Exposições e Indexadores · Curso 5/9Intermediário 36 min de leitura Pomodoro

ETFs Prefixados e Ciclos de Juros

"O Copom cortou os juros, então o prefixado sobe" é uma intuição incompleta. O preço responde à curva nominal e às expectativas que o mercado incorporou antes da decisão — e este curso mostra como medir esse efeito.

1.O quinto bloco de risco: a curva nominal

Os cursos anteriores separaram os principais componentes do risco de juros. Agora entramos na parcela prefixada: a exposição à curva nominal e à forma como as expectativas para o ciclo monetário são incorporadas aos preços. Aqui o investidor aceita uma taxa nominal definida pelo mercado e passa a carregar risco de marcação a mercado enquanto essa taxa se move.

CursoPergunta central
Fundamentos dos ETFs de Renda FixaQuais são os indexadores e por que o imposto depende da carteira?
Duration e ConvexidadeQuanto o preço reage a uma mudança de taxa?
Curva de Juros e Marcação a MercadoEm qual vértice da curva está o risco?
ETFs de IPCA e Juros ReaisComo separar inflação de juro real?
ETFs Prefixados e Ciclos de JurosComo a curva nominal responde ao ciclo monetário?

A ideia que este curso existe para desmontar

Um ETF prefixado não é uma aposta em "queda da Selic". O retorno dele depende das taxas de mercado dos títulos que compõem o índice, do prazo da carteira e da forma como a curva se move — e a curva negocia o ciclo antes de o Copom executá-lo. Ao longo do curso, esse "antes" deixa de ser uma figura de linguagem e vira um número em pontos-base.

Regra editorial deste curso

Toda taxa, duration e composição vem de arquivo oficial com data. As carteiras dos dois ETFs foram medidas posição a posição na informação que os fundos prestam à CVM. Onde não conseguimos confirmar um número na fonte — é o caso das duas taxas de administração —, ele aparece como travessão, e o texto diz exatamente quais portas foram tentadas.

2.Prefixar não é congelar o preço

Dois títulos públicos formam os índices prefixados, e a diferença entre eles não é decorativa: ela muda a duration da mesma exposição.

TítuloFluxoConsequência
LTN / Tesouro PrefixadoPagamento único no vencimentoZero cupom: a duration é igual ao prazo
NTN-F / Tesouro Prefixado com Juros SemestraisCupons semestrais de 10% a.a. mais o principalOs fluxos intermediários encurtam a duration em relação ao prazo

O efeito aparece cru na composição do IRF-M em 12/08/2026: a LTN de 01/01/2029 e a NTN-F de 01/01/2029 vencem no mesmo dia, a 596 dias úteis de distância. A duration da LTN é 596 dias úteis; a da NTN-F, 538. Mesmo vencimento, quase 10% menos de sensibilidade a juros — só por causa dos cupons.

Preço e taxa andam em direções opostas

Preço = 1.000 ÷ (1 + taxa)^(dias úteis ÷ 252)

A fórmula da LTN publicada pelo Tesouro Nacional. O valor de face no vencimento é sempre R$ 1.000,00; se a taxa exigida sobe, o preço tem de cair para que ele ainda chegue lá.

É uma relação mecânica, não uma tendência. E o próprio Tesouro publica o exemplo que a torna concreta — um Tesouro Prefixado com vencimento em 01/01/2015, comprado e vendido antes da hora:

EventoDado oficialConferência nossa
Compra em 03/01/2012 (liquidação em 04/01)R$ 733,86 · 755 dias úteis1.000 ÷ 1,1088^(755÷252) = R$ 733,8687
Taxa contratada10,88% a.a.(1.000 ÷ 733,86)^(252÷755) − 1 = 10,8804%
Venda antecipada em 07/05/2013R$ 874,61 · 420 dias úteis decorridos
Retorno no período19,18%874,61 ÷ 733,86 − 1 = 19,1794%
Taxa anual equivalente11,10% a.a.1,191794^(252÷420) − 1 = 11,1017%

Por que R$ 733,8687 vira R$ 733,86

Não é arredondamento: o documento do Tesouro diz que os preços dos títulos negociados no Tesouro Direto são truncados na segunda casa decimal. É o detalhe que explica a divergência de um centavo que circula em toda a literatura sobre esse exemplo.

O que muda quando o mesmo mecanismo entra num ETF

Nesse exemplo a marcação a mercado foi um episódio: o investidor escolheu vender antes. Num ETF prefixado ela é o regime permanente — a carteira inteira é remarcada todo pregão e nunca existe a data em que a cota converge para um valor de face. Não há "taxa contratada do ETF".

