Risco de Juros · Curso 2/9Intermediário 36 min de leitura Pomodoro

Duration e Convexidade

A régua que mede quanto a renda fixa reage aos juros — e a curvatura que a régua sozinha ignora. Da duration de Macaulay à convexidade de uma carteira real, com os números oficiais dos índices e a carteira que os ETFs informam à CVM.

1.A pergunta que a marcação a mercado deixa em aberto

O curso Fundamentos dos ETFs de Renda Fixa estabeleceu o ponto de partida: renda fixa não é preço fixo. O fluxo de caixa do título é conhecido na largada, mas o preço de sair antes do vencimento muda todo dia, porque o mercado muda a taxa que exige para aqueles mesmos fluxos. Falta responder a pergunta seguinte, que é a que decide alocação: quanto?

Duration e convexidade existem exatamente para isso. A primeira transforma "a cota balança" em um número que você multiplica pelo tamanho do choque de juros. A segunda corrige esse número quando o choque é grande — porque a relação entre preço e taxa não é uma reta, é uma curva. Este curso transforma as duas em ferramenta de trabalho.

Regra editorial deste curso

Todo número identificado como dado de mercado foi reproduzido na fonte oficial, com data. Os demais são cálculos matemáticos derivados desses dados — e cada um deles foi refeito na calculadora antes de entrar aqui. Onde o resultado é uma estimativa, o texto diz que é.

A relação fundamental, em uma linha

Taxa sobe → preço cai · Taxa cai → preço sobe

Vale para qualquer título cujo fluxo de caixa já está definido. Uma taxa de desconto maior reduz o valor presente dos mesmos pagamentos futuros.

O material oficial do Tesouro Direto explica essa mecânica com um exemplo que vamos usar do começo ao fim deste curso, porque ele tem uma virtude rara: é um título sem cupom, o que torna cada conta verificável à mão.

Dado do exemplo oficialValor
TítuloTesouro Prefixado 2015 (LTN)
Data da compra03/01/2012 (liquidação em 04/01/2012)
Data de vencimento01/01/2015
Dias úteis entre liquidação (inclusive) e vencimento (exclusive)755
Valor nominal no vencimentoR$ 1.000,00
Preço na data da compraR$ 733,86
Taxa contratada10,88% a.a.
Rentabilidade do período (1.000,00 ÷ 733,86 − 1)36,27%

A fórmula que liga preço e taxa é a do próprio documento: Preço = VN ÷ (1 + taxa)^(DU/252). Substituindo, 1.000 ÷ (1,1088)^(755/252) = R$ 733,8687. O documento publica R$ 733,86 porque os preços negociados no Tesouro Direto são truncados na segunda casa decimal — não arredondados. É por isso que você encontra 733,86 e 733,87 na literatura sobre esse mesmo exemplo, e nenhum dos dois está errado.

Ponto-chave

Duration começa aqui. Ela mede quanto esse preço tende a reagir a uma pequena mudança na taxa — e, como você vai ver, "pequena" é uma palavra que carrega bastante peso.

2.Duration: a intuição correta

Duration tem duas leituras, e elas são a mesma coisa vista de dois ângulos. A leitura temporal: quanto tempo, em média ponderada a valor presente, o investidor leva para receber o dinheiro. A leitura econômica: quão sensível o preço é a mudanças na taxa de juros. A segunda é consequência matemática da primeira.

Vencimento não é duration

ConceitoO que medeErro comum
VencimentoA data final em que o principal é pago.Usar só o vencimento como medida de risco de taxa.
Duration de MacaulayO tempo médio ponderado dos fluxos de caixa a valor presente.Ler o número direto como "% de queda" — ele é uma medida de tempo.
Duration modificadaA sensibilidade aproximada do preço a pequenas mudanças de taxa.Tratar a aproximação como previsão exata.
Duration efetivaA sensibilidade quando os próprios fluxos podem mudar com a taxa.Aplicar Macaulay a instrumentos com opcionalidade embutida.

A propriedade que organiza tudo

Em um título zero cupom, todo o dinheiro chega no vencimento. Não há fluxo intermediário para puxar a média para trás, então a duration de Macaulay é igual ao prazo até o vencimento. Assim que o título passa a pagar cupons, parte do valor econômico chega antes e a duration fica menor que o vencimento.

A consequência prática

Dois títulos podem vencer exatamente no mesmo dia e ter durations diferentes, porque distribuem os pagamentos de formas diferentes ao longo do caminho. Comparar "prazo" quando o que importa é risco de taxa compara a coisa errada.

3.Duration de Macaulay: a média ponderada do tempo

A duration de Macaulay é a média ponderada dos prazos de cada fluxo de caixa. O peso de cada fluxo não é o valor nominal dele: é a participação do seu valor presente no preço total do título.

D_Macaulay = Σ [ t × VP(fluxo t) ] ÷ Preço

t é o tempo até o fluxo; VP é o valor presente daquele fluxo, descontado pela taxa do papel. O resultado sai em unidade de tempo — anos, no nosso caso.

