1.O quinto bloco de risco: a curva nominal
Os cursos anteriores separaram os principais componentes do risco de juros. Agora entramos na parcela prefixada: a exposição à curva nominal e à forma como as expectativas para o ciclo monetário são incorporadas aos preços. Aqui o investidor aceita uma taxa nominal definida pelo mercado e passa a carregar risco de marcação a mercado enquanto essa taxa se move.
| Curso | Pergunta central |
|---|---|
| Fundamentos dos ETFs de Renda Fixa | Quais são os indexadores e por que o imposto depende da carteira? |
| Duration e Convexidade | Quanto o preço reage a uma mudança de taxa? |
| Curva de Juros e Marcação a Mercado | Em qual vértice da curva está o risco? |
| ETFs de IPCA e Juros Reais | Como separar inflação de juro real? |
| ETFs Prefixados e Ciclos de Juros | Como a curva nominal responde ao ciclo monetário? |
A ideia que este curso existe para desmontar
Um ETF prefixado não é uma aposta em "queda da Selic". O retorno dele depende das taxas de mercado dos títulos que compõem o índice, do prazo da carteira e da forma como a curva se move — e a curva negocia o ciclo antes de o Copom executá-lo. Ao longo do curso, esse "antes" deixa de ser uma figura de linguagem e vira um número em pontos-base.
Regra editorial deste curso
Toda taxa, duration e composição vem de arquivo oficial com data. As carteiras dos dois ETFs foram medidas posição a posição na informação que os fundos prestam à CVM. Onde não conseguimos confirmar um número na fonte — é o caso das duas taxas de administração —, ele aparece como travessão, e o texto diz exatamente quais portas foram tentadas.
2.Prefixar não é congelar o preço
Dois títulos públicos formam os índices prefixados, e a diferença entre eles não é decorativa: ela muda a duration da mesma exposição.
| Título | Fluxo | Consequência |
|---|---|---|
| LTN / Tesouro Prefixado | Pagamento único no vencimento | Zero cupom: a duration é igual ao prazo |
| NTN-F / Tesouro Prefixado com Juros Semestrais | Cupons semestrais de 10% a.a. mais o principal | Os fluxos intermediários encurtam a duration em relação ao prazo |
O efeito aparece cru na composição do IRF-M em 12/08/2026: a LTN de 01/01/2029 e a NTN-F de 01/01/2029 vencem no mesmo dia, a 596 dias úteis de distância. A duration da LTN é 596 dias úteis; a da NTN-F, 538. Mesmo vencimento, quase 10% menos de sensibilidade a juros — só por causa dos cupons.
Preço e taxa andam em direções opostas
Preço = 1.000 ÷ (1 + taxa)^(dias úteis ÷ 252)
A fórmula da LTN publicada pelo Tesouro Nacional. O valor de face no vencimento é sempre R$ 1.000,00; se a taxa exigida sobe, o preço tem de cair para que ele ainda chegue lá.
É uma relação mecânica, não uma tendência. E o próprio Tesouro publica o exemplo que a torna concreta — um Tesouro Prefixado com vencimento em 01/01/2015, comprado e vendido antes da hora:
| Evento | Dado oficial | Conferência nossa |
|---|---|---|
| Compra em 03/01/2012 (liquidação em 04/01) | R$ 733,86 · 755 dias úteis | 1.000 ÷ 1,1088^(755÷252) = R$ 733,8687 |
| Taxa contratada | 10,88% a.a. | (1.000 ÷ 733,86)^(252÷755) − 1 = 10,8804% |
| Venda antecipada em 07/05/2013 | R$ 874,61 · 420 dias úteis decorridos | — |
| Retorno no período | 19,18% | 874,61 ÷ 733,86 − 1 = 19,1794% |
| Taxa anual equivalente | 11,10% a.a. | 1,191794^(252÷420) − 1 = 11,1017% |
Por que R$ 733,8687 vira R$ 733,86
Não é arredondamento: o documento do Tesouro diz que os preços dos títulos negociados no Tesouro Direto são truncados na segunda casa decimal. É o detalhe que explica a divergência de um centavo que circula em toda a literatura sobre esse exemplo.
O que muda quando o mesmo mecanismo entra num ETF
Nesse exemplo a marcação a mercado foi um episódio: o investidor escolheu vender antes. Num ETF prefixado ela é o regime permanente — a carteira inteira é remarcada todo pregão e nunca existe a data em que a cota converge para um valor de face. Não há "taxa contratada do ETF".
3.A curva de 12/08/2026 e o ciclo que a antecedeu
Não existe "a taxa prefixada". Existe uma taxa para cada prazo, e a ANBIMA estima essa estrutura todo dia. Este é o retrato de 12/08/2026 — a mesma data usada nos dois cursos anteriores, para que as três fotos sejam comparáveis:
| Vértice | Taxa prefixada | Leitura |
|---|---|---|
| 126 dias úteis (~6 meses) | 13,5730% | O ponto mais baixo da curva |
| 252 dias úteis (1 ano) | 13,7413% | Abaixo da Selic vigente |
| 504 dias úteis (2 anos) | 14,1367% | Já acima dela |
| 1.260 dias úteis (5 anos) | 14,6649% | — |
| 2.016 dias úteis (8 anos) | 14,7500% | O topo da curva |
| 2.520 dias úteis (10 anos) | 14,7185% | O prazo mais longo publicado |
O que o Copom tinha feito até ali
A Selic estava em 15,00% a.a. desde junho de 2025 e ficou parada por cinco reuniões seguidas. O ciclo de afrouxamento começou de fato em 18 de março de 2026 e entregou quatro cortes de 25 pontos-base:
| Reunião | Data | Decisão | Meta Selic |
|---|---|---|---|
| 276ª | 28/01/2026 | Manutenção | 15,00% |
| 277ª | 18/03/2026 | Corte de 25 bps | 14,75% |
| 278ª | 29/04/2026 | Corte de 25 bps | 14,50% |
| 279ª | 17/06/2026 | Corte de 25 bps | 14,25% |
| 280ª | 05/08/2026 | Corte de 25 bps | 14,00% |
Um detalhe de leitura que muda a contagem
É comum ver esse ciclo desenhado como cinco degraus a partir de janeiro. Não são: na reunião de 28/01/2026 o Copom manteve a taxa — aquele é o nível de partida, não um corte. O ciclo, até 12/08/2026, tinha quatro cortes e 100 pontos-base de afrouxamento acumulado.