3.A curva de 12/08/2026 e o ciclo que a antecedeu

Não existe "a taxa prefixada". Existe uma taxa para cada prazo, e a ANBIMA estima essa estrutura todo dia. Este é o retrato de 12/08/2026 — a mesma data usada nos dois cursos anteriores, para que as três fotos sejam comparáveis:

VérticeTaxa prefixadaLeitura
126 dias úteis (~6 meses)13,5730%O ponto mais baixo da curva
252 dias úteis (1 ano)13,7413%Abaixo da Selic vigente
504 dias úteis (2 anos)14,1367%Já acima dela
1.260 dias úteis (5 anos)14,6649%
2.016 dias úteis (8 anos)14,7500%O topo da curva
2.520 dias úteis (10 anos)14,7185%O prazo mais longo publicado

O que o Copom tinha feito até ali

A Selic estava em 15,00% a.a. desde junho de 2025 e ficou parada por cinco reuniões seguidas. O ciclo de afrouxamento começou de fato em 18 de março de 2026 e entregou quatro cortes de 25 pontos-base:

ReuniãoDataDecisãoMeta Selic
276ª28/01/2026Manutenção15,00%
277ª18/03/2026Corte de 25 bps14,75%
278ª29/04/2026Corte de 25 bps14,50%
279ª17/06/2026Corte de 25 bps14,25%
280ª05/08/2026Corte de 25 bps14,00%

Um detalhe de leitura que muda a contagem

É comum ver esse ciclo desenhado como cinco degraus a partir de janeiro. Não são: na reunião de 28/01/2026 o Copom manteve a taxa — aquele é o nível de partida, não um corte. O ciclo, até 12/08/2026, tinha quatro cortes e 100 pontos-base de afrouxamento acumulado.

O paradoxo que abre a próxima seção

Uma semana depois do quarto corte, com a Selic em 14,00%, a curva prefixada negociava acima de 14% em todos os prazos a partir de dois anos, chegando a 14,75%. Quatro cortes executados, e o mercado pedindo mais prêmio para prazos longos do que a taxa que o Banco Central acabara de fixar. Isso não é contradição — é a curva olhando para frente.

4.📊 ESTUDO REAL — A Selic que a curva já embutia

Aqui está a análise que dá nome ao curso, e que não existe pronta em lugar nenhum. Uma curva de juros não é só um conjunto de taxas à vista: dentro dela estão as taxas a termo — o que o mercado cobra hoje para emprestar dinheiro num período futuro. Extraindo essas taxas da curva de 12/08/2026, dá para ler, trimestre a trimestre, o caminho da taxa curta que estava no preço naquele dia.

taxa a termo entre t₁ e t₂ = [ (1 + taxa de t₂)^t₂ ÷ (1 + taxa de t₁)^t₁ ] ^ (1 ÷ (t₂ − t₁)) − 1

Aritmética pura sobre as taxas publicadas, sem modelo nem premissa. Se render diferente disso, existe arbitragem entre os dois prazos.

Janela à frenteTaxa de 3 meses embutidaContra a Selic de 14,00%
0 a 3 meses13,5891%−41 bps
3 a 6 meses13,5570%−44 bps — o fundo do ciclo
6 a 9 meses13,7775%−22 bps
9 a 12 meses14,0426%+4 bps — já acima de hoje
12 a 15 meses14,2811%+28 bps
24 a 27 meses14,8403%+84 bps
A Selic que a curva já embutia — 12/08/202613,5%14,0%14,5%15,0%Selic hoje 14,00%15,00% — onde o ciclo começouhoje12m24m36m48m60m13,56% em 3–6 meses~10 meses~34 mesestaxa a termo de 3 meses · uma semana depois do 4º corte, o preço já desfazia o ciclo inteiro
O caminho da taxa curta embutido na curva prefixada de 12/08/2026, em janelas de três meses. O mercado precificava menos de dois cortes adicionais, o fim do ciclo em cerca de seis meses e o retorno ao patamar de partida em menos de três anos.

🔴 O número que responde à manchete

Em 12/08/2026 a curva embutia a taxa curta caindo só até 13,56% — menos de dois cortes de 25 bps a mais —, voltando a passar de 14,00% por volta do 10º mês e alcançando 15,00% em torno de 34 meses, exatamente o nível de onde o ciclo tinha partido. O pico do caminho embutido era 15,08%, num horizonte de cerca de quatro anos. Quem comprasse prefixado longo naquele dia "porque o Copom está cortando" estava comprando um ativo cujo preço já supunha o contrário: o ciclo inteiro desfeito, e um pouco mais.

Por que isso não é uma previsão

  • A taxa a termo é o preço de um empréstimo futuro, não a expectativa média do mercado. Ela embute prêmio de risco, prêmio de prazo e desequilíbrios entre oferta e demanda por títulos.
  • Por isso ela costuma ficar acima da trajetória que os economistas projetam: quem carrega risco de prazo cobra por isso.
  • O valor prático não é adivinhar a Selic — é saber contra o que o seu preço de entrada está apostando. Um prefixado longo só bate o caixa se a curva se sair melhor do que ela própria já embute.
  • É por isso que "o Copom vai cortar" não é uma tese de investimento. A tese só existe se for cortar mais, ou mais rápido, do que o preço de hoje supõe.