  • Fluxos mais distantes entram com um t maior e puxam a duration para cima.
  • Cupons antecipam parte do valor econômico e puxam a duration para baixo em relação a um zero cupom de mesmo vencimento.
  • Quando a taxa de desconto muda, os valores presentes mudam — e os pesos junto. A duration não é uma constante do título: ela se move.
  • A duration de uma carteira é construída a partir da duration dos componentes, ponderada por valor de mercado, desde que as métricas sejam compatíveis entre si.

No exemplo do Tesouro Prefixado

Como o título do exemplo é um zero cupom, a conta acima colapsa em um único termo: a duration de Macaulay é o prazo. São 755 dias úteis, que no padrão brasileiro de 252 dias úteis por ano equivalem a 2,9960 anos (755 ÷ 252). É esse número que entra em tudo o que vem a seguir.

Não confunda as duas medidas

Macaulay é, antes de tudo, uma medida de TEMPO. Ela ainda não responde "quanto o preço cai". Para chegar em variação percentual de preço é preciso o próximo passo — a duration modificada — e é aí que quase todo mundo mistura os dois números.

4.Duration modificada: de tempo para preço

A duration modificada converte a medida de tempo em uma aproximação local da sensibilidade do preço à taxa. Na convenção anual simples, que é a do nosso exemplo, ela é a duration de Macaulay dividida por (1 + taxa).

D_modificada = D_Macaulay ÷ (1 + y) e ΔP/P ≈ − D_modificada × Δy

O sinal negativo carrega a relação inversa: taxa que sobe empurra o preço para baixo. Convenções de mercado (frequência de capitalização, base de dias) alteram a forma exata do ajuste.

Aplicando aos dados oficiais

Cálculo derivado do exemploResultado
Duration de Macaulay (755 ÷ 252)2,9960 anos
Taxa do papel (yield)10,88% a.a.
Duration modificada (2,9960 ÷ 1,1088)2,7020
Choque de +100 pontos-base — estimativa por duration−2,702%
Choque de −100 pontos-base — estimativa por duration+2,702%

Daí nasce a regra de bolso que circula no mercado: "duration 2,7 significa cerca de 2,7% de variação de preço para cada 1 ponto percentual de taxa". Ela é útil, é rápida e funciona bem — para movimentos pequenos. O curso inteiro, daqui para a frente, é sobre onde ela começa a falhar e o que se faz a respeito.

🧮

Calculadora: quanto os juros mexem na sua renda fixa

Interativo

Escolha uma exposição real ou digite a sua, defina o choque de taxa e compare a estimativa da duration com a de duration + convexidade.

índices ANBIMA em 12/08/2026
Duration modificada (Macaulay ÷ 1 + yield)5,404
Estimativa só com duration (+100 bps)-5,40%
Estimativa com duration + convexidade-5,04%
O que a convexidade acrescentou+0,36 p.p.
Efeito estimado sobre R$ 10.000,00-R$ 504,00

Estimativa de marcação a mercado para um deslocamento paralelo da curva — não é repreciação dos fluxos de caixa, não inclui o carrego do período, e não vale quando a curva muda de inclinação. Quanto maior o choque, mais a diferença entre as duas linhas acima importa.

Um detalhe de convenção que evita brigas

Duration modificada e duration efetiva não são a mesma coisa, e provedores diferentes publicam bases de tempo e capitalizações diferentes. Antes de comparar dois números de duration, confira se são a mesma medida na mesma convenção. Comparar Macaulay de um com modificada do outro produz uma diferença que parece informação e é só metodologia.

5.Estudo de caso: o erro da linha reta

A duration é uma aproximação linear: geometricamente, ela é a reta tangente à curva de preço × taxa no ponto em que você está hoje. Só que o preço real segue a curva, não a reta. Quanto mais o choque de taxa afasta você do ponto inicial, mais a reta e a curva se separam.

Preço × taxa — Tesouro Prefixado 2015 do exemplo oficial6007008004%8%12%16%20%10,88% · R$ 733,87preço exatoduration + convexidadesó duration (a reta tangente)A reta erra para o MESMO lado nos dois sentidos: subestima o ganho na queda e exagera a perda na alta
Tesouro Prefixado 2015 do exemplo oficial. A curva azul é o preço exato em cada taxa; a reta é a estimativa só com duration; a linha pontilhada acrescenta a convexidade. Perto do ponto inicial as três se confundem — longe dele, não.

Um choque de +100 pontos-base, pelos três caminhos

MétodoPreço resultanteVariação
Preço inicial (taxa de 10,88%)R$ 733,87
Preço exato recalculado a 11,88%R$ 714,39−2,654%
Estimativa só com durationR$ 714,04−2,702%
Estimativa com duration + convexidadeR$ 714,39−2,653%

Para 100 pontos-base, neste zero cupom relativamente curto, a diferença é modesta: a reta erra 0,048 ponto percentual, e sempre para o mesmo lado — ela exagera a queda. Mas o erro não cresce na mesma proporção do choque: ele cresce com o quadrado dele. É essa a razão de existir do próximo conceito.