O paradoxo que abre a próxima seção
Uma semana depois do quarto corte, com a Selic em 14,00%, a curva prefixada negociava acima de 14% em todos os prazos a partir de dois anos, chegando a 14,75%. Quatro cortes executados, e o mercado pedindo mais prêmio para prazos longos do que a taxa que o Banco Central acabara de fixar. Isso não é contradição — é a curva olhando para frente.
4.📊 ESTUDO REAL — A Selic que a curva já embutia
Aqui está a análise que dá nome ao curso, e que não existe pronta em lugar nenhum. Uma curva de juros não é só um conjunto de taxas à vista: dentro dela estão as taxas a termo — o que o mercado cobra hoje para emprestar dinheiro num período futuro. Extraindo essas taxas da curva de 12/08/2026, dá para ler, trimestre a trimestre, o caminho da taxa curta que estava no preço naquele dia.
taxa a termo entre t₁ e t₂ = [ (1 + taxa de t₂)^t₂ ÷ (1 + taxa de t₁)^t₁ ] ^ (1 ÷ (t₂ − t₁)) − 1
Aritmética pura sobre as taxas publicadas, sem modelo nem premissa. Se render diferente disso, existe arbitragem entre os dois prazos.
| Janela à frente | Taxa de 3 meses embutida | Contra a Selic de 14,00% |
|---|---|---|
| 0 a 3 meses | 13,5891% | −41 bps |
| 3 a 6 meses | 13,5570% | −44 bps — o fundo do ciclo |
| 6 a 9 meses | 13,7775% | −22 bps |
| 9 a 12 meses | 14,0426% | +4 bps — já acima de hoje |
| 12 a 15 meses | 14,2811% | +28 bps |
| 24 a 27 meses | 14,8403% | +84 bps |
🔴 O número que responde à manchete
Em 12/08/2026 a curva embutia a taxa curta caindo só até 13,56% — menos de dois cortes de 25 bps a mais —, voltando a passar de 14,00% por volta do 10º mês e alcançando 15,00% em torno de 34 meses, exatamente o nível de onde o ciclo tinha partido. O pico do caminho embutido era 15,08%, num horizonte de cerca de quatro anos. Quem comprasse prefixado longo naquele dia "porque o Copom está cortando" estava comprando um ativo cujo preço já supunha o contrário: o ciclo inteiro desfeito, e um pouco mais.
Por que isso não é uma previsão
- A taxa a termo é o preço de um empréstimo futuro, não a expectativa média do mercado. Ela embute prêmio de risco, prêmio de prazo e desequilíbrios entre oferta e demanda por títulos.
- Por isso ela costuma ficar acima da trajetória que os economistas projetam: quem carrega risco de prazo cobra por isso.
- O valor prático não é adivinhar a Selic — é saber contra o que o seu preço de entrada está apostando. Um prefixado longo só bate o caixa se a curva se sair melhor do que ela própria já embute.
- É por isso que "o Copom vai cortar" não é uma tese de investimento. A tese só existe se for cortar mais, ou mais rápido, do que o preço de hoje supõe.
5.Os dois cenários de 12 meses (e por que o "neutro" não é o que você pensa)
Com a curva na mão dá para calcular, sem estimativa nenhuma, o retorno de doze meses de um papel prefixado em dois cenários que quase todo investidor confunde.
| Cenário | Premissa | Como se calcula |
|---|---|---|
| A — a curva fica parada | Daqui a um ano cada prazo negocia na mesma taxa de hoje | O papel envelhece e desce a curva (roll-down), ganhando preço |
| B — a curva se realiza | As taxas a termo de hoje viram as taxas à vista de amanhã | É o cenário embutido no preço atual |
| Prazo hoje | Taxa à vista | A) curva parada | B) curva se realiza | Diferença |
|---|---|---|---|---|
| 1 ano | 13,7414% | 13,7414% | 13,7414% | 0,000 p.p. |
| 2 anos | 14,1367% | 14,5335% | 13,7414% | +0,792 p.p. |
| 3 anos | 14,4009% | 14,9309% | 13,7414% | +1,190 p.p. |
| 5 anos | 14,6649% | 15,0645% | 13,7414% | +1,323 p.p. |
| 7 anos | 14,7460% | 14,8980% | 13,7414% | +1,157 p.p. |
| 10 anos | 14,7185% | 14,5319% | 13,7414% | +0,791 p.p. |
🔴 No cenário B, todos os prazos rendem igual
Repare na coluna do meio: 13,7414% em todos os prazos, do papel de um ano ao de dez. Isso não é coincidência, é aritmética — se a curva se realizar exatamente como está precificada, comprar prazo longo e comprar prazo curto dão o mesmo resultado em doze meses. A taxa maior do prefixado longo não é dinheiro de graça: é a compensação por uma alta de juros que o próprio preço já espera. O ganho extra só aparece se a curva fizer menos do que ela mesma promete.
"Curva parada" não é o cenário neutro
É o erