de consulta: reúne, em ordem alfabética, os termos mais usados nas trilhas e nas páginas do portal, com definições curtas. Termos específicos de um assunto são definidos também no curso que trata dele.

Como ler as definições

  • Cada definição descreve o que o termo mede ou significa; nenhum indicador isolado resume uma empresa.
  • Os exemplos usam números redondos para mostrar a conta. Os números de cada empresa estão nos demonstrativos que ela publica e na página do ativo no portal.
  • Indicadores se comparam entre companhias do mesmo setor e com modelos de negócio semelhantes.
  • Em derivativos e operações alavancadas, a leitura começa pelo risco máximo, pelo notional e pelas chamadas de margem.
TemaTermos
Empresas e açõesAções ON/PN, acionista, tag along, governança, lucro, margens, LPA, VPA, valuation e múltiplos.
ProventosDividendos, JCP, data-com, data ex, payout e amortização.
Renda fixaCDI, Selic, IPCA, CDB, LCI, LCA, debêntures, crédito, duration, marcação a mercado e curva de juros.
Fundos e bolsaETF, FII, FIDC, cota, vacância, benchmark, taxas de administração e de performance, liquidez.
Trading e riscoDay trade, swing trade, stop-loss, spread, short, short squeeze, suporte, resistência e volatilidade.
IndicadoresEBITDA, P/L, P/VP, ROE, ROIC, WACC, Dívida líquida/EBITDA, Dividend Yield e Yield on Cost.

2.A · B

TermoDefinição
AçãoFração do capital social de uma sociedade anônima. Quem tem ações é sócio da companhia e participa dos resultados e dos riscos na proporção da sua participação. Nas companhias abertas, as ações podem ser negociadas em bolsa.
Ação ordinária — ONAção que dá direito a voto nas assembleias de acionistas. Na B3, o código costuma terminar em 3 (ex.: ABCD3).
Ação preferencial — PNAção com preferência definida no estatuto — prioridade no recebimento de dividendos ou no reembolso do capital —, em geral sem direito a voto ou com voto restrito. O código costuma terminar em 4 (ou em 5 e 6 nas classes PNA e PNB).
AcionistaPessoa física ou jurídica que possui ações de uma empresa. Pode ser minoritário, controlador ou institucional.
AlavancagemUso de capital de terceiros, margem ou derivativos para ampliar a exposição além do capital próprio. Amplia ganhos e perdas na mesma proporção e pode gerar chamada de margem. ⚠️ Um movimento pequeno contra a posição pode gerar perda grande.
AmortizaçãoDevolução de parte do capital investido. Em títulos de renda fixa, é o pagamento de parte do principal antes do vencimento; em FIIs, a devolução de capital aos cotistas, que reduz o custo de aquisição das cotas.
Análise fundamentalistaMétodo que avalia o valor econômico de uma empresa por lucros, caixa, dívida, governança, setor, vantagens competitivas e perspectivas.
Análise técnicaMétodo que estuda preço, volume e padrões gráficos para identificar tendências, suportes, resistências e pontos de entrada ou saída.
ArbitragemOperação que tenta capturar diferenças de preço entre ativos semelhantes ou mercados diferentes. Em geral, exige execução rápida e custos baixos.
Asset allocationDistribuição do patrimônio entre classes de ativos, combinando risco, liquidez e retorno esperado de acordo com o perfil do investidor.
AtivoQualquer instrumento financeiro com valor econômico: ações, cotas de fundos, títulos públicos, debêntures, moedas ou derivativos.
B3Bolsa brasileira onde são negociados ações, FIIs, ETFs, opções, futuros e outros instrumentos. Também atua em registro, custódia e infraestrutura de mercado.
Banco CentralAutarquia responsável pela política monetária e pela estabilidade do sistema financeiro. Atua no mercado para manter a taxa Selic na meta definida pelo Copom.
BDRCertificado negociado no Brasil que representa exposição a um ativo emitido no exterior, como ações de empresas estrangeiras.
Bear marketMercado de baixa, marcado por quedas persistentes, pessimismo e redução do apetite por risco.
BenchmarkÍndice ou referência usada para comparar o desempenho de um investimento (ex.: CDI para renda fixa, Ibovespa para ações brasileiras).
BetaMede a sensibilidade dos retornos de um ativo aos movimentos de um benchmark. Beta acima de 1 indica maior sensibilidade aos movimentos dessa referência; não significa, sozinho, maior volatilidade ou risco total.
BookbuildingProcesso de formação de preço em uma oferta pública, no qual investidores indicam interesse e faixa de preço para ajudar a definir o preço final.
Bull marketMercado de alta, marcado por tendência positiva, otimismo e maior apetite por risco.
Buy and holdEstratégia de manter investimentos por horizontes longos, sem decisões baseadas apenas em oscilações de curto prazo. A permanência se reavalia quando mudam o objetivo, o risco ou os fundamentos do ativo.