O erro tem direção, e isso importa

Repare que a reta erra para baixo nos dois sentidos: subestima o ganho quando a taxa cai e exagera a perda quando a taxa sobe. Não é ruído aleatório em torno do valor certo — é um viés sistemático, e por isso vale a pena corrigi-lo.

6.Convexidade: a curvatura que a reta ignora

Convexidade mede como a própria sensibilidade muda quando a taxa muda. Se a duration responde "quanto o preço se move agora", a convexidade responde "e quanto essa resposta se altera à medida que a taxa anda". Em termos geométricos, é a curvatura que a reta tangente, por construção, não consegue enxergar.

Por que ela existe

Porque descontar fluxos de caixa não produz uma reta. Cada fluxo é dividido por (1 + y) elevado ao seu prazo, e essa operação é curva por natureza. Em títulos tradicionais, sem opções embutidas, a curva tem a concavidade voltada para cima — o que o mercado chama de convexidade positiva.

  • Quando a taxa cai, o ganho de preço tende a ser um pouco maior do que a reta da duration sugeriria.
  • Quando a taxa sobe, a perda de preço tende a ser um pouco menor do que a reta sugeriria.
  • Quanto maior o movimento de taxa, mais o termo de convexidade pesa — ele entra ao quadrado.
  • Convexidade não substitui duration. Ela é a correção de segunda ordem de uma estimativa que continua sendo de primeira ordem.

Convexidade positiva trabalha a favor de quem carrega o papel

Os dois efeitos acima apontam para o mesmo lado: ganha-se um pouco mais na queda e perde-se um pouco menos na alta. É por isso que, entre duas exposições de mesma duration, a de maior convexidade positiva tende a se comportar melhor diante de movimentos simétricos de taxa — tudo o mais constante, que é uma condição forte e raramente verdadeira.

E a convexidade negativa?

Aparece quando os fluxos podem mudar de forma desfavorável justamente quando as taxas se movem — o caso clássico são títulos resgatáveis antecipadamente pelo emissor e estruturas ligadas a hipotecas, em que a queda de juros dispara pré-pagamentos. Não é o caso dos títulos públicos brasileiros simples que sustentam os índices e os ETFs deste curso, mas é a razão pela qual "convexidade é sempre positiva" é uma frase falsa.

7.Duration + convexidade: a estimativa de segunda ordem

Somando o termo de curvatura, a estimativa deixa de ser uma reta e passa a ser uma parábola — bem mais parecida com a curva verdadeira.

ΔP/P ≈ − D_modificada × Δy + ½ × Convexidade × (Δy)²

O primeiro termo é a duration. O segundo corrige a curvatura. Como Δy está elevado ao quadrado, o termo de convexidade tem o MESMO sinal na alta e na queda de taxa quando a convexidade é positiva — ele sempre ajuda.

O exemplo oficial, choque a choque

Para o Tesouro Prefixado 2015, a convexidade derivada dos mesmos dados é 9,7380. A tabela abaixo aplica os dois métodos contra o preço exato, recalculado título por título:

Choque de taxaPreço exatoVariação exataSó durationDuration + convexidade
−300 bpsR$ 796,72+8,565%+8,106%+8,544%
−200 bpsR$ 775,00+5,605%+5,404%+5,599%
−100 bpsR$ 754,06+2,751%+2,702%+2,751%
+100 bpsR$ 714,39−2,654%−2,702%−2,653%
+200 bpsR$ 695,60−5,215%−5,404%−5,209%
+300 bpsR$ 677,46−7,687%−8,106%−7,668%

Leia a última linha com atenção. Num choque de 300 pontos-base para cima, a reta da duration erra 0,419 ponto percentual de preço; acrescentando a convexidade, o erro cai para 0,019 — cerca de vinte vezes menor. E olhe o sinal: a duration sozinha teria mandado o investidor se preparar para uma perda de 8,1% que, na verdade, é de 7,7%.

Erro da estimativa (pontos percentuais de preço)0,0-0,1-0,2-0,3-0,4-300-200-1000+100+200+300choque de taxa (pontos-base)−0,459−0,419com convexidade: erro ≤ 0,02erro: só duration
O erro de cada estimativa em relação ao preço exato, de −300 a +300 pontos-base. Perto de zero as duas funcionam; o erro da reta cresce com o quadrado do choque, enquanto a correção de convexidade mantém a estimativa praticamente colada no valor exato.

Continua sendo aproximação

Duration e convexidade são ótimas para decompor risco, montar cenários rápidos e comparar exposições. Para movimentos extremos, ou quando a decisão é grande, o caminho correto é outro: reprecificar os fluxos com a nova curva. Sensibilidades resumem; elas não substituem o cálculo.

8.O que aumenta e o que reduz a duration

A duration é resultado da combinação entre prazo, distribuição dos fluxos, taxa e características do instrumento. Não existe regra única baseada apenas no vencimento.

FatorMantendo o resto igualEfeito típico na duration
Prazo até o vencimentoPrazo maiorTende a aumentar
CupomCupom maiorTende a reduzir (mais dinheiro chega antes)
YieldYield maiorTende a reduzir a Macaulay de títulos com cupom
Zero cupomTodo o fluxo no finalMacaulay = vencimento
Taxa flutuanteA taxa é repactuada com frequênciaDuration bem menor que a de um prefixado de mesmo vencimento
OpcionalidadeOs fluxos podem mudarExige duration efetiva e atenção à convexidade

A linha da taxa flutuante é a mais subestimada

Uma LFT que vence em 2032 tem risco de preço próximo de zero, porque a taxa dela é repactuada diariamente — o papel praticamente não sofre marcação. Vencimento longo com duration curta não é contradição: é o desenho do instrumento. Foi essa mesma propriedade que, no curso anterior, explicou a engenharia tributária dos fundos "Smart Selic".

E nos títulos IPCA+?

A sensibilidade de preço de um título indexado ao IPCA responde às mudanças na taxa real exigida pelo mercado. A inflação acumulada corrige o valor nominal do papel por outro caminho, mas a marcação a mercado reage ao juro real. Por isso um IPCA+ pode perder valor num mês de inflação alta: quem manda no preço é a taxa real, não o índice de preços.

Conclusão prática

Um ETF de IPCA curto e um ETF de IPCA longo têm o mesmo indexador e podem exibir oscilações completamente diferentes. "É IPCA+" não descreve o comportamento da cota. Duration descreve.

9.Os números oficiais: a família IMA medida hoje

A ANBIMA publica, todo dia, a duration e a convexidade dos índices IMA — que são os benchmarks dos ETFs de renda fixa brasileiros. É a régua mais próxima do investidor comum, e quase ninguém a lê. A tabela abaixo foi extraída do arquivo diário da associação na referência de 12/08/2026.

ÍndiceO que ele carregaDuration (d.u.)Duration (anos)ConvexidadeYield
IMA-SLFTs (pós-fixado, Selic)1≈ 0,000,00
IRF-M 1Prefixados de até 1 ano1300,520,6613,62%
IMA-B 5NTN-Bs de até 5 anos4171,655,649,44%
IRF-MTodos os prefixados6272,499,5614,17%
IRF-M 1+Prefixados acima de 1 ano7903,1312,5014,36%
IMA-BTodas as NTN-Bs1.4785,8772,788,53%
IMA-B 5+NTN-Bs acima de 5 anos2.3459,31127,707,79%

Duas leituras saltam da tabela. A primeira: dentro da mesma família de indexador, a duration varia de 1,65 a 9,31 anos — quase seis vezes. A segunda, mais interessante: a convexidade não cresce na mesma proporção da duration. Do IMA-B 5 para o IMA-B 5+, a duration multiplica por 5,6 e a convexidade multiplica por 22,6. É o efeito do quadrado, e é o que a próxima seção destrincha.

Quanto isso vale em preço

Aplicando a fórmula de segunda ordem às métricas oficiais acima, dá para dimensionar o que um choque na curva faria com cada bloco. São estimativas, não repreciação exata:

ÍndiceDuration modificada+100 bps (só duration)+100 bps (com convexidade)+200 bps (só duration)+200 bps (com convexidade)
IMA-B 51,51−1,51%−1,48%−3,02%−2,91%
IRF-M2,18−2,18%−2,13%−4,36%−4,17%
IMA-B5,40−5,40%−5,04%−10,81%−9,35%
IMA-B 5+8,63−8,63%−7,99%−17,27%−14,71%

No IMA-B 5+, a correção de convexidade vale 0,64 ponto percentual num choque de 100 bps e 2,55 pontos num choque de 200 bps. Quem estimar a perda só pela duration nessa ponta da curva vai errar por uma margem que, em renda fixa, é enorme.

O caso IMA-B 5 P2 × IMA-B 5+

As lâminas oficiais de março/2026 deixam a diferença de prazo ainda mais nítida dentro da mesma família de títulos indexados ao IPCA:

ÍndiceRegra de composiçãoDuration oficialEm anos (÷ 252)
IMA-B 5 P2NTN-Bs com prazos inferiores a 5 anos, com controle de prazo médio de repactuação.516 d.u.≈ 2,05
IMA-B 5+NTN-Bs com vencimentos superiores a 5 anos.2.422 d.u.≈ 9,61

Cuidado ao converter esses números em porcentagem

2,05 e 9,61 são durations de Macaulay. Elas não dizem que uma alta de 1 ponto percentual na taxa real produzirá exatamente −2,05% e −9,61% de preço: para isso é preciso a duration modificada, na convenção aplicável. A conversão para anos serve para dar intuição de ordem de grandeza, e é assim que ela deve ser usada.

10.Mesma duration, convexidades diferentes

Aqui entra a parte que raramente aparece em material educacional brasileiro, e que a tabela da seção anterior deixou no ar: duas carteiras com a mesma duration não têm, necessariamente, a mesma convexidade. E a diferença entre elas tem um nome — dispersão.

