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Módulo 1 · Curso 1/4Iniciante 14 min🍅 Pomodoro

Glossário do Investidor

Um dicionário de A a Z, direto ao ponto, para desmistificar o "economês" e os principais jargões do mercado

1.Antes de começar

Este glossário foi escrito para ajudar o investidor a entender rapidamente termos comuns em ações, fundos, renda fixa, opções, valuation e análise de empresas. A proposta é ser claro, prático e direto, sem transformar cada conceito em uma aula longa. Use-o como manual de consulta rápida sempre que cruzar com um termo novo ao longo da trilha.

Como usar este material

  • Leia o termo e a definição antes de tomar decisões baseadas em indicadores isolados.
  • Use os exemplos para entender a lógica, mas confirme números em fontes oficiais da empresa, da B3, da CVM ou da sua corretora.
  • Ao comparar empresas, priorize companhias do mesmo setor e com modelos de negócio semelhantes.
  • Em derivativos e operações alavancadas, entenda o risco máximo, o notional e as chamadas de margem antes de operar.
TemaO que você encontra
Empresas e açõesAções ON/PN, acionista, tag along, governança, lucro, margens, valuation e múltiplos.
Renda fixaCDI, CDB, LCI, LCA, debêntures, crédito, Selic, marcação a mercado e curva de juros.
Fundos e bolsaETF, FII, FIDC, cota, benchmark, taxa de administração, taxa de performance e liquidez.
Trading e riscoDay trade, swing trade, stop-loss, spread, short, short squeeze, suporte, resistência e volatilidade.
IndicadoresEBITDA, P/L, P/VP, ROE, ROIC, WACC, Dividend Yield e Yield on Cost.

Conteúdo informativo

Este material é educacional e informativo. Não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos, nem substitui a avaliação profissional, a leitura de documentos oficiais ou a análise do seu perfil de risco.

2.A · B

TermoDefinição
AçãoMenor parte do capital social de uma empresa listada em bolsa. Quem compra uma ação se torna sócio da companhia e participa dos riscos e dos resultados.
Ação ordinária — ONAção que normalmente dá direito a voto em assembleias. No Brasil, costuma aparecer com final 3 no ticker (ex.: ABCD3).
Ação preferencial — PNAção que pode ter prioridade em dividendos, mas geralmente tem menos direitos políticos que a ordinária. Costuma aparecer com final 4 no ticker (ex.: ABCD4).
AcionistaPessoa física ou jurídica que possui ações de uma empresa. Pode ser minoritário, controlador ou institucional.
AlavancagemUso de capital de terceiros, margem ou derivativos para aumentar a exposição. Pode ampliar ganhos, mas também aumenta perdas e risco de chamada de margem. ⚠️ Um movimento pequeno contra a posição pode gerar perda grande.
Análise fundamentalistaMétodo que avalia o valor econômico de uma empresa por lucros, caixa, dívida, governança, setor, vantagens competitivas e perspectivas.
Análise técnicaMétodo que estuda preço, volume e padrões gráficos para identificar tendências, suportes, resistências e pontos de entrada ou saída.
ArbitragemOperação que tenta capturar diferenças de preço entre ativos semelhantes ou mercados diferentes. Em geral, exige execução rápida e custos baixos.
AtivoQualquer instrumento financeiro com valor econômico: ações, cotas de fundos, títulos públicos, debêntures, moedas ou derivativos.
Asset allocationDistribuição do patrimônio entre classes de ativos, combinando risco, liquidez e retorno esperado de acordo com o perfil do investidor.
B3Bolsa brasileira onde são negociados ações, FIIs, ETFs, opções, futuros e outros instrumentos. Também atua em registro, custódia e infraestrutura de mercado.
Banco CentralInstituição responsável por conduzir a política monetária, zelar pela estabilidade do sistema financeiro e administrar instrumentos como a taxa Selic.
Bear marketMercado de baixa, marcado por quedas persistentes, pessimismo e redução do apetite por risco.
BenchmarkÍndice ou referência usada para comparar o desempenho de um investimento (ex.: CDI para renda fixa, Ibovespa para ações brasileiras).
BetaSensibilidade de uma ação em relação ao mercado. Beta acima de 1 tende a oscilar mais que o índice; abaixo de 1, menos.
BDRCertificado negociado no Brasil que representa exposição a um ativo emitido no exterior, como ações de empresas estrangeiras.
BookbuildingProcesso de formação de preço em uma oferta pública, no qual investidores indicam interesse e faixa de preço para ajudar a definir o preço final.
Bull marketMercado de alta, marcado por tendência positiva, otimismo e maior apetite por risco.
Buy and holdEstratégia de comprar ativos de qualidade e mantê-los por longo prazo, focando fundamentos e acumulação patrimonial.

3.C · D

TermoDefinição
CAGRTaxa média anual de crescimento composta. Mostra quanto uma receita, lucro ou carteira cresceu por ano, em média, num período. Ex.: uma receita que saiu de 100 para 161 em 5 anos cresceu ~10% a.a. composto.
CallOpção de compra. Dá ao comprador o direito, não a obrigação, de comprar um ativo por um preço definido até (ou em) uma data. ⚠️ Opções podem perder valor rapidamente com o tempo e com mudanças na volatilidade.
CapexInvestimento em bens de capital (máquinas, tecnologia, infraestrutura, expansão). Capex alto pode indicar crescimento, manutenção pesada ou reinvestimento constante.
CarteiraConjunto de ativos de um investidor. Uma boa carteira considera diversificação, prazo, liquidez, tributação e tolerância a risco.
CDITaxa de referência para muitas aplicações de renda fixa no Brasil. Um CDB que paga "100% do CDI" busca acompanhar essa taxa.
CDBCertificado de Depósito Bancário. Título emitido por bancos para captar recursos, podendo ser prefixado, pós-fixado ou atrelado à inflação.
Circuit breakerMecanismo de interrupção temporária das negociações em momentos de queda muito forte, para reduzir desorganização e dar tempo de reavaliação.
Come-cotasAntecipação semestral de imposto de renda em alguns fundos. O imposto reduz a quantidade de cotas do investidor.
Companhia abertaEmpresa registrada para negociar valores mobiliários no mercado. Deve cumprir regras de divulgação, governança e relacionamento com investidores.
CommoditiesProdutos básicos negociados globalmente (petróleo, minério de ferro, soja, milho, ouro, café). Seus preços dependem de oferta, demanda, câmbio e ciclo econômico.
CotaçãoPreço pelo qual um ativo está sendo negociado no mercado em determinado momento.
CovenantsCláusulas de proteção em contratos de dívida. Podem impor limites de endividamento, exigências de caixa ou outras condições financeiras.
CRA e CRITítulos de crédito ligados ao agronegócio e ao setor imobiliário. Podem ter isenção fiscal para pessoa física, mas envolvem risco de crédito e liquidez.
Day tradeCompra e venda de um ativo no mesmo dia. Exige disciplina, liquidez, controle emocional, custos baixos e gestão de risco rigorosa. ⚠️ Operar no curto prazo sem stop e sem plano pode gerar perdas rápidas.
DebêntureTítulo de dívida emitido por empresas. Quem compra empresta dinheiro à companhia e recebe juros conforme as condições da emissão.
Depreciação e amortizaçãoLançamentos contábeis que reconhecem a perda de valor de ativos físicos ou intangíveis ao longo do tempo. Afetam o lucro contábil, mas nem sempre representam saída de caixa imediata.
Dividend YieldCompara dividendos pagos com o preço da ação: dividendos por ação nos últimos 12 meses ÷ preço atual. Ex.: ação a R$ 20 que pagou R$ 2 → DY de 10%.
DividendosParcela do lucro distribuída aos acionistas. Empresas maduras, lucrativas e com menor necessidade de reinvestimento tendem a distribuir mais.
DrawdownQueda acumulada de uma carteira ou ativo desde o pico até o fundo. Mede a dor do caminho, não apenas o retorno final.
DREDemonstração do Resultado do Exercício. Mostra receita, custos, despesas, resultado financeiro, impostos e o lucro ou prejuízo da empresa.
Due diligenceProcesso de investigação e verificação antes de uma decisão de investimento, aquisição ou parceria. Busca riscos, passivos e inconsistências.

4.E · F · G

TermoDefinição
EBITLucro antes de juros e impostos. Mede o resultado operacional antes da estrutura de capital e dos tributos sobre o lucro.
EBITDALucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Aproxima a geração operacional de caixa. ⚠️ Ignora capex, capital de giro, juros e impostos — empresas podem ter EBITDA positivo e ainda queimar caixa.
Margem EBITDAEBITDA ÷ receita líquida. Indica quanto da receita vira resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização.
ETFFundo negociado em bolsa que busca replicar um índice ou estratégia. Permite diversificação com uma única cota.
EV — Enterprise ValueValor da firma. Em geral, valor de mercado da empresa somado à dívida líquida. Ajuda a comparar empresas com estruturas de capital diferentes.
EV/EBITDAMúltiplo que compara o valor da firma com o EBITDA. Muito usado em setores intensivos em capital; interprete junto com crescimento, margens e dívida.
Ex-dividendoData a partir da qual quem compra a ação não tem direito ao provento já anunciado. No dia ex, o preço costuma ser ajustado pelo valor do provento.
EquityCapital próprio de uma empresa ou participação acionária. Em investimentos, também se refere a ações e instrumentos de renda variável.
Fato relevanteComunicado oficial de uma companhia aberta sobre informação que pode influenciar a decisão dos investidores ou o preço dos ativos.
FIDCFundo de Investimento em Direitos Creditórios. Investe em recebíveis (duplicatas, parcelas de cartão, contratos). Exige atenção ao risco de crédito e à estrutura do fundo.
FIIFundo de Investimento Imobiliário. Permite investir em imóveis, recebíveis imobiliários ou estratégias do setor, negociando cotas na bolsa.
Fluxo de caixa livreCaixa gerado depois dos gastos necessários para manter ou expandir a operação. Uma das medidas mais importantes para avaliar geração real de valor.
Follow-onOferta subsequente de ações de uma empresa já listada. Pode ser primária, secundária ou mista.
Free floatParcela das ações em circulação no mercado, fora do bloco de controle. Quanto maior o free float, maior tende a ser a liquidez.
Fundo de investimentoVeículo coletivo em que vários investidores aplicam recursos e um gestor toma decisões conforme a política do fundo.
GapEspaço entre o fechamento de um período e a abertura do período seguinte. Pode ocorrer por notícia, resultado, leilão ou mudança brusca de expectativa.
Governança corporativaConjunto de práticas que orientam transparência, prestação de contas, equidade e responsabilidade na gestão da empresa.
GuidanceProjeção divulgada pela empresa sobre resultados futuros (receita, margem, capex, produção). ⚠️ Guidance não é promessa — pode mudar com o cenário.
Giro de ativosIndicador de eficiência que compara receita com ativos totais. Mostra quanto a empresa gera de venda para cada unidade de ativo.

5.H · I · J · K · L

TermoDefinição
HedgeProteção contra movimentos adversos de mercado. Pode usar derivativos, diversificação, dólar, juros, commodities ou posições opostas.
Home brokerPlataforma usada pelo investidor para enviar ordens de compra e venda na bolsa.
HoldingEmpresa que controla participações em outras companhias. Pode simplificar controle societário, sucessão e estrutura de capital.
High yieldTítulos de maior risco de crédito que pagam juros mais altos para compensar o risco percebido.
IbovespaPrincipal índice de ações do mercado brasileiro. Reúne empresas com alta negociabilidade e serve de referência para a bolsa local.
IBrXÍndice que acompanha uma carteira teórica de ações brasileiras de alta liquidez. Pode ser usado como benchmark alternativo ao Ibovespa.
InflaçãoAumento generalizado dos preços. Reduz poder de compra e influencia juros, custo de capital, consumo e precificação de ativos.
InsiderPessoa com acesso a informações relevantes ainda não públicas. O uso indevido dessas informações para negociar ativos é proibido.
IPOOferta pública inicial de ações. Processo em que a empresa estreia na bolsa e passa a captar recursos ou dar liquidez a acionistas vendedores.
ITRInformações Trimestrais divulgadas por companhias abertas. Ajudam a acompanhar resultados ao longo do ano.
Juros compostosEfeito de ganhar rendimento sobre rendimento. No longo prazo, pequenas diferenças de taxa geram grandes diferenças de patrimônio.
Juros reaisJuros descontados da inflação. Mostram o ganho de poder de compra de uma aplicação.
JCP — Juros sobre Capital PróprioForma de remuneração ao acionista usada no Brasil. Para o investidor, normalmente há imposto retido na fonte (15%).
KPIIndicador-chave de desempenho. Mede objetivos relevantes de uma empresa (crescimento, margem, churn, inadimplência, produtividade).
KYCKnow Your Customer. Processo das instituições financeiras para conhecer o cliente, validar dados e prevenir fraudes e lavagem de dinheiro.
LCA e LCITítulos emitidos por instituições financeiras com lastro no agronegócio ou no setor imobiliário. Podem ter isenção de IR para pessoa física, conforme as regras vigentes.
LiquidezFacilidade de transformar um ativo em dinheiro sem grande perda de valor. Ativos pouco líquidos podem ter spreads maiores e saídas mais difíceis.
LongPosição comprada. O investidor ganha se o ativo subir e perde se cair.
Lote padrãoQuantidade mínima usual para negociar um ativo no mercado principal. Na B3, muitas ações são negociadas em lotes de 100.
Lucro brutoReceita líquida menos o custo dos produtos ou serviços vendidos. Mostra a rentabilidade antes das despesas operacionais.
Lucro líquidoResultado final depois de custos, despesas, resultado financeiro, impostos e efeitos não recorrentes. É a última linha da DRE.
LTVLoan to Value. Relação entre o valor do empréstimo e o valor da garantia. Muito usado em crédito imobiliário, FIIs de papel e análise de risco.