3.C · D

TermoDefinição
CAGRTaxa média anual de crescimento composta. Mostra quanto uma receita, lucro ou carteira cresceu por ano, em média, num período. Ex.: uma receita que saiu de 100 para 161 em 5 anos cresceu ~10% a.a. composto.
CallOpção de compra. Dá ao comprador o direito, não a obrigação, de comprar um ativo por um preço definido até (ou em) uma data. ⚠️ Opções podem perder valor rapidamente com o tempo e com mudanças na volatilidade.
CapexInvestimento em bens de capital (máquinas, tecnologia, infraestrutura, expansão). Capex alto pode indicar crescimento, manutenção pesada ou reinvestimento constante.
CarteiraConjunto de ativos de um investidor. A composição costuma considerar diversificação, prazo, liquidez, tributação e tolerância a risco.
CDBCertificado de Depósito Bancário. Título emitido por bancos para captar recursos, podendo ser prefixado, pós-fixado ou atrelado à inflação.
CDITaxa média dos empréstimos de um dia entre instituições financeiras (Taxa DI). É a referência da renda fixa pós-fixada: um CDB que paga "100% do CDI" acompanha essa taxa.
Circuit breakerInterrupção temporária das negociações quando o Ibovespa cai além de limites definidos pela bolsa em relação ao fechamento anterior: 10% (pausa de 30 minutos), 15% (pausa de 1 hora) e 20% (pausa por prazo definido pela bolsa). Reduz a desorganização do mercado em quedas muito fortes.
Come-cotasAntecipação semestral do imposto de renda, em maio e novembro, nos fundos sujeitos a essa regra. O imposto é pago com a redução da quantidade de cotas do investidor.
CommoditiesProdutos básicos negociados globalmente (petróleo, minério de ferro, soja, milho, ouro, café). Seus preços dependem de oferta, demanda, câmbio e ciclo econômico.
Companhia abertaEmpresa com registro na CVM que pode ter valores mobiliários negociados no mercado. Cumpre regras de divulgação de informações, governança e relacionamento com investidores.
CopomComitê de Política Monetária do Banco Central. Reúne-se oito vezes por ano para definir a meta da taxa Selic.
CotaçãoPreço pelo qual um ativo está sendo negociado no mercado em determinado momento.
CovenantsCláusulas de proteção em contratos de dívida. Podem impor limites de endividamento, exigências de caixa ou outras condições financeiras.
CRA e CRICertificados de Recebíveis do Agronegócio e Imobiliários: títulos lastreados em créditos desses setores, emitidos por securitizadoras. O rendimento é isento de IR para pessoa física; envolvem risco de crédito e de liquidez.
Data-comÚltimo dia de negociação que dá direito ao provento anunciado: quem compra a ação até a data-com recebe; quem compra a partir do dia seguinte (data ex) não recebe.
Day tradeCompra e venda do mesmo ativo no mesmo dia. Tem tributação própria (20% sobre o lucro, sem a isenção mensal das vendas de ações) e custos que pesam mais em operações curtas. ⚠️ Operações de curto prazo sem limite de perda definido podem gerar perdas rápidas.
DebêntureTítulo de dívida emitido por empresas. Quem compra empresta dinheiro à companhia e recebe juros conforme a escritura de emissão. As debêntures incentivadas, de projetos de infraestrutura, têm rendimento isento de IR para pessoa física.
Depreciação e amortizaçãoLançamentos contábeis que reconhecem a perda de valor de ativos físicos ou intangíveis ao longo do tempo. Afetam o lucro contábil, mas nem sempre representam saída de caixa imediata.
Desdobramento e grupamentoMudança na quantidade de ações sem alterar o capital social nem o valor da participação. No desdobramento, cada ação vira várias e o preço cai na mesma proporção; no grupamento, várias viram uma e o preço sobe na mesma proporção.
Dívida líquidaDívida bruta (empréstimos, financiamentos e debêntures) menos caixa e aplicações financeiras. É negativa quando o caixa supera a dívida.
Dívida líquida/EBITDAQuantos anos de EBITDA seriam necessários para quitar a dívida líquida. Mede a alavancagem e a capacidade de pagamento. Não se aplica a bancos e seguradoras.
Dividend YieldProventos por ação (dividendos e JCP) com data-com nos últimos 12 meses ÷ preço atual. Restituição de capital não entra na conta. Ex.: ação a R$ 20 que distribuiu R$ 2 → DY de 10%.
DividendosParcela do lucro distribuída aos acionistas. A Lei das S.A. exige um dividendo mínimo obrigatório, definido no estatuto. Para a pessoa física, desde 2026, há retenção de 10% de IR sobre o total quando a mesma empresa paga mais de R$ 50 mil no mês à mesma pessoa.
DrawdownQueda acumulada de uma carteira ou ativo desde o pico até o fundo seguinte, em percentual. Mede a maior perda ao longo do caminho, não apenas o retorno final.
DREDemonstração do Resultado do Exercício. Mostra receita, custos, despesas, resultado financeiro, impostos e o lucro ou prejuízo da empresa.
Due diligenceProcesso de investigação e verificação antes de uma decisão de investimento, aquisição ou parceria. Busca riscos, passivos e inconsistências.
DurationPrazo médio dos fluxos de um título de renda fixa, ponderado pelo valor presente de cada pagamento, em anos. Também mede a sensibilidade do preço aos juros: quanto maior a duration, maior a oscilação do preço quando as taxas mudam.

4.E · F · G

TermoDefinição
EBITLucro antes de juros e impostos. Mede o resultado operacional antes da estrutura de capital e dos tributos sobre o lucro.
EBITDAResultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização. É uma medida de desempenho operacional, mas não representa fluxo de caixa, pois não incorpora itens como capital de giro, Capex, juros e impostos.
EquityCapital próprio de uma empresa ou participação acionária. Em investimentos, também se refere a ações e instrumentos de renda variável.
ETF — Exchange Traded FundFundo negociado em bolsa que oferece exposição a uma carteira de ativos segundo uma metodologia ou política definida. O ETF é um veículo, não uma classe de ativo: pode carregar ações, renda fixa, commodities ou outras exposições.
EV — Enterprise ValueValor da firma: valor de mercado + dívida líquida + participação de não controladores. Representa o valor da operação para todos os financiadores e permite comparar empresas com estruturas de capital diferentes.
EV/EBITDAMúltiplo que compara o valor da firma com o EBITDA. Muito usado em setores intensivos em capital; a leitura considera crescimento, margens e dívida. Não se aplica a bancos e seguradoras.
Ex-dividendoPrimeiro dia de negociação sem direito ao provento já anunciado — o dia seguinte à data-com. Na abertura desse dia, o preço de referência da ação é ajustado pelo valor do provento.
Fato relevanteComunicado oficial de uma companhia aberta sobre informação que pode influenciar a decisão dos investidores ou o preço dos ativos.
FIDCFundo de Investimento em Direitos Creditórios. Investe em recebíveis (duplicatas, parcelas de cartão, contratos). Exige atenção ao risco de crédito e à estrutura do fundo.
FIIFundo de Investimento Imobiliário. Investe em imóveis, recebíveis imobiliários ou outras estratégias do setor, com cotas negociadas em bolsa. Os rendimentos distribuídos à pessoa física são isentos de IR quando o fundo e o cotista cumprem as condições da lei.
Fluxo de caixa livreCaixa gerado pelas operações menos os investimentos em bens de capital (capex). É o caixa disponível para pagar dívidas e remunerar acionistas.
Follow-onOferta subsequente de ações de uma empresa já listada. Pode ser primária, secundária ou mista.
Free floatParcela das ações em circulação no mercado, fora do bloco de controle, da administração e da tesouraria. Um free float maior tende a favorecer a liquidez, mas não determina sozinho volume, spread ou profundidade de mercado.
Fundo de investimentoVeículo coletivo em que vários investidores aplicam recursos e um gestor toma decisões conforme a política do fundo.
GapEspaço entre o fechamento de um período e a abertura do período seguinte. Pode ocorrer por notícia, resultado, leilão ou mudança brusca de expectativa.
Giro de ativosIndicador de eficiência que compara receita com ativos totais. Mostra quanto a empresa gera de venda para cada unidade de ativo.
Governança corporativaConjunto de práticas que orientam transparência, prestação de contas, equidade e responsabilidade na gestão da empresa.
GuidanceProjeção divulgada pela empresa sobre resultados futuros (receita, margem, capex, produção). ⚠️ Guidance não é promessa — pode mudar com o cenário.

5.H · I · J · K · L

TermoDefinição
HedgeEstratégia destinada a reduzir a exposição a determinado risco. Pode envolver derivativos ou posições cuja sensibilidade compense, total ou parcialmente, a exposição que se deseja proteger.
High yieldTítulos de maior risco de crédito que pagam juros mais altos para compensar o risco percebido.
HoldingEmpresa que controla participações em outras companhias. Pode simplificar controle societário, sucessão e estrutura de capital.
Home brokerPlataforma usada pelo investidor para enviar ordens de compra e venda na bolsa.
IbovespaPrincipal índice de ações da B3: carteira teórica dos ativos mais negociados, revista a cada quatro meses. É um índice de retorno total, que considera os proventos reinvestidos.
IBrXFamília de índices da B3 que acompanha as ações mais negociadas — o IBrX 100 reúne as 100 primeiras, ponderadas pelo valor de mercado das ações em circulação. É usado como referência alternativa ao Ibovespa.
InflaçãoAumento generalizado dos preços. Reduz poder de compra e influencia juros, custo de capital, consumo e precificação de ativos.
InsiderPessoa com acesso a informações relevantes ainda não públicas. O uso indevido dessas informações para negociar ativos é proibido.
IPCAÍndice de Preços ao Consumidor Amplo, calculado pelo IBGE. É a inflação oficial do Brasil, a referência da meta de inflação e o indexador dos títulos atrelados à inflação.
IPOOferta pública inicial de ações. Processo em que a empresa estreia na bolsa e passa a captar recursos ou dar liquidez a acionistas vendedores.
ITRInformações Trimestrais divulgadas por companhias abertas. Ajudam a acompanhar resultados ao longo do ano.
JCP — Juros sobre Capital PróprioRemuneração ao acionista calculada sobre o patrimônio líquido e dedutível do lucro tributável da empresa. O acionista recebe com imposto de renda retido na fonte de 17,5% (desde 2026; 15% até 2025).
Juros compostosEfeito de ganhar rendimento sobre rendimento. No longo prazo, pequenas diferenças de taxa geram grandes diferenças de patrimônio.
Juros reaisJuros descontados da inflação: (1 + taxa nominal) ÷ (1 + inflação) − 1. Mostram o ganho de poder de compra. Ex.: 12% de juros com 4% de inflação → 7,7% de juro real.
KPIIndicador-chave de desempenho. Mede objetivos relevantes de uma empresa (crescimento, margem, churn, inadimplência, produtividade).
KYCKnow Your Customer. Processo das instituições financeiras para conhecer o cliente, validar dados e prevenir fraudes e lavagem de dinheiro.
LCA e LCITítulos emitidos por instituições financeiras com lastro no agronegócio ou no setor imobiliário. O rendimento é isento de IR para pessoa física (Lei 11.033/2004, art. 3º) e conta com a garantia do FGC, dentro dos limites dela.
LiquidezFacilidade de transformar um ativo em dinheiro sem grande perda de valor. Ativos pouco líquidos podem ter spreads maiores e saídas mais difíceis.
LongPosição comprada. O investidor ganha se o ativo subir e perde se cair.
Lote padrãoQuantidade mínima usual para negociar um ativo no mercado principal. Na B3, muitas ações são negociadas em lotes de 100.
LPALucro por ação: lucro líquido atribuído aos controladores nos últimos 12 meses ÷ quantidade de ações em circulação. É o denominador do P/L.
LTVLoan to Value. Relação entre o valor do empréstimo e o valor da garantia. Muito usado em crédito imobiliário, FIIs de papel e análise de risco.
Lucro brutoReceita líquida menos o custo dos produtos ou serviços vendidos. Mostra a rentabilidade antes das despesas operacionais.
Lucro líquidoResultado final depois de custos, despesas, resultado financeiro, impostos e efeitos não recorrentes. É a última linha da DRE.

6.M · N · O

TermoDefinição
Marcação a mercadoAtualização do valor de um ativo pelo preço atual de mercado. Em renda fixa, pode gerar oscilação no extrato antes do vencimento.
Margem brutaLucro bruto ÷ receita líquida. Indica quanto sobra da venda depois dos custos diretos.
Margem EBITDAEBITDA ÷ receita líquida. Indica quanto da receita vira resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização.
Margem líquidaLucro líquido ÷ receita líquida. Mostra quanto da receita vira lucro final para os acionistas.
Margem operacionalEBIT ÷ receita líquida. Avalia a eficiência da operação antes do resultado financeiro e dos impostos.
Market capValor de mercado da companhia: cotação × quantidade de ações de cada classe (ON e PN), somadas, sem as ações em tesouraria.
Média móvelMédia do preço ao longo de um número de períodos. Ajuda a suavizar ruído e identificar tendência.
Mercado à vistaAmbiente em que a compra e a venda do ativo se liquidam no prazo padrão da bolsa: dinheiro e ativos trocam de mãos dois dias úteis após o negócio (D+2).
MoatVantagem competitiva durável. Pode vir de marca, escala, rede, tecnologia, custo baixo, licenças, dados ou barreiras de entrada.
MúltiplosIndicadores que relacionam preço ou valor da firma com lucro, patrimônio, receita, caixa ou EBITDA. Servem para comparação, não substituem análise completa.
NasdaqBolsa norte-americana conhecida por concentrar empresas de tecnologia e crescimento, além de diversos ETFs e instrumentos financeiros.
NAVNet Asset Value, ou valor patrimonial líquido. Muito usado em fundos para comparar o valor dos ativos menos passivos com o valor das cotas.
Nota de corretagemDocumento que detalha as operações realizadas: ativo, quantidade, preço, taxas e impostos.
NotionalValor financeiro de referência de uma operação (quantidade × preço do ativo-objeto). Em opções e futuros, costuma ser bem maior que o capital desembolsado. ⚠️ A exposição a risco se mede pelo notional, não pelo prêmio pago.
Novo MercadoSegmento especial de listagem da B3 com regras mais elevadas de governança corporativa.
Oferta primáriaEmissão de novas ações pela empresa. O dinheiro vai para o caixa da companhia.
Oferta secundáriaVenda de ações por acionistas existentes. O dinheiro vai para quem vendeu, não para a empresa.
OpçõesContratos derivativos que dão direitos e obrigações ligados a um ativo, preço de exercício e vencimento. Podem ser usadas para proteção, geração de renda ou especulação.
Ordem a mercadoOrdem executada pelo melhor preço disponível no momento. Prioriza velocidade, não preço.
Ordem limitadaOrdem com preço máximo de compra ou preço mínimo de venda. Prioriza preço, mas pode não executar.
OverhangPressão potencial de venda causada por grande quantidade de ações que pode chegar ao mercado (lock-up vencendo, acionista relevante saindo).

7.P · Q · R · S

TermoDefinição
P/LPreço da ação ÷ lucro por ação (LPA) dos últimos 12 meses. Indica quantos anos do lucro atual o preço representa. Com lucro zero ou negativo, o P/L não existe.
P/VPPreço da ação ÷ valor patrimonial por ação (VPA). Abaixo de 1, o mercado avalia a empresa por menos que o patrimônio contábil. Muito usado em bancos, seguradoras e fundos imobiliários.
Patrimônio líquidoDiferença entre ativos e passivos de uma empresa. Representa o valor contábil pertencente aos acionistas.
PayoutPercentual do lucro líquido distribuído aos acionistas como dividendos e JCP. Payout alto significa menos lucro retido para reinvestimento.
PEG RatioP/L ÷ taxa de crescimento anual do lucro, em pontos percentuais. Depende da estimativa de crescimento, o que torna o resultado sensível às premissas.
Preço-alvoEstimativa de valor futuro ou justo feita por analistas. Depende de premissas e muda com resultados, juros, risco e cenário. ⚠️ Não é garantia de retorno.
ProventosNome genérico dos valores distribuídos a acionistas e cotistas: dividendos, JCP e, nos FIIs, rendimentos e amortizações.
PullbackMovimento de retorno temporário contra a tendência principal. Em análise técnica, pode ser usado para buscar entrada com melhor relação risco-retorno.
PutOpção de venda. Dá ao comprador o direito, não a obrigação, de vender um ativo por um preço definido até (ou em) uma data.
Quantitative easing — QEPolítica monetária em que o banco central compra ativos para injetar liquidez na economia e reduzir juros de longo prazo.
QuórumNúmero mínimo de participantes ou votos exigido para uma assembleia ou deliberação ser válida.
Quota ou cotaMenor fração de um fundo de investimento. O cotista participa proporcionalmente dos resultados do fundo.
RallyMovimento forte de alta em um ativo, setor ou mercado. Pode ser sustentado por fundamentos ou apenas por fluxo e sentimento.
RebalanceamentoAjuste periódico da carteira para voltar aos pesos desejados. Ajuda a controlar risco e evitar concentração excessiva.
Receita líquidaReceita de vendas após deduções, impostos, devoluções e abatimentos. Base para calcular várias margens.
Relações com Investidores — RIÁrea da empresa responsável pela comunicação com acionistas, analistas e mercado. Publica demonstrativos, comunicados e apresentações.
Renda fixaClasse de ativos com regras de remuneração conhecidas na aplicação, ainda que o retorno possa variar antes do vencimento.
Renda variávelConjunto de investimentos cujo retorno futuro não é previamente determinado. Ações são o exemplo clássico. FIIs e diversos outros instrumentos possuem comportamento variável, enquanto ETF é um veículo que pode carregar tanto renda variável quanto renda fixa.
Risco de créditoRisco de o emissor não pagar juros, principal ou outras obrigações. Importante em debêntures, CDBs, CRIs, CRAs e fundos de crédito.
ROELucro líquido atribuído aos controladores nos últimos 12 meses ÷ patrimônio líquido dos controladores. Mede o retorno sobre o capital dos acionistas.
ROICLucro operacional após impostos ÷ capital investido (patrimônio líquido + dívida líquida). Mede a eficiência com que a empresa remunera todo o capital aplicado na operação. Não se aplica a bancos e seguradoras.
SelicTaxa básica de juros da economia brasileira, com meta definida pelo Copom. É a referência dos títulos públicos pós-fixados e influencia crédito, câmbio e o preço dos ativos.
ShortPosição vendida: venda de um ativo que o investidor não possui, normalmente tomado em aluguel, para recomprar depois. Ganha se o preço cair e perde se subir — a perda não tem limite teórico, porque o preço pode subir indefinidamente.
Short squeezeAlta forte causada pela recompra apressada de investidores vendidos. Quando o preço sobe contra os shorts, eles podem ser obrigados a recomprar, acelerando a alta.
Small capsEmpresas de menor valor de mercado. Na B3, a referência é o índice SMLL. Costumam ter liquidez menor e volatilidade maior que as de maior capitalização.
SpreadDiferença entre dois preços, taxas ou retornos (compra×venda, crédito×taxa livre de risco, títulos semelhantes). Ex.: IPCA+6% vs. IPCA+5% → spread de 1 p.p.
Stop gainOrdem ou regra para realizar lucro quando o ativo atinge determinado alvo.
Stop-lossOrdem ou regra para limitar perdas quando o ativo atinge determinado preço. Ferramenta de controle de risco — não garante contra gaps.
SubscriçãoDireito de preferência do acionista ou cotista para comprar novas ações ou cotas emitidas, na proporção da participação que já possui.
Swing tradeOperação que dura mais de um dia e busca capturar movimentos de curto ou médio prazo.