5.Os dois cenários de 12 meses (e por que o "neutro" não é o que você pensa)

Com a curva na mão dá para calcular, sem estimativa nenhuma, o retorno de doze meses de um papel prefixado em dois cenários que quase todo investidor confunde.

CenárioPremissaComo se calcula
A — a curva fica paradaDaqui a um ano cada prazo negocia na mesma taxa de hojeO papel envelhece e desce a curva (roll-down), ganhando preço
B — a curva se realizaAs taxas a termo de hoje viram as taxas à vista de amanhãÉ o cenário embutido no preço atual
Prazo hojeTaxa à vistaA) curva paradaB) curva se realizaDiferença
1 ano13,7414%13,7414%13,7414%0,000 p.p.
2 anos14,1367%14,5335%13,7414%+0,792 p.p.
3 anos14,4009%14,9309%13,7414%+1,190 p.p.
5 anos14,6649%15,0645%13,7414%+1,323 p.p.
7 anos14,7460%14,8980%13,7414%+1,157 p.p.
10 anos14,7185%14,5319%13,7414%+0,791 p.p.
Retorno de 12 meses por prazo — dois cenários13,5%14,0%14,5%15,0%1a2a3a5a7a10a15,06% em 5 anoscurva paradacarrego + roll-downcurva se realiza: 13,74% em TODOS os prazosa área sombreada é o prêmio que só aparece se a curva ficar imóvel — não é o cenário neutro
Retorno de doze meses por prazo nos dois cenários. A linha reta é o cenário em que a curva simplesmente se realiza: todos os prazos rendem exatamente o mesmo. Toda a distância acima dela é o prêmio que só existe se a curva ficar parada.

🔴 No cenário B, todos os prazos rendem igual

Repare na coluna do meio: 13,7414% em todos os prazos, do papel de um ano ao de dez. Isso não é coincidência, é aritmética — se a curva se realizar exatamente como está precificada, comprar prazo longo e comprar prazo curto dão o mesmo resultado em doze meses. A taxa maior do prefixado longo não é dinheiro de graça: é a compensação por uma alta de juros que o próprio preço já espera. O ganho extra só aparece se a curva fizer menos do que ela mesma promete.

"Curva parada" não é o cenário neutro

É o erro de leitura mais comum em renda fixa. Supor a curva imóvel parece conservador, mas é uma aposta ativa — e a favor de quem tem duration. O cenário genuinamente neutro é o B: aquele em que ninguém ganha nem perde por escolher prazo.

E quanto a curva pode abrir antes de o ano virar prejuízo

A terceira pergunta fecha o triângulo: partindo do cenário A, de quanto a taxa precisa subir para o retorno de doze meses ser exatamente zero? Para um papel sem cupons a resposta é exata, sem nenhuma aproximação de duration — basta exigir que o preço daqui a um ano seja igual ao de hoje:

taxa que zera o ano = (1 + taxa à vista de hoje) ^ ( T ÷ (T − 1) ) − 1

Com T em anos. A alta necessária é a distância entre esse resultado e a taxa que o mesmo papel teria daqui a um ano na curva parada — ou seja, a taxa à vista do prazo T menos um.

Prazo hojeTaxa à vista hojeTaxa dele em 1 ano, curva paradaTaxa que zera o anoAlta necessária
2 anos14,1367%13,7414%30,2719%+1.653 bps
3 anos14,4009%14,1367%22,3613%+822 bps
5 anos14,6649%14,5653%18,6556%+409 bps
7 anos14,7460%14,7207%17,4070%+269 bps
10 anos14,7185%14,7393%16,4822%+174 bps

Repare na última linha: ali o roll-down trabalha CONTRA

No vértice de 10 anos, a taxa que o papel encontraria daqui a um ano — 14,7393%, a taxa à vista de nove anos — é maior que a de hoje, 14,7185%. A curva prefixada de 12/08/2026 já era descendente naquele trecho, então envelhecer não barateava o desconto: encarecia. É o único prazo da tabela em que a passagem do tempo subtrai em vez de somar.

O carrego alto é uma almofada — e ela encolhe com o prazo

Com taxas nominais na casa de 14%, o prefixado curto brasileiro é quase imune: seriam necessários mais de 16 pontos percentuais de abertura para zerar um ano no vértice de dois anos. No de dez anos, bastam 1,74. É o mesmo mecanismo do curso de IPCA, com uma diferença importante: lá o carrego era o juro real, perto de 8%; aqui é o nominal, perto de 14%. Por isso as margens do prefixado curto são muito maiores do que as do IPCA longo — e ainda assim desabam quando o prazo estica.