6.M · N · O

TermoDefinição
Marcação a mercadoAtualização do valor de um ativo pelo preço atual de mercado. Em renda fixa, pode gerar oscilação no extrato antes do vencimento.
Margem brutaLucro bruto ÷ receita líquida. Indica quanto sobra da venda depois dos custos diretos.
Margem líquidaLucro líquido ÷ receita líquida. Mostra quanto da receita vira lucro final para os acionistas.
Margem operacionalResultado operacional ÷ receita líquida. Ajuda a avaliar a eficiência da operação antes de efeitos financeiros e impostos.
Market capValor de mercado da empresa: preço da ação × quantidade de ações.
Mercado à vistaAmbiente em que a compra e venda do ativo ocorre para liquidação financeira e entrega no prazo padrão da bolsa.
MoatVantagem competitiva durável. Pode vir de marca, escala, rede, tecnologia, custo baixo, licenças, dados ou barreiras de entrada.
MúltiplosIndicadores que relacionam preço ou valor da firma com lucro, patrimônio, receita, caixa ou EBITDA. Servem para comparação, não substituem análise completa.
Média móvelMédia do preço ao longo de um número de períodos. Ajuda a suavizar ruído e identificar tendência.
NasdaqBolsa norte-americana conhecida por concentrar empresas de tecnologia e crescimento, além de diversos ETFs e instrumentos financeiros.
NAVNet Asset Value, ou valor patrimonial líquido. Muito usado em fundos para comparar o valor dos ativos menos passivos com o valor das cotas.
Novo MercadoSegmento especial de listagem da B3 com regras mais elevadas de governança corporativa.
Nota de corretagemDocumento que detalha as operações realizadas: ativo, quantidade, preço, taxas e impostos.
NotionalValor financeiro de referência de uma operação. Em opções e futuros, pode ser maior que o capital efetivamente desembolsado. ⚠️ Olhar só o prêmio engana — o risco real costuma estar no notional.
Oferta primáriaEmissão de novas ações pela empresa. O dinheiro vai para o caixa da companhia.
Oferta secundáriaVenda de ações por acionistas existentes. O dinheiro vai para quem vendeu, não para a empresa.
OpçõesContratos derivativos que dão direitos e obrigações ligados a um ativo, preço de exercício e vencimento. Podem ser usadas para proteção, renda ou especulação.
Ordem a mercadoOrdem executada pelo melhor preço disponível no momento. Prioriza velocidade, não preço.
Ordem limitadaOrdem com preço máximo de compra ou preço mínimo de venda. Prioriza preço, mas pode não executar.
OverhangPressão potencial de venda causada por grande quantidade de ações que pode chegar ao mercado (lock-up vencendo, acionista relevante saindo).

7.P · Q · R · S

TermoDefinição
P/LPreço sobre lucro. Compara o valor de mercado com o lucro — quanto o mercado paga por cada unidade de lucro. Analise junto com crescimento e qualidade.
P/VPPreço sobre valor patrimonial. Compara o preço de mercado com o patrimônio líquido por ação. Muito usado em bancos, seguradoras e setores de ativos tangíveis.
PayoutPercentual do lucro distribuído aos acionistas em dividendos e JCP. Payout alto pode ser bom, mas também pode indicar menos reinvestimento.
Patrimônio líquidoDiferença entre ativos e passivos de uma empresa. Representa o valor contábil pertencente aos acionistas.
PEG RatioAjusta o P/L pelo crescimento esperado. Compara preço com crescimento — a qualidade da estimativa é decisiva.
Preço-alvoEstimativa de valor futuro ou justo feita por analistas. Depende de premissas e muda com resultados, juros, risco e cenário. ⚠️ Não é garantia de retorno.
PutOpção de venda. Dá ao comprador o direito, não a obrigação, de vender um ativo por um preço definido até (ou em) uma data.
PullbackMovimento de retorno temporário contra a tendência principal. Em análise técnica, pode ser usado para buscar entrada com melhor relação risco-retorno.
Quantitative easing — QEPolítica monetária em que o banco central compra ativos para injetar liquidez na economia e reduzir juros de longo prazo.
QuórumNúmero mínimo de participantes ou votos exigido para uma assembleia ou deliberação ser válida.
Quota ou cotaMenor fração de um fundo de investimento. O cotista participa proporcionalmente dos resultados do fundo.
RallyMovimento forte de alta em um ativo, setor ou mercado. Pode ser sustentado por fundamentos ou apenas por fluxo e sentimento.
RebalanceamentoAjuste periódico da carteira para voltar aos pesos desejados. Ajuda a controlar risco e evitar concentração excessiva.
Receita líquidaReceita de vendas após deduções, impostos, devoluções e abatimentos. Base para calcular várias margens.
Relações com Investidores — RIÁrea da empresa responsável pela comunicação com acionistas, analistas e mercado. Publica demonstrativos, comunicados e apresentações.
Renda fixaClasse de ativos com regras de remuneração conhecidas na aplicação, ainda que o retorno possa variar antes do vencimento.
Renda variávelClasse de ativos cujo retorno não é conhecido previamente, como ações, FIIs, ETFs e derivativos.
ROERetorno sobre patrimônio líquido. Mede quanto lucro a empresa gera em relação ao capital dos acionistas.
ROICRetorno sobre capital investido. Mede a eficiência da empresa em gerar resultado sobre o capital operacional empregado.
Risco de créditoRisco de o emissor não pagar juros, principal ou outras obrigações. Importante em debêntures, CDBs, CRIs, CRAs e fundos de crédito.
SelicTaxa básica de juros da economia brasileira. Afeta renda fixa, custo de capital, crédito, câmbio e precificação de ativos.
ShortPosição vendida. O investidor ganha se o ativo cair e perde se subir. Pode envolver aluguel de ações, margem e risco teoricamente elevado.
Short squeezeAlta forte causada pela recompra apressada de investidores vendidos. Quando o preço sobe contra os shorts, eles podem ser obrigados a recomprar, acelerando a alta.
Small capsEmpresas de menor valor de mercado. Podem ter maior potencial de crescimento, mas costumam ter mais risco, volatilidade e menor liquidez.
SpreadDiferença entre dois preços, taxas ou retornos (compra×venda, crédito×taxa livre de risco, títulos semelhantes). Ex.: IPCA+6% vs. IPCA+5% → spread de 1 p.p.
Stop gainOrdem ou regra para realizar lucro quando o ativo atinge determinado alvo.
Stop-lossOrdem ou regra para limitar perdas quando o ativo atinge determinado preço. Ferramenta de controle de risco — não garante contra gaps.
SubscriçãoDireito de comprar novas ações ou cotas emitidas pela empresa ou fundo, geralmente em condições definidas previamente.
Swing tradeOperação que dura mais de um dia e busca capturar movimentos de curto ou médio prazo.