8.T · U · V · W · X · Y · Z

TermoDefinição
Tag AlongDireito do acionista minoritário de vender as ações quando o controle da companhia é vendido. Pela Lei das S.A., as ações ordinárias recebem no mínimo 80% do preço pago por ação do bloco de controle; no Novo Mercado, 100%. Ações preferenciais só têm tag along quando o estatuto prevê.
Taxa de administraçãoCobrança feita por fundos para remunerar a administração. Pela Resolução CVM 175, a gestão tem taxa própria (taxa de gestão), e as duas podem aparecer somadas numa taxa global. Reduz a rentabilidade líquida do investidor.
Taxa de performanceCobrança adicional quando o fundo supera determinado benchmark, seguindo regras previstas no regulamento.
Tesouro DiretoPrograma que permite à pessoa física comprar títulos públicos federais pela internet, por meio de instituições habilitadas.
TickerCódigo de negociação de um ativo na bolsa. Ações brasileiras usam quatro letras e um número (3 para ON, 4 para PN); units, FIIs e ETFs costumam terminar em 11, e BDRs de ações, em 34 (ex.: AAPL34).
TIRTaxa Interna de Retorno. Taxa que iguala o valor presente dos fluxos de caixa de um investimento ao preço pago.
TurnoverGiro de carteira ou rotatividade de ativos. Em fundos, turnover alto pode indicar gestão mais ativa e maiores custos de transação.
UnderwritingProcesso em que instituições financeiras estruturam e distribuem uma oferta de valores mobiliários, como ações ou debêntures.
UnitPacote de ações de classes diferentes negociado como uma unidade (por exemplo, uma ON e duas PN). O código costuma terminar em 11, como o de FIIs e ETFs.
UpsideDiferença percentual entre o preço atual e um preço de referência estimado por um modelo ou por analistas. Depende integralmente das premissas utilizadas e não representa retorno garantido.
VacânciaEm fundos imobiliários, a parcela dos imóveis desocupada — medida pela área (vacância física) ou pela receita de aluguel que deixa de entrar (vacância financeira).
ValuationProcesso de estimar o valor justo de uma empresa ou ativo. Pode usar fluxo de caixa descontado, múltiplos, valor patrimonial, soma das partes e outros métodos.
Value investingEstilo de investimento que busca comprar ativos por preço abaixo do valor estimado, com margem de segurança.
VolatilidadeIntensidade das oscilações de preço, medida em geral pelo desvio-padrão dos retornos, anualizado. Alta volatilidade significa movimentos maiores, para cima e para baixo.
Volume financeiroValor total negociado em determinado período. Ajuda a medir liquidez e interesse do mercado.
VPAValor patrimonial por ação: patrimônio líquido dos controladores ÷ quantidade de ações em circulação. É o denominador do P/VP.
WACCCusto médio ponderado de capital. Combina o custo da dívida e o custo do capital próprio para representar a taxa mínima exigida por financiadores e acionistas.
WatchlistLista de ativos acompanhados pelo investidor — cotação, alertas de preço, resultados e eventos.
XIRRTaxa interna de retorno para fluxos de caixa em datas irregulares. Usada para medir o retorno efetivo de uma carteira com aportes e resgates em datas diferentes.
YieldRetorno gerado por renda, juros ou proventos em relação ao preço investido. Aparece em renda fixa, FIIs, dividendos e títulos.
Yield curveCurva de juros. Mostra as taxas exigidas pelo mercado para diferentes prazos e ajuda a interpretar expectativas de inflação, crescimento e política monetária.
Yield on CostRendimento sobre o custo de aquisição. Compara os proventos atuais com o preço médio pago, não com o preço atual. Ex.: pagou R$ 10 e a ação passa a pagar R$ 1/ano → YoC de 10%.
Zero couponTítulo que não paga cupom periódico. O retorno vem da diferença entre o preço de compra e o valor recebido no vencimento.
Zona de suporte e resistênciaRegiões de preço onde compradores ou vendedores tendem a aparecer com mais força. São referências, não barreiras garantidas.
Z-scoreMedida estatística de quantos desvios-padrão um valor está distante da média. Usada em modelos de risco, anomalias e análise quantitativa.