Antes de afirmar qualquer coisa, foi preciso descobrir em que convenção a ANBIMA publica a convexidade, porque a associação não documenta a fórmula. A verificação: para a LTN de 01/10/2026, com prazo de 35 dias úteis e taxa de 13,6601%, o arquivo publica convexidade de 0,122442670168324. A fórmula clássica t(t+1)/(1+y)², com t medido em anos úteis, devolve exatamente o mesmo número. Convenção identificada — e os agregados de cada índice, refeitos a partir da composição papel a papel, também reproduzem o número publicado.

A decomposição

Com a convenção conhecida, dá para comparar cada índice contra uma referência artificial: um título único, zero cupom, com exatamente a mesma duration e o mesmo yield. Tudo o que sobra dessa comparação é curvatura que vem de outro lugar que não o prazo médio.

ÍndiceConvexidade realTítulo único de mesma durationDispersão ENTRE os papéisDispersão DENTRO de cada papel
IRF-M 10,660,61+0,06+0,00
IMA-B 55,643,67+1,64+0,33
IRF-M9,566,66+2,04+0,87
IRF-M 1+12,509,91+1,43+1,16
IMA-B72,7834,18+17,28+21,31
IMA-B 5+127,7082,54+6,68+38,49

A decomposição é uma identidade, não uma aproximação: as três colunas da direita somam a convexidade real de cada índice (se você somar a tabela e encontrar 0,01 de diferença em alguma linha, é o arredondamento das duas casas exibidas). E a leitura é direta: no IMA-B, 53% da convexidade — 38,6 de 72,78 — não vem do prazo médio da carteira. Vem de duas coisas: o índice espalha capital entre uma NTN-B que vence em 2026 e outra que vence em 2060, e cada uma dessas NTN-Bs, por pagar cupons semestrais, já é internamente dispersa.

Mesma duration, dispersões opostasUm título sótodo o capital no prazo médio0a4a8a12a100%1,2aduration 1,21aconvexidade ≈ 2,0Carteira real do AUPO1117 LFTs + 1 NTN-B 20600a4a8a12a90.6%LFT9.4%2060duration 1,21aconvexidade 23,8
Duas carteiras com a mesma duration e convexidades muito diferentes. À esquerda, um único título no prazo médio; à direita, a estrutura que concentra quase tudo no curtíssimo prazo e uma fatia pequena lá na ponta longa. Mesma média, dispersões opostas.

A regra que sai daqui

Duration é a MÉDIA dos prazos; convexidade responde também pela DISPERSÃO em torno dessa média. Duas carteiras com a mesma média e espalhamentos diferentes reagem de formas diferentes a choques grandes — e nenhum número de duration, sozinho, revela isso.

O que essa conta NÃO diz

Convexidade maior não significa carteira melhor. Ela costuma vir acompanhada de diferenças de prazo, yield, liquidez e composição, que são justamente o que se está comparando. O uso correto é de diagnóstico: entender de onde vem a curvatura antes de atribuí-la a alguma qualidade do produto.

11.Duration em ETFs: a carteira real, medida

Um ETF de renda fixa não é um título caminhando para o vencimento. O fundo replica um índice, recebe fluxos, rebalanceia e substitui papéis que deixam de ser elegíveis. A consequência é que a duration do ETF é uma característica da carteira atual — e ela não encurta sozinha com o passar do tempo, como aconteceria com um título individual guardado na gaveta.

  • O índice vende títulos que saíram da regra de prazo e compra vencimentos novos no rebalanceamento.
  • Uma estratégia de duration-alvo mantém a sensibilidade relativamente estável ao longo dos anos, por desenho.
  • A cota segue marcada a mercado todo dia: não existe "convergência para o valor de face" como em um papel levado ao vencimento.
  • Por isso, a pergunta certa sobre um ETF de renda fixa nunca é "quando ele vence", e sim "qual é a duration da carteira e qual regra a mantém ali".

Medindo a duration de um ETF de verdade

Dá para sair da teoria. Todo fundo informa a carteira à CVM, posição a posição, e a ANBIMA publica a duration de cada título público. Cruzando as duas fontes, a duration da carteira de um ETF deixa de ser um dado do folheto e passa a ser uma medida verificável. Fizemos isso com a carteira do IMAB11 informada em 30/06/2026 e as durations oficiais de 12/08/2026:

MedidaCarteira real do IMAB11Índice IMA-B (oficial)
Duration da carteira5,872 anos5,865 anos
Convexidade da carteira72,9872,78
Cobertura da conta100% dos pesos informados

A diferença é de 0,007 ano — cerca de dois dias úteis. Duas conclusões, e as duas úteis: o método funciona, e o fundo estava, naquela foto, praticamente colado no risco de taxa do índice que promete replicar. Fazendo o mesmo com o B5P211, a carteira devolve duration de 1,928 ano e convexidade de 6,57 — a exposição mais curta e mais mansa da dupla.

A limitação honesta desta conta

A carteira vem da CVM com a data de 30/06/2026 e a duration de cada papel vem da ANBIMA em 12/08/2026 — seis semanas de defasagem entre as duas pontas. A ordem de grandeza é sólida; a terceira casa decimal, não. Toda vez que você cruzar duas fontes com datas diferentes, o resultado herda a mais velha das duas.