6.A família IRF-M, medida no arquivo da ANBIMA

O IRF-M reúne as LTNs e NTN-Fs elegíveis — em 12/08/2026 eram 18 papéis, com vencimentos de 01/10/2026 a 01/01/2037. Os subíndices recortam esse universo por prazo. Em vez de repetir números de lâmina de meses atrás, recalculamos tudo da composição papel a papel do mesmo dia:

ÍndiceDurationYieldConvexidadePrazo médio de repactuação
IRF-M 1 (até 1 ano)130 d.u. — 0,516 ano13,6178%0,66192 dias
IRF-M (amplo)627 d.u. — 2,488 anos14,1732%9,56968 dias
IRF-M 1+ (acima de 1 ano)790 d.u. — 3,135 anos14,3561%12,501.224 dias

A conferência que valida tudo o que vem depois

Recalculando duration, prazo médio, convexidade e yield a partir dos 18 papéis, os quatro reproduzem os totais que a ANBIMA publica — o yield na quarta casa decimal. É o mesmo método aplicado em seguida às carteiras dos ETFs, e ele foi checado contra o índice antes de ser usado no fundo.

Prazo de vencimento não é duration — e nem prazo médio

O IRF-M 1+ aceita papéis que vencem em 2037, mais de dez anos à frente, e mesmo assim tem duration de 3,14 anos. O corte de "um ano" que separa o IRF-M 1 do IRF-M 1+ é uma regra de elegibilidade, não uma medida de risco. Três números diferentes descrevem o mesmo índice e não podem ser trocados entre si:

MedidaO que respondeNo IRF-M 1+
Vencimento mais longoAté quando o índice pode ir01/01/2037
DurationQuanto o preço reage a 1% de taxa3,135 anos
Prazo médio de repactuaçãoEm qual faixa de imposto o fundo cai1.224 dias corridos

Por que existem as séries P2 e P3

Esta é a ponte com o primeiro curso da série. A alíquota de imposto de renda de um fundo de índice de renda fixa é definida pelo prazo médio de repactuação da carteira — não pelo tempo que o investidor segura a cota. E aqui está o problema que o índice curto tem:

ÍndicePrazo médio medidoFaixa da Lei 13.043/2014
IRF-M 1192 diasSuperior a 180 e até 720 → 20%
IRF-M968 diasAcima de 720 dias → 15%
IRF-M 1+1.224 diasAcima de 720 dias → 15%

🔴 Cinco pontos percentuais de imposto separam dois índices de prefixado curto

Um fundo que replicasse o IRF-M 1 puro pagaria 20%, contra os 15% dos índices longos. E repare em quão apertada é a margem: com 192 dias de prazo médio, esse índice está a doze dias de cair na faixa pior ainda, a de 25%, que alcança as carteiras com prazo médio de até 180 dias. É exatamente esse buraco que as séries P2 e P3 existem para tapar — versões dos índices prefixados com controle explícito de prazo médio, desenhadas para que a carteira permaneça do lado certo da fronteira dos 720 dias. Quando você vê um ETF prefixado seguindo "IRF-M P2" em vez de "IRF-M 1", está vendo uma decisão tributária, não uma preferência estética.

7.📊 ESTUDO REAL — As duas carteiras reais: IRFM11 e IDKA11

O material de divulgação de um ETF prefixado descreve o índice e para por aí — quando muito, diz que "a sensibilidade efetiva deve ser conferida na composição atualizada". Fizemos essa conferência. As duas carteiras abaixo saíram da informação que cada fundo prestou à CVM em 30/06/2026, posição a posição, cruzada com a duration e a taxa indicativa de cada papel publicadas pela ANBIMA em 12/08/2026.

IRFM11IDKA11
Índice de referênciaIRF-M P2IRF-M P3
GestoraItaú Unibanco Asset ManagementItaú Unibanco Asset Management
Constituição do fundo16/08/201928/08/2024 (início em 29/10/2024)
Posições em títulos prefixados1716
Caixa em LFT0,06%0,07%
Duration (Macaulay)2,515 anos — 634 d.u.2,698 anos — 680 d.u.
Duration modificada2,2032,362
Yield da carteira14,1775%14,2219%
Convexidade9,7810,54
Prazo médio de repactuação982 dias → 15%1.053 dias → 15%
Taxa de administração

🔴 O P3 cobra 7,2% mais risco por 4,4 pontos-base de taxa

Este é o número que a comparação entre os dois produtos esconde. A duration modificada do IDKA11 é 2,362 contra 2,203 do IRFM11 — ou seja, 7,2% mais sensibilidade a qualquer movimento da curva. E o que ele paga por isso? A carteira rendia 14,2219% contra 14,1775%: uma diferença de 4,4 pontos-base. Sete por cento mais oscilação em troca de quatro centésimos de ponto percentual de taxa. Não é uma armadilha — é uma troca, e ela precisa ser feita com os olhos abertos.

O teste que o leitor consegue fazer sozinho

Como as duas taxas de administração não puderam ser confirmadas na fonte (veja abaixo), o curso não afirma nenhuma delas. Mas dá o número contra o qual conferi-las: se a diferença de taxa entre os dois produtos for maior do que 4,4 pontos-base, o prêmio de yield do índice mais longo já foi consumido antes de qualquer movimento de curva — e sobra apenas a duration adicional. Cinco pontos-base de diferença de taxa já bastariam para inverter a conta.

"Prazo médio de três anos" não é "duration de três anos"

A B3 descreve o IRF-M P3 como uma carteira de LTN e NTN-F com controle de prazo médio de repactuação de no mínimo três anos no momento do rebalanceamento. Medido no meio do caminho entre dois rebalanceamentos, o prazo médio da carteira do IDKA11 estava em 1.053 dias corridos — cerca de 2,9 anos, porque ele encurta naturalmente enquanto os papéis envelhecem. E a duration, que é o que estima variação de preço, era de 2,698 anos. Três números, três significados: a régua dos três anos é do índice, no dia do rebalanceamento; nenhum dos dois é a sensibilidade a juros que você carrega.

Como a ambiguidade do 01/01/2029 foi resolvida

Um detalhe técnico que vale registrar, porque ele derruba medições silenciosamente. Em 01/01/2029 vencem dois papéis do IRF-M — uma LTN e uma NTN-F —, e o arquivo da CVM informa apenas a data de vencimento, não o tipo do título. A posição foi identificada pelo preço unitário implícito (valor dividido por quantidade, R$ 800,65): nenhum dos dois papéis vale isso sozinho, o que prova que a linha soma os dois, e a proporção sai da combinação. Testamos o impacto: mesmo atribuindo a posição inteira a um ou a outro, a duration da carteira anda menos de dez dias úteis. A conclusão é robusta — mas só depois de checar, não por sorte.

Por que as duas taxas de administração estão com travessão

Tentamos quatro caminhos e os quatro fecharam. A página da gestora bloqueia acesso automatizado; a página do ativo na B3 diz textualmente que a taxa deve ser consultada no site da gestora; o registro de fundos da CVM sob a Resolução 175 não tem campo de taxa — são três arquivos e nenhuma coluna; e a estimativa que conseguimos extrair da carteira de outros ETFs não fecha para estes dois. Preferimos o travessão a repetir um número que não verificamos: confira na lâmina de cada fundo antes de operar. É a mesma régua dos cursos anteriores da série.

8.De onde vem o retorno — com o roll-down medido

O resultado de um ETF prefixado se decompõe em quatro blocos. Os três primeiros são econômicos; o quarto é de implementação. A maior parte do material sobre o assunto lista os quatro e quantifica nenhum — vamos quantificar o que costuma ficar de fora.

MotorO que éSinal
CarregoA taxa dos títulos se apropriando com o tempoSempre positivo
Roll-downO papel envelhece e passa a ser precificado num vértice mais curto da curvaPositivo com curva ascendente
Marcação a mercadoA taxa exigida pelo mercado mudaO único que pode ser negativo
Custos e aderênciaTaxa do fundo, despesas, spread e erro de réplicaSempre subtrai

O roll-down é o motor esquecido, e ele é mensurável. Com a curva de 12/08/2026, um papel posicionado na duration do IRFM11 negociava a 14,2881%; um ano mais curto, a 13,9594%. São 33 pontos-base de queda de taxa ganhos apenas pela passagem do tempo, que numa duration modificada de 2,203 valem +0,72% de preço. Juntando tudo:

CarteiraCarregoRoll-down12 meses com a curva paradaAlta de taxa que zera o ano
IRF-M 1 (índice)13,618%13,618%— (vence dentro da janela)
IRFM1114,178%+0,724%14,902%+676 bps
IDKA1114,222%+0,716%14,938%+632 bps
IRF-M 1+ (índice)14,356%+0,680%15,036%+549 bps

Como ler esta tabela sem exagerar o que ela diz

Cada linha é: carrego + roll-down = retorno de doze meses se a curva não se mexer, e a última coluna divide esse total pela duration modificada. É uma estimativa de primeira ordem — ignora a convexidade (que trabalha a favor), supõe deslocamento paralelo, não desconta taxa de administração, spread nem imposto, e trata a carteira como estática, enquanto o índice na verdade se rebalanceia. Serve para dimensionar quanta oscilação de taxa cada exposição suporta, não para prever retorno.

🎯

Simulador: 12 meses num prefixado

Interativo

Escolha o movimento da curva nominal. Carrego, roll-down e duration são os medidos nos índices da ANBIMA e nas carteiras que os dois fundos informaram à CVM.