9.Indicadores essenciais em uma página

Indicadores organizam a análise, mas nenhum deles resume uma empresa sozinho: o mesmo número tem leituras diferentes em setores diferentes.

IndicadorLeitura diretaUso comum
EBITDAResultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização.Comparar eficiência operacional entre empresas do mesmo setor.
P/LPreço dividido pelo lucro por ação dos últimos 12 meses.Entender quanto o mercado paga por cada unidade de lucro.
P/VPPreço dividido pelo valor patrimonial por ação.Avaliar bancos, seguradoras, fundos imobiliários e empresas com ativos tangíveis.
ROELucro líquido dos controladores (12 meses) dividido pelo patrimônio líquido dos controladores.Medir o retorno gerado sobre o capital dos acionistas.
ROICLucro operacional após impostos dividido pelo capital investido (patrimônio líquido + dívida líquida).Avaliar a eficiência do capital operacional.
Dividend YieldProventos por ação (dividendos e JCP) dos últimos 12 meses divididos pelo preço atual.Medir a renda distribuída em relação ao preço de mercado.
Yield on CostProventos atuais divididos pelo preço médio pago.Medir a renda sobre o custo histórico do investidor.
WACCCusto médio ponderado de capital.Taxa de desconto em valuation e parâmetro de criação de valor.
Dívida líquida/EBITDADívida líquida dividida pelo EBITDA.Analisar alavancagem e capacidade de pagamento.

Cuidados na leitura dos indicadores

Múltiplos se comparam dentro do mesmo setor: banco, varejo, tecnologia e saneamento têm estruturas de capital e margens distintas. Dividend Yield alto pode refletir queda do lucro, queda do preço ou um pagamento extraordinário que não se repete. EBITDA não é caixa livre: capex, capital de giro, juros, impostos e dívida ficam fora dele. Preço nominal baixo não indica valor baixo: a comparação é com lucro, patrimônio, risco e qualidade. Liquidez importa: em ativos pouco negociados, o custo de desfazer a posição é maior.

Onde os termos aparecem no portal

Os indicadores deste glossário estão calculados na página de cada ativo (P/L, P/VP, DY, ROE, Dívida líquida/EBITDA). Data-com e data ex aparecem na Agenda de Dividendos; Selic, IPCA e CDI, em Selic e Inflação.

A Psicologia Financeira
Leitura complementar

A Psicologia Financeira — Morgan Housel

Em capítulos curtos, Housel mostra como o comportamento diante da volatilidade e do risco pesa mais na construção de patrimônio do que qualquer cálculo isolado — o complemento de um glossário de indicadores.

Ver na loja

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Metodologia e fontes utilizadas

As definições jurídicas e tributárias seguem a Lei das S.A. (Lei 6.404/1976: classes de ações, dividendo obrigatório, direito de preferência e tag along), a Lei 9.249/1995 com a redação da Lei Complementar 224/2025 (JCP), a Lei 15.270/2025 (dividendos), a Lei 11.033/2004 (imposto sobre ganhos em bolsa, inclusive day trade, e isenções de CRI, CRA, LCI, LCA e FII), a Lei 12.431/2011 (debêntures incentivadas) e a Resolução CVM 175 (taxas dos fundos); as de índices e segmentos, as metodologias publicadas pela B3; as de indicadores, as mesmas fórmulas que o portal usa nas páginas dos ativos, descritas em Metodologia.

Conteúdo de caráter informativo e educacional. Não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos.