Radar de Movimento

Smart Money

Onde os participantes relevantes estão acumulando, distribuindo, protegendo ou apostando — viés comprador × vendedor por ativo, da confluência de insiders, opções, aluguel, fluxo, técnico, eventos e analistas.

Radar de Movimento — Smart Money

Rankings diários de viés comprador × vendedor, possível squeeze, distribuição, acumulação e mudança brusca em toda a B3. Exclusivo Premium.

Isto é um alerta, não uma recomendação

O Índice de Movimento mede a confluência de sinais observados em dados públicos e de mercado. Ele não representa recomendação de compra ou venda, garantia de retorno ou previsão certa de preço. Sinais de opções podem refletir hedge (proteção), e não aposta direcional; posições de insiders podem ter motivos pessoais ou estruturais. Use como ferramenta complementar — a decisão e a análise individual são suas.

Como o índice interpreta o mercado

Para cada ativo, o sistema analisa o posicionamento dos participantes do mercado em 6 blocos: insiders, derivativos, aluguel/short, pressão de fluxo, técnico e analistas. Cada bloco é convertido em um subscore de −100 (vendedor) a +100 (comprador), indicando se aquele conjunto de dados sugere pressão vendedora, compradora ou equilíbrio.

A leitura é feita sempre contra a própria história do ativo, e não contra outras empresas. Isso evita distorções: uma taxa de aluguel de 8% pode ser extrema para um papel e normal para outro. Depois, os blocos são combinados em um score final ponderado, considerando força do sinal, confiança dos dados e consenso entre os indicadores.

O modelo não usa valuation nem fundamentos estáticos: seu objetivo é medir comportamento de mercado, e não estimar se o preço está justo.

Forte vendaVendaEquilíbrioCompraForte compra

Direção

O score final: viés comprador, vendedor ou neutro.

Convicção

A qualidade e a quantidade dos dados por trás do sinal. Dado escasso, antigo ou volátil reduz a convicção.

Consenso

Quanto os blocos concordam entre si. Insiders comprando e short subindo ao mesmo tempo = conflito, leitura menos confiável.

O que o indicador considera

Insiders

Compra e venda de controlador, diretoria e conselho (dados oficiais da CVM). Compra no aberto pesa mais que venda — que pode ser plano ou liquidez pessoal.

Derivativos

A posição em aberto do vencimento mensal: quanto está posicionado em calls e em puts, e para que lado essa posição se moveu desde a última apuração. Mede quem está posicionado, não quem girou no dia. O skew entra ao lado porque put cara pode ser proteção de quem está comprado, não aposta de queda.

Aluguel / Short

A direção vem da VARIAÇÃO da posição vendida em aberto. O tamanho da posição, os dias para recomprá-la e o custo do aluguel entram como contexto e como gatilho de squeeze — posição grande é um estado, posição aumentando é um movimento.

Pressão de fluxo

Para onde o dinheiro andou nos últimos 20 pregões: quanto do volume passou em dias de alta e quanto em dias de baixa, mais a persistência dessa direção. É proxy de acumulação e distribuição pelo comportamento de preço e volume — a fonte pública não identifica quem comprou ou vendeu, então o bloco não afirma fluxo de estrangeiro nem de institucional.

Técnico

O preço confirma ou nega os demais sinais (tendência, médias e osciladores) em três horizontes — diário, semanal e mensal —, somados à força relativa contra a mediana dos papéis líquidos. Subir menos que o mercado não é alta.

Analistas

O consenso de recomendação e o preço-alvo médio, lidos contra o padrão do próprio mercado brasileiro, que é estruturalmente otimista. Um resultado negativo significa sentimento mais fraco que o típico — não recomendação de venda. Sinal tardio (reage depois do preço) e de cobertura esparsa em ações BR: entra com peso baixo, como confirmação.

Alguns sinais não são lineares e recebem tratamento especial: short no extremo pode virar risco de squeeze (pressão de alta, não de queda); venda de uma holding pode ser decisão de caixa do controlador, não veredito do operacional. Os pesos atuais são um ponto de partida e serão calibrados por backtest histórico (“o que aconteceu depois?”).

Um bloco só entra na direção se a fonte dele puder apontar para os dois lados. Eventos e catalisadores — dividendo extraordinário, proximidade de resultado, direção da última análise de balanço — saíram do cálculo por esse motivo: as fontes disponíveis hoje praticamente só produzem leitura positiva, e um indicador que quase nunca aponta para baixo não distingue um ativo de outro. Esses dados continuam na tela como contexto, sem voto na direção, e a proximidade de um resultado reduz a confiança da leitura em vez de empurrá-la para algum lado. O bloco volta ao cálculo quando houver fonte que registre também o lado negativo.

A mesma régua tirou o tamanho da posição vendida da direção do bloco de aluguel: quanto maior a posição, mais negativo o bloco ficava — e nunca positivo. Hoje a direção vem da variação da posição, que sobe e desce; o tamanho, os dias necessários para recomprá-la e o custo do aluguel ficam como contexto e como gatilho do risco de squeeze. Sobre esse custo, exibimos uma taxa só: o boletim da B3 publica as pontas doadora e tomadora, e as duas trazem o mesmo número em todos os contratos que já apuramos — é a taxa registrada do contrato, não um spread entre duas pontas, e mostrar dois campos sugeriria uma diferença que a fonte não entrega.

A que pregão o número se refere

O índice é uma leitura de pregão. O número publicado em destaque é sempre o do último pregão fechado — o mesmo ponto em que o gráfico termina, o mesmo que a variação do dia mede e o mesmo que o percentil posiciona.

Fora do horário de pregão — fim de semana, antes da abertura, ou com o mercado ainda em andamento — o modelo continua sendo recalculado, e essa leitura aparece logo abaixo, identificada como prévia. Ela não entra no histórico, no percentil nem em nenhuma variação: uma observação que não representa um pregão fechado não é comparável com as que representam.

Duas leituras, e por que a variação às vezes some

O score responde “como este ativo está contra a própria história?” — cada bloco é normalizado contra o comportamento passado do papel. Essa leitura não serve para comparar dois ativos entre si, e é por isso que existe uma segunda: o percentil entre ativos, que é a posição do papel entre todos os do mesmo pregão. As duas aparecem lado a lado e nunca são somadas. O percentil só é publicado em pregões em que o universo inteiro foi calculado — posição num conjunto exige que o conjunto tenha sido medido.

A variação (5 e 20 pregões) só é calculada entre observações da mesma versão do modelo. Quando o modelo é atualizado, parte da diferença entre um dia e o outro vem da mudança de metodologia, e não do mercado — apresentá-la como movimento seria confundir as duas coisas. Nesses casos a variação fica ausente, o gráfico marca a troca com uma linha tracejada e a comparação recomeça quando houver histórico suficiente na versão nova. O score de cada dia continua válido; o que fica suspenso é a subtração entre dias de modelos diferentes.