CarteiraCarrego + rollMarcação12 mesesPonto de virada
IRF-M 1índice curto · Dmod 0,454+13,62%sem roll+-0,00%+13,62%+3.000 bps
IRFM11IRF-M P2 · carteira real · Dmod 2,203+14,90%+-0,00%+14,90%+676 bps
IDKA11IRF-M P3 · carteira real · Dmod 2,362+14,94%+-0,00%+14,94%+632 bps
IRF-M 1+índice longo · Dmod 2,741+15,04%+-0,00%+15,04%+549 bps

A régua de comparação é 13,74%, o retorno do papel prefixado de um ano na curva de 12/08/2026. Com a curva parada, as carteiras longas rendem mais; com a abertura de cerca de 50 pontos-base que a própria curva já embute nesse trecho, elas caem para perto dessa régua. É esse o sentido de dizer que a taxa maior do prazo longo não é dinheiro de graça. O ponto de virada é a alta de taxa que zera o ano daquela linha. Estimativa de primeira ordem: supõe deslocamento paralelo, ignora convexidade, taxa de administração, spread e imposto. Não é previsão de retorno.

O simulador mostra o que a tabela sozinha esconde

No trecho de curva onde essas carteiras vivem, a própria curva já embute uma abertura de cerca de 50 pontos-base ao longo dos doze meses seguintes. Aplique esse deslocamento no simulador e as três carteiras com duration relevante caem para a faixa de 13,7% a 13,8% — praticamente o retorno do papel de um ano. Os 14,90% do IRFM11 e os 15,04% do IRF-M 1+ não são o cenário-base; são o cenário em que o mercado erra a favor de quem tem duration.

9.📊 ESTUDO REAL — A prova empírica: 2025 contra 2026

Tudo o que veio até aqui é mecanismo. Falta o teste: o que de fato aconteceu com os prefixados no ano em que o mercado antecipou os cortes e no ano em que o Copom executou os cortes? Os dois números vêm da ANBIMA.

PeríodoIRF-M 1 (curto)IRF-M 1+ (longo)LFT / caixa
2025 — Selic parada em 15%, mercado começando a precificar cortes14,76%20,07%14,55%
2026 até 12/08 — quatro cortes executados, Selic em 14%8,43%5,52%8,72%

Em 2025, o prefixado longo foi o destaque do mercado de renda fixa — pela primeira vez desde 2017, segundo a própria ANBIMA. Em 2026, no ano dos cortes de verdade, ele foi o pior dos três, ficando atrás inclusive do caixa. Descontando o que qualquer aplicação de liquidez diária entregou no mesmo período, a inversão fica explícita:

PeríodoIRF-M 1 acima do caixaIRF-M 1+ acima do caixa
2025 (ano da expectativa)+0,18%+4,82%
2026 até 12/08 (ano dos cortes)−0,27%−2,94%
Quanto o prefixado rendeu ACIMA DO CAIXA+4%+2%0%−2%+0,18%IRF-M 1+4,82%IRF-M 1+−0,27%IRF-M 1−2,94%IRF-M 1+2025 — o ano da expectativaSelic parada em 15%2026 até 12/08 — o ano dos cortesquatro cortes, Selic em 14%o ganho veio quando os cortes eram expectativa; a perda veio quando eles aconteceram
Retorno acima do caixa nos dois períodos. O prefixado longo ganhou 4,82% quando o mercado apenas começava a imaginar os cortes, e perdeu 2,94% quando eles finalmente vieram.

🔴 O ganho veio na expectativa; o prejuízo veio na execução

Não é um paradoxo, é a definição de como um mercado que olha para frente funciona. Em 2025 a curva ainda não tinha os cortes no preço, e ela se fechou — quem tinha duration ganhou. Em 2026 os cortes chegaram, mas já estavam precificados havia meses, e o que se moveu no ano foi o prêmio de prazo, para cima. Comprar prefixado no dia em que o Copom começa a cortar é comprar depois que o preço já andou.

E note o tamanho real do "grande ano dos prefixados"

O IRF-M 1+ subiu 20,07% em 2025 e virou manchete. Mas a LFT — pós-fixada, duration praticamente zero — rendeu 14,55% no mesmo ano. O ganho atribuível à aposta em juros foi de 4,82%, não de 20%. O resto era o carrego de uma Selic de 15% que todo mundo recebeu sem correr risco nenhum de marcação. Quando um retorno nominal de renda fixa impressionar, o primeiro reflexo deve ser subtrair o CDI do período.

10.A curva não se move inteira — e a duration precisa caber no horizonte

Todo o cálculo de ponto de virada deste curso supõe deslocamento paralelo: a curva inteira subindo ou descendo pela mesma quantidade. Na prática isso quase nunca acontece, e o curso anterior sobre a curva mediu o quanto isso importa.

MovimentoO que aconteceQuem sente mais
Bull flatteningTaxas caem, sobretudo nos prazos longosFavorece a duration longa
Bull steepeningTaxas caem mais nos prazos curtosO curto reage mais
Bear flatteningTaxas sobem mais nos curtosPressão na frente da curva
Bear steepeningTaxas sobem mais nos longosO pior cenário para o prefixado longo

O nome importa menos que as três perguntas

Qual vértice se moveu, em qual direção, e onde está a duration da minha carteira. Decorar a nomenclatura não ajuda; localizar a própria exposição na curva, sim.