O que procurar na lâmina antes de comprar

CampoA pergunta correta
Índice de referênciaQue títulos entram e qual é a regra de prazo?
Duration / maturityQual medida está publicada e em que convenção?
RebalanceamentoCom que frequência a carteira muda?
YieldÉ yield nominal, real, YTM ou outra medida?
Taxa e aderênciaQuanto custa e quão perto do índice o fundo consegue ficar?
Liquidez e spreadQuanto custa entrar e sair no mercado secundário?

Onde ver a carteira que usamos

Na ficha de cada ETF do portal, a aba Composição traz a carteira efetivamente informada à CVM, posição a posição, com peso e vencimento. É a mesma fonte desta seção — e o insumo que transforma "a duration do fundo" em algo que você mesmo pode conferir.

12.Duration de portfólio: peso financeiro não é peso de risco

A duration de uma carteira, na aproximação tradicional, é a média das durations dos componentes ponderada por valor de mercado.

D_carteira ≈ Σ ( peso do ativo × duration do ativo )

Ferramenta de primeira leitura. Em carteiras que misturam curvas, indexadores ou moedas diferentes, decompor as exposições informa mais do que resumir tudo em um número só.

A fórmula é simples; a armadilha é a leitura. Um ativo pequeno em capital pode ser gigante em risco de taxa, e a média esconde isso atrás de um número de aparência inofensiva. Em vez de ilustrar isso com pesos inventados, vale mais usar uma carteira que existe.

O caso do AUPO11, com os pesos reais

O curso anterior mostrou que os chamados fundos "Smart Selic" mantêm uma fatia pequena de NTN-B longuíssima para atravessar a fronteira dos 720 dias de prazo médio de repactuação e cair na menor alíquota de IR. Agora dá para medir o preço em risco dessa engenharia. A carteira informada pelo AUPO11 à CVM em 31/07/2026 tem 18 posições: 17 LFTs e uma NTN-B com vencimento em 15/08/2060.

Bloco da carteiraPeso no capitalDuration do blocoContribuição para a duration
17 LFTs (pós-fixadas, taxa repactuada diariamente)90,6%≈ 0,004 ano0,004 ano
1 NTN-B com vencimento em 20609,4%12,81 anos1,202 anos
Carteira inteira100%1,206 anos

Ou seja: 9,4% do capital respondem por 99,7% da duration do fundo. Os outros 90,6% praticamente não reagem a movimentos de taxa, porque uma LFT tem a remuneração repactuada todo dia. Quem olhar apenas o rótulo "Selic" vai supor que a cota não se move; quem olhar a carteira descobre que toda a sensibilidade a juro real do produto está concentrada em menos de um décimo dele. O CDIB11, montado com a mesma lógica, devolve 1,196 ano pela mesma conta.

E a convexidade denuncia a estrutura

Esse é o exemplo mais didático possível da seção anterior. A convexidade da carteira do AUPO11 é 23,78. Um único título prefixado com a mesma duration de 1,21 ano, a uma taxa de 14% ao ano, teria convexidade de cerca de 2,0 — quase doze vezes menos. A duration média é a de uma aplicação curta; a curvatura é a de outra coisa inteiramente, porque a carteira é o caso extremo de dispersão: quase tudo no prazo zero e uma ponta em 2060.

O limite deste número único

Somar as durations desses dois blocos em um só número é, tecnicamente, misturar curvas diferentes: as LFTs respondem à Selic e a NTN-B responde à taxa real de longo prazo. O resultado de 1,206 ano serve para comparar magnitude, não para prever preço. O que realmente importa aqui é a DECOMPOSIÇÃO — e ela é inequívoca sobre onde o risco mora.

A lógica de montagem, aliás, é a mesma do curso Estratégia Core-Satélite com ETFs, aplicada agora ao risco de juros: cada bloco existe para cumprir uma função, e a função vem antes do peso.

Função na carteiraExposição que costuma cumprirPergunta que decide
Liquidez e estabilidadeSelic/LFT ou duration muito baixaConsigo vender no momento em que posso precisar do dinheiro?
Proteção inflacionária intermediáriaIPCA+ de duration menor (IMA-B 5)Meu horizonte combina com a oscilação da taxa real?
Proteção inflacionária longaIMA-B amplo ou IMA-B 5+Eu tolero uma queda relevante de marcação sem vender?
Travamento de taxa nominalPrefixados / IRF-MEssa taxa nominal faz sentido para o meu horizonte?
Exposição tática a queda de jurosDuration alta, prefixada ou IPCA+Estou assumindo risco de curva conscientemente?

13.Os limites: a curva não se move inteira do mesmo jeito

A fórmula da duration supõe, implicitamente, um deslocamento pequeno e coerente da taxa relevante. Na prática, os diferentes vértices da curva de juros se movem em magnitudes e às vezes em direções distintas — e é exatamente aí que um número único começa a informar menos do que parece.

