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Case de Valor

Transparência

Como calculamos nossos índices

Índices do Case de Valor, com descrição dos dados, ponderações e limitações de cada metodologia.

Esta é uma explicação resumida de como construímos cada índice. As métricas, os pesos e as fórmulas exatas são proprietárias e exclusivas do Case de Valor e não são divulgados na íntegra.

Isto é uma leitura, não uma recomendação

A Saúde Financeira resume condições do negócio, sem determinar valuation ou adequação da ação ao investidor. Não representa percentil: nota 73 não significa desempenho superior ao de 73% das empresas. Métricas e pesos variam conforme o perfil, limitando a comparação direta entre setores distintos.

Versão da metodologia

A versão vigente é a v6.3, desde 07/10/2026, com correções sobre a v6.0, de 31/08/2026, que introduziu pilares específicos para bancos. Cada nota identifica a versão utilizada. Mudanças de métricas, pesos ou critérios podem alterar o significado da nota; ajustes de redação e atualizações diárias de dados não representam, por si, nova metodologia. Notas de versões diferentes não devem ser comparadas diretamente.

v6.3 · 07/10/2026 — correção da base de capital regulatório dos bancos. A margem de capital passou a considerar a exigência específica da instituição, incluindo o adicional sistêmico nos quatro maiores bancos. Nesses bancos, a margem apresentada recuou cerca de 1 p.p., e as notas, de 2 a 4 pontos, sem alteração de faixa.

v6.2 · 28/09/2026 — correção da dívida bruta, eliminando a duplicação de debêntures e arrendamentos já incluídos em Empréstimos e Financiamentos; valores registrados em outras contas passaram a ser identificados individualmente no balanço, excluindo passivos que não são dívida.
v6.1 · 15/09/2026 — verificação de escala limitada aos cinco exercícios utilizados na nota.
v6.0 · 31/08/2026 — bancos passaram a cinco pilares, medidos em 12 meses no conglomerado prudencial, com inclusão de Eficiência Bancária e Qualidade de Crédito; Capital & Risco passou a medir apenas a margem de capital regulatório, com pesos por tipo de banco.
v5.0 · 30/08/2026 — métricas de caixa vinculadas ao valor da firma e ao DY substituídas por métricas de geração operacional; exercícios com demonstrativos zerados passaram a ser desconsiderados.
v4.0 · 07/07/2026 — inclusão de pilar prudencial específico para bancos, em substituição ao endividamento.

Como o score funciona

A nota varia de 0 a 100 e combina até 6 pilares; bancos utilizam 5 pilares específicos. Cada pilar reúne de um a três indicadores. Pesos e critérios variam entre 20 perfis de negócio, conforme a classificação setorial oficial. Pilares não aplicáveis são omitidos, com pesos previamente definidos para o perfil. Quando um pilar aplicável não possui dados, seu peso é redistribuído, reduzindo cobertura e confiança. A nota não é exibida com menos de três pilares disponíveis.

A nota é calculada sem usar a cotação: nenhum indicador do score tem preço, valor de mercado ou dividend yield no cálculo. Isso é deliberado — uma medida de saúde financeira que se move quando a ação cai está descrevendo o preço, não o balanço. Quem mede o retorno em proventos é o ISP, na seção de Dividendos.

FrágilAtençãoModeradaSólidaExcelente

Os pilares

Rentabilidade

ROE (retorno sobre o patrimônio) somado ao ROIC (retorno sobre o capital investido). O ROIC impede que um ROE inflado por dívida vire nota alta enganosa. Em setores cíclicos (mineração, proteínas, bens de capital), usa a média de 3 a 5 anos — sem premiar topo nem condenar fundo de ciclo. Em bancos, combina ROE e ROA prudenciais.

Eficiência Operacional

Margens EBIT e líquida avaliadas pela média de 3 anos, ou de 5 anos em empresas cíclicas. As referências são específicas por setor. Em bancos, utiliza-se o Índice de Eficiência, que relaciona despesas de pessoal e administrativas à receita operacional de 12 meses.

Alavancagem e Risco

Combina Dívida Líquida / EBITDA e Dívida Líquida / Patrimônio para avaliar alavancagem. Caixa líquido recebe pontuação máxima, e os limites variam conforme o perfil do negócio. Em bancos, utilizam-se Capital & Risco e Qualidade de Crédito, conforme descrito abaixo.

Liquidez e Cobertura

Liquidez Corrente (ativos vs. obrigações de curto prazo) somada à Cobertura de Juros (se o lucro operacional cobre os juros da dívida com folga).

Crescimento Sustentável

Tendência de receita e lucro por regressão em até cinco anos, reduzindo a influência de variações isoladas e ciclos. Crescimento com prejuízo e consumo de caixa não resulta automaticamente em pontuação elevada. Bancos utilizam crescimento anual composto de três anos da receita operacional.

Conversão e Geração Operacional de Caixa

Avalia a conversão do caixa operacional em relação ao EBITDA, a margem de caixa sobre a receita e a consistência da geração nos últimos exercícios. Não mede o caixa após investimentos. Não aplicável a bancos e seguradoras.

Como ler. Analise a contribuição de cada pilar e compare empresas de perfis semelhantes. A nota depende da qualidade dos dados disponíveis e não é exibida quando os demonstrativos estão defasados.

Bancos: uma régua prudencial

Bancos utilizam métricas específicas, em vez de EBITDA, dívida líquida ou fluxo de caixa livre. Desde a v6.0, são cinco pilares no conglomerado prudencial, com dados oficiais: Capital & Risco, pelas margens de Basileia e Capital Principal sobre as exigências e adicionais aplicáveis; Qualidade de Crédito, por custo de crédito e ativos problemáticos; Rentabilidade, por ROE e ROA regulatórios; Eficiência Bancária, pela relação entre despesas e receita; e Crescimento, pela taxa anual composta de três anos da receita operacional. As métricas de resultado utilizam base de 12 meses.

Capital & Risco avalia a capacidade de absorver perdas; Qualidade de Crédito avalia a ocorrência dessas perdas. Os pesos variam conforme o tipo de banco. Instituições sem carteira de crédito relevante não recebem esse pilar, que é excluído do cálculo, em vez de receber nota zero.

Limitação de cobertura. O modelo não avalia funding e liquidez, incluindo a capacidade de renovação das captações. Os indicadores disponíveis não permitiram uma discriminação adequada entre os bancos, e essa dimensão não é substituída por estimativas; problemas de captação podem não se refletir na nota.

Cobertura e confiança

Cobertura e confiança são medidas distintas. A cobertura indica os pilares disponíveis e pode impedir a exibição da nota quando insuficiente. A confiança considera extensão do histórico, consistência de escala, uso de métricas substitutas e disponibilidade de dados prudenciais. Cobertura completa não assegura confiança elevada; a condição é informada na ficha.