Escolher pela função, não pela previsão

NecessidadeFaixa de duration coerenteRisco que você aceita
Uso do dinheiro em prazo curtoCaixa e pós-fixado, não prefixado longoReinvestir a taxas menores
Componente estrutural de renda fixaIntermediária, na faixa do IRF-M / P2Marcação moderada, carrego relevante
Tese sobre juros com horizonte compatívelLonga, IRF-M 1+ / P3Queda expressiva se a curva abrir

O risco de verdade não é a oscilação — é ter de vender no meio dela

Duration longa numa reserva de curto prazo é o desenho clássico do prejuízo cristalizado: a taxa abre, o preço cai e o dinheiro é necessário justamente ali. A pergunta que resolve isso é anterior à previsão de juros — por quanto tempo eu consigo não mexer nesse dinheiro?

11.Riscos, checklist e ferramentas

O lastro em títulos públicos praticamente elimina o risco de crédito. Não elimina nenhum dos outros.

  • Risco de taxa: a abertura da curva derruba o preço da carteira, e o carrego pode não compensar dentro do seu horizonte.
  • Risco de duration: dois ETFs "de prefixado" podem ter sensibilidades muito diferentes — 0,45 no IRF-M 1 contra 2,74 no IRF-M 1+, em duration modificada.
  • Risco de liquidez: a cota pode negociar com spread maior justamente nos dias de estresse, que é quando você precisaria sair.
  • Aderência ao índice: custos e imperfeições de réplica fazem o ETF ficar abaixo do benchmark.
  • Reinvestimento: cupons de NTN-F e vencimentos são reaplicados pelo fundo às taxas que existirem naquele momento.
  • Risco de decisão: vender durante uma queda de marcação transforma oscilação em perda definitiva.

Título público não significa preço estável

Segurança de crédito soberano e estabilidade de preço são coisas diferentes. Em 2026, até agosto, um índice composto exclusivamente por títulos do Tesouro rendeu 3,20 pontos percentuais a menos que a liquidez diária — sem nenhum calote, sem nenhum evento de crédito. Foi só a curva se mexendo.

Checklist antes de comprar um ETF prefixado

  1. Qual índice exatamente ele replica — e o índice é uma série com controle de prazo médio?
  2. Qual é a duration modificada da carteira, e não apenas o prazo dos vencimentos?
  3. Em qual faixa de imposto o fundo está, e por qual prazo médio de repactuação?
  4. O que a curva já embute para a taxa curta no meu horizonte?
  5. A minha tese é "o Copom vai cortar" ou "o Copom vai cortar mais do que o preço supõe"?
  6. Quantos pontos-base de abertura o carrego mais o roll-down desta carteira aguentam?
  7. Qual é a taxa de administração — e ela é maior que a diferença de yield que estou comprando?
  8. Qual o spread típico no horário em que pretendo operar?
  9. Meu horizonte suporta um ano ruim de marcação sem me obrigar a vender?
  10. Estou olhando a rentabilidade passada como previsão, quando ela é o registro de um movimento que já aconteceu?

Se a resposta à pergunta 5 for a primeira alternativa

Volte à seção sobre o caminho embutido na curva. "O Copom vai cortar" não é tese: em 12/08/2026 o mercado já precificava o fim do ciclo em seis meses. A tese de investimento só nasce quando a sua visão diverge do que está no preço — e você consegue dizer em quantos pontos-base ela diverge.

12.Conclusão e quiz

Um ETF prefixado não entrega uma taxa parada na tela. Ele entrega exposição contínua à curva nominal: uma carteira que é rebalanceada, remarcada todo dia e cuja taxa média muda com o mercado. A taxa que aparece na lâmina não é um contrato com você — é a fotografia do que o mercado exigia naquele instante para carregar aqueles prazos.

A síntese desta aula

Índice → prazo médio → duration → o que a curva já embute. O carrego paga, o roll-down ajuda, a marcação decide o ano — e o preço de hoje já contém a trajetória de juros que o mercado espera. Em 12/08/2026 essa trajetória era a Selic voltando a 15% em menos de três anos, uma semana depois do quarto corte. Prefixado não é uma aposta na direção do Copom; é uma aposta contra o preço que a curva já cobra por essa direção.

🎯

Quiz: ETFs prefixados e ciclos de juros

Interativo

10 perguntas para testar o que você aprendeu neste curso.

1. Se a taxa de mercado exigida de uma LTN sobe, o que acontece com o preço dela?

2. O que a expressão "taxa a termo embutida na curva" quer dizer?

3. Em 12/08/2026, uma semana depois do quarto corte da Selic, o que a curva prefixada embutia para a taxa curta?

4. Por que um ETF prefixado pode cair mesmo depois de o Copom cortar a Selic?

5. Se a curva se realizar exatamente como está precificada, qual prazo entrega o melhor retorno em 12 meses?

6. O que significa o roll-down no retorno de uma carteira prefixada?

7. O IRF-M 1 tinha prazo médio de repactuação de 192 dias em 12/08/2026. Qual a consequência?

8. As carteiras reais medidas mostraram IRFM11 com duration modificada de 2,203 e IDKA11 com 2,362. O que isso significa na prática?

9. O IRF-M P3 é descrito como tendo prazo médio de repactuação de no mínimo três anos. A duration da carteira do IDKA11 era de 2,698 anos. Há contradição?

10. Em 2025 o IRF-M 1+ subiu 20,07% e a LFT rendeu 14,55%. Em 2026, até agosto, o IRF-M 1+ subiu 5,52% e a LFT 8,72%. Qual a leitura correta?

ETFs prefixados: por que cortar a Selic pode não fazer a cota subir

🎬 Vídeo em produção — em breve nesta lição

Expected ReturnsAntti Ilmanen
O clássico sobre curva de juros e retorno esperado

Expected ReturnsAntti Ilmanen

O capítulo sobre prêmio de prazo formaliza exatamente o que este curso mediu de forma aplicada: por que a taxa a termo tende a ficar acima da expectativa de juros, o que isso significa para o retorno esperado de carregar duration e como separar carrego, roll-down e reprecificação num único resultado. É a continuação natural para quem quer entender de onde vem o prêmio, e não só quanto ele foi.

Clica para Comprar

Compras pelo link podem gerar comissão ao portal, sem custo extra para você.

Fontes de referência

  • Banco Central do Brasil — histórico de metas para a taxa Selic, com o número e a data de cada reunião do Copom: 271ª (18/06/2025, 15,00%) a 280ª (05/08/2026, 14,00%).
  • ANBIMA — Estrutura a Termo das Taxas de Juros Estimada, arquivo de 12/08/2026: vértices da curva prefixada e os parâmetros de Svensson usados para reproduzi-la e calcular as taxas a termo.
  • ANBIMA — arquivo diário dos Índices de Mercado (IMA), 12/08/2026: duration, prazo médio de repactuação, convexidade, yield, variação no ano e composição papel a papel dos índices IRF-M, IRF-M 1, IRF-M 1+ e IMA-S.
  • ANBIMA — "Prefixados de longo prazo têm o maior rendimento dos últimos nove anos", 12/01/2026: IRF-M 1+ com 20,07% e IRF-M 1 com 14,76% em 2025, contra 14,55% do IMA-S.
  • ANBIMA — Metodologia IMA e metodologia das séries P2 e P3: regras de elegibilidade e o controle de prazo médio de repactuação da carteira.
  • CVM — Composição Diária da Carteira (CDA), competência 30/06/2026: carteiras de IRFM11 e IDKA11 usadas posição a posição.
  • CVM — registro de fundos e classes sob a Resolução CVM 175: denominação social, datas de constituição e início, administrador e gestor dos dois fundos.
  • B3 — página do IDKA11: descrição do índice IRF-M P3, com carteira teórica de LTN e NTN-F e prazo médio de repactuação mínimo de três anos no rebalanceamento.
  • Tesouro Nacional — "Cálculo da Rentabilidade dos Títulos Públicos ofertados no Tesouro Direto: Tesouro Prefixado (LTN)": fórmula de preço, valor de face de R$ 1.000,00, truncamento na segunda casa e o exemplo completo de compra e venda antecipada.
  • Lei nº 13.043/2014, art. 2º — regime tributário dos Fundos de Índice de Renda Fixa: alíquotas de 25%, 20% e 15% conforme o prazo médio de repactuação da carteira, com incidência exclusiva na fonte.
  • Cálculos Case de Valor — taxas a termo trimestrais e anuais extraídas da ETTJ; retorno de doze meses nos cenários de curva parada e curva realizada; alta de taxa que zera o ano por prazo; duration de Macaulay e modificada, yield, convexidade e prazo médio das carteiras reais de IRFM11 e IDKA11; e o retorno de cada índice acima do caixa em 2025 e 2026.

Conteúdo exclusivamente educacional. Os índices e ETFs citados são exemplos reais, usados para demonstrar como se mede a exposição à curva nominal — não constituem recomendação de compra, venda ou alocação. As taxas a termo são o que o mercado precificava numa data específica, não previsão de juros, e as estimativas de sensibilidade são cálculos de primeira ordem. Taxas de mercado, composições de índice, custos e regras tributárias mudam: a documentação vigente do fundo e do índice, na data da sua operação, sempre prevalece. Rentabilidade passada não representa garantia de rentabilidade futura, e fundos de investimento não contam com garantia do FGC.

Conteúdo exclusivamente educacional — não constitui recomendação de investimento.