Movimento da curvaO que ocorrePor que um número único falha
Deslocamento paraleloTaxas curtas e longas mudam aproximadamente igual.É o cenário em que a duration funciona melhor como resumo.
InclinaçãoCurto e longo se movem de forma diferente.Dois portfólios de mesma duration total podem reagir de maneiras opostas.
CurvaturaO miolo se move de forma distinta das pontas.É preciso localizar a exposição por vértice, não pela média.

O próximo degrau da ferramenta chama-se key rate duration: em vez de um número para a curva inteira, ela mede a sensibilidade do preço a movimentos em pontos específicos da curva, mantendo os demais vértices parados. É o instrumento de quem precisa saber não apenas quanto a carteira reage, mas onde ela reage — e é o tema natural de um curso posterior sobre curva de juros. Para acompanhar a curva brasileira vértice a vértice, o portal publica a estrutura a termo do DI em Dados de Mercado → Juros Futuros.

Cenários em vez de previsão

Duration é mais útil como ferramenta de cenário do que como aposta direcional. Em vez de perguntar "os juros vão cair?", a pergunta produtiva é: "o que acontece com esta exposição se a taxa relevante subir ou cair 50, 100 ou 200 pontos-base?".

CenárioDuration curtaDuration longa
Taxas sobemQueda de preço tende a ser menor.Queda de preço tende a ser maior.
Taxas caemGanho de marcação tende a ser menor.Ganho de marcação tende a ser maior.
Taxas oscilam muitoMenor amplitude de preço, em geral.Maior amplitude — e a convexidade passa a pesar de verdade.
Horizonte curtoMenor descasamento costuma ajudar.Cresce o risco de precisar vender no meio de uma oscilação forte.

Processo antes de previsão

Primeiro dimensione o risco que a sua carteira suporta; depois escolha a exposição. A macroeconomia entra como cenário — nunca como justificativa para ignorar o risco de marcação. Para entender de onde vêm esses movimentos, o curso Ciclos Econômicos e Juros é o complemento direto deste.

Duration não mede tudo

Ela não substitui análise de crédito, liquidez, inflação, spread, câmbio, opcionalidade ou risco operacional do produto. Duration é a régua de UM risco — o de taxa de juros — e é excelente nisso justamente porque não tenta ser mais do que isso.

14.Erros frequentes e checklist final

  1. Ler "duration 5" como "vence em 5 anos" — são coisas diferentes, e só coincidem no zero cupom.
  2. Aplicar a duration como previsão exata: ela é aproximação de primeira ordem, e o erro cresce com o quadrado do choque.
  3. Comparar a Macaulay de um produto com a modificada de outro, ou convenções de tempo diferentes, e achar que a diferença é informação.
  4. Achar que IPCA+ não perde porque "protege da inflação" — a marcação responde à taxa real.
  5. Supor que a duration de um ETF encurta com o tempo, como a de um título individual.
  6. Confundir duration com prazo médio de repactuação: uma define oscilação, a outra define alíquota de IR.
  7. Assumir que convexidade é sempre positiva — instrumentos com opcionalidade podem ter convexidade negativa.
  8. Concluir que duration igual significa risco igual: curva, crédito, liquidez e dispersão podem ser completamente diferentes.
  9. Achar que duration baixa elimina risco — ela reduz o risco de TAXA, e apenas ele.
  10. Olhar só a média de prazo de uma carteira e ignorar a dispersão em torno dela.

Antes de assumir uma exposição de renda fixa

  • Identifiquei o indexador: Selic, prefixado, IPCA, crédito ou combinação.
  • Sei qual duration está publicada — Macaulay, modificada ou efetiva — e em que unidade.
  • Confirmei a convenção: anos, dias úteis, frequência de capitalização.
  • Olhei a distribuição de vencimentos, e não apenas a média.
  • Entendi a regra de rebalanceamento do índice ou do ETF.
  • Fiz os cenários de +50, +100 e +200 pontos-base na taxa relevante.
  • Em carteiras longas, considerei a convexidade e o erro da aproximação linear.
  • Separei risco de taxa de risco de crédito e de liquidez.
  • Comparei a duration com o meu horizonte e com a minha tolerância a oscilação.
  • Sei que vou reavaliar: a duration da carteira muda com preços, taxas e rebalanceamentos.

Se alguma resposta for "não"

Volte à seção correspondente antes de operar. Em renda fixa, a diferença entre uma posição confortável e uma posição insustentável quase nunca está no retorno anunciado — está na duration que ninguém conferiu.

15.Conclusão e quiz

Duration diz quanto a carteira está exposta, em primeira ordem. Convexidade diz como essa exposição muda conforme a taxa anda. Juntas, elas fecham o caminho entre a manchete "os juros mexeram" e o fato consumado "a cota do meu ETF oscilou" — e transformam uma sensação difusa de risco em um número que você pode dimensionar antes de comprar, não depois.