8.T · U · V · W · X · Y · Z

TermoDefinição
Tag AlongProteção ao acionista minoritário em caso de venda do controle. Permite receber parte ou a totalidade do preço pago ao controlador, conforme a classe da ação e as regras aplicáveis.
Taxa de administraçãoCobrança feita por fundos para remunerar administração, gestão e estrutura. Reduz a rentabilidade líquida do investidor.
Taxa de performanceCobrança adicional quando o fundo supera determinado benchmark, seguindo regras previstas no regulamento.
Tesouro DiretoPrograma que permite à pessoa física comprar títulos públicos federais pela internet, por meio de instituições habilitadas.
TickerCódigo de negociação de um ativo na bolsa. Ações brasileiras costumam ter quatro letras e um número.
TIRTaxa Interna de Retorno. Taxa que iguala o valor presente dos fluxos de caixa de um investimento ao preço pago.
TurnoverGiro de carteira ou rotatividade de ativos. Em fundos, turnover alto pode indicar gestão mais ativa e maiores custos de transação.
UnderwritingProcesso em que instituições financeiras estruturam e distribuem uma oferta de valores mobiliários, como ações ou debêntures.
UnitPacote de ativos negociado como uma unidade, normalmente combinando ações ordinárias e preferenciais. Costuma aparecer com final 11 no ticker.
UpsidePotencial de valorização entre o preço atual e o preço estimado ou alvo. Maior upside, maior retorno esperado — mas não necessariamente menor risco.
ValuationProcesso de estimar o valor justo de uma empresa ou ativo. Pode usar fluxo de caixa descontado, múltiplos, valor patrimonial, soma das partes e outros métodos.
Value investingEstilo de investimento que busca comprar ativos por preço abaixo do valor estimado, com margem de segurança.
VolatilidadeIntensidade das oscilações de preço. Alta volatilidade significa movimentos maiores, tanto para cima quanto para baixo.
Volume financeiroValor total negociado em determinado período. Ajuda a medir liquidez e interesse do mercado.
WACCCusto médio ponderado de capital. Combina o custo da dívida e o custo do capital próprio para representar a taxa mínima exigida por financiadores e acionistas.
WatchlistLista de ativos monitorados pelo investidor, para acompanhar oportunidades, alertas de preço, resultados e eventos relevantes.
XIRRTaxa interna de retorno para fluxos de caixa em datas irregulares. Muito usada para medir o retorno real de uma carteira com aportes e resgates em dias diferentes.
YieldRetorno gerado por renda, juros ou proventos em relação ao preço investido. Aparece em renda fixa, FIIs, dividendos e títulos.
Yield curveCurva de juros. Mostra as taxas exigidas pelo mercado para diferentes prazos e ajuda a interpretar expectativas de inflação, crescimento e política monetária.
Yield on CostRendimento sobre o custo de aquisição. Compara os proventos atuais com o preço médio pago, não com o preço atual. Ex.: pagou R$ 10 e a ação passa a pagar R$ 1/ano → YoC de 10%.
Zero couponTítulo que não paga cupom periódico. O retorno vem da diferença entre o preço de compra e o valor recebido no vencimento.
Z-scoreMedida estatística de quantos desvios-padrão um valor está distante da média. Usada em modelos de risco, anomalias e análise quantitativa.
Zona de suporte e resistênciaRegiões de preço onde compradores ou vendedores tendem a aparecer com mais força. São referências, não barreiras garantidas.