A síntese desta aula

Prazo → duration → convexidade → dispersão → cenário. A duration é a média dos prazos e a régua do risco de taxa; a convexidade corrige a reta e revela a dispersão em torno dessa média; nenhuma das duas prevê a curva — elas dimensionam o que acontece quando ela se move.

🧮

Quiz: duration e convexidade

Interativo

10 perguntas para testar o que você aprendeu neste curso.

1. Qual é a diferença entre duration de Macaulay e duration modificada?

2. Um título zero cupom com 3 anos até o vencimento tem duration de Macaulay de quanto?

3. Dois títulos vencem exatamente no mesmo dia. Eles têm necessariamente a mesma duration?

4. A estimativa por duration erra em qual direção quando a taxa se move?

5. Por que a convexidade melhora a estimativa?

6. Como o termo de convexidade se comporta na alta e na queda de taxa, quando a convexidade é positiva?

7. Duas carteiras têm exatamente a mesma duration. Elas têm a mesma convexidade?

8. Num ETF de renda fixa, a duration da carteira encurta sozinha com o passar do tempo?

9. Um ETF que replica o IMA-B 5+ (duration de 9,31 anos em 12/08/2026) diante de uma alta de 1 ponto percentual na taxa real: qual é a leitura mais correta?

10. Por que um único número de duration pode falhar mesmo quando bem calculado?

Duration e convexidade: como medir o risco de juros de um título e de uma carteira

🎬 Vídeo em produção — em breve nesta lição

Investindo em Títulos de Renda FixaFrank J. Fabozzi
A referência mundial sobre precificação de títulos

Investindo em Títulos de Renda FixaFrank J. Fabozzi

O tratado que formaliza tudo o que este curso apresentou de forma aplicada: duration de Macaulay, modificada e efetiva, convexidade, key rate duration e estrutura a termo da taxa de juros. É a ponte entre a aproximação de segunda ordem e o ferramental completo de gestão de risco de taxa.

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Fontes de referência

  • Tesouro Nacional — "Cálculo da Rentabilidade dos Títulos Públicos ofertados no Tesouro Direto: Tesouro Prefixado (LTN)": exemplo oficial de compra em 03/01/2012 (liquidação em 04/01/2012) com vencimento em 01/01/2015, 755 dias úteis, preço de R$ 733,86, valor nominal de R$ 1.000,00 e taxa de 10,88% a.a.; fórmula Preço = VN ÷ (1 + taxa)^(DU/252) e nota de que os preços são truncados na segunda casa decimal.
  • ANBIMA — arquivo diário dos Índices de Mercado (IMA), referência 12/08/2026: duration, convexidade, prazo médio de repactuação, yield e composição papel a papel de IMA-S, IRF-M 1, IRF-M 1+, IRF-M, IMA-B 5, IMA-B 5+, IMA-B e IMA-GERAL.
  • ANBIMA — lâmina do IMA-B 5 P2 (março/2026): duration de 516 dias úteis e prazo médio de repactuação de 765 dias.
  • ANBIMA — lâmina do IMA-B 5+ (março/2026): duration de 2.422 dias úteis, convexidade de 135,17 e yield de 7,41%.
  • CVM — Composição Diária da Carteira (CDA) dos fundos: carteiras informadas por IMAB11, B5P211 e CDIB11 em 30/06/2026 e por AUPO11 em 31/07/2026, usadas posição a posição no cálculo de duration e convexidade de carteira.
  • FINRA — "Duration: What an Interest Rate Hike Could Do to Your Bond Portfolio" e "Understanding Bond Yield and Return": duration como medida de sensibilidade e a ressalva de que duration baixa não elimina os demais riscos.
  • Federal Reserve Bank of St. Louis — "Investment Improvement: Adding Duration to the Toolbox": duration de Macaulay, relação com cupom e prazo, e o caso do zero cupom.
  • Bank for International Settlements — "The Danish mortgage market": definição de convexidade como direção e taxa de mudança da duration, e o caso de convexidade negativa em estruturas hipotecárias.
  • Securities and Exchange Commission (EUA) — definição operacional de convexidade como a medida de quão rapidamente a duration se altera quando as yields flutuam.
  • B3 Educação e Portal do Investidor/CVM — características, riscos e funcionamento dos Fundos de Índice (ETFs) de renda fixa.
  • Cálculos Case de Valor — duration modificada, convexidade, repreciação exata, decomposição da convexidade em título único + dispersão entre papéis + dispersão dentro de cada papel, e duration/convexidade das carteiras reais dos ETFs, todos derivados das fontes acima.

Conteúdo exclusivamente educacional. Os índices, títulos e ETFs citados são exemplos reais, usados para demonstrar como se mede o risco de taxa de juros — não constituem recomendação de compra, venda ou alocação. Duration e convexidade são aproximações matemáticas e não preveem preços. Dados de mercado, carteiras e metodologias de índice mudam: a documentação vigente do fundo e do índice, na data da sua operação, sempre prevalece. Rentabilidade passada não representa garantia de rentabilidade futura, e fundos de investimento não contam com garantia do FGC.

Conteúdo exclusivamente educacional — não constitui recomendação de investimento.