9.Indicadores essenciais em uma página

Indicadores ajudam a organizar a análise, mas não devem ser usados como atalhos cegos. O mesmo número pode significar coisas diferentes em setores diferentes.

IndicadorLeitura diretaUso comum
EBITDAResultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização.Comparar eficiência operacional entre empresas do mesmo setor.
P/LPreço dividido pelo lucro por ação.Entender quanto o mercado paga por cada unidade de lucro.
P/VPPreço dividido pelo valor patrimonial por ação.Avaliar bancos, seguradoras e empresas com ativos tangíveis.
ROELucro líquido dividido pelo patrimônio líquido.Medir o retorno gerado sobre o capital dos acionistas.
ROICResultado operacional após impostos dividido pelo capital investido.Avaliar a eficiência do capital operacional.
Dividend YieldProventos por ação divididos pelo preço atual.Medir a renda distribuída em relação ao preço de mercado.
Yield on CostProventos atuais divididos pelo preço médio pago.Medir a renda sobre o custo histórico do investidor.
WACCCusto médio ponderado de capital.Taxa de desconto em valuation e parâmetro de criação de valor.
Dívida líquida/EBITDADívida líquida dividida pelo EBITDA.Analisar alavancagem e capacidade de pagamento.

Alertas para não cair em armadilhas

Não compare múltiplos de setores diferentes sem contexto — banco, varejo, tecnologia e saneamento têm dinâmicas distintas. Dividend Yield alto pode ser armadilha quando o lucro caiu, o preço despencou ou o pagamento foi extraordinário. EBITDA não é caixa livre — olhe capex, capital de giro, juros, impostos e dívida. Preço baixo não significa ativo barato: preço deve ser comparado com valor, lucro, risco e qualidade. Boa empresa não é automaticamente bom investimento se o preço pago for exagerado. E liquidez importa: em ativos pouco negociados, sair da posição pode custar caro.

Coloque o vocabulário em prática

Muitos destes indicadores aparecem prontos na página de cada ativo do portal (P/L, P/VP, DY, ROE, Dívida/EBITDA) e na Agenda de Dividendos (data-com, ex-dividendo). Acompanhe Selic, IPCA e CDI ao vivo na aba Dados Macro.

A Psicologia Financeira
Recomendação de ouro

A Psicologia FinanceiraMorgan Housel

Antes de dominar planilhas ou modelos de valuation, é essencial dominar a própria mente. Em capítulos curtos, Housel mostra como o comportamento diante da volatilidade e do risco é muito mais determinante para a construção de riqueza do que qualquer cálculo isolado.

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Conteúdo exclusivamente educacional — não constitui recomendação de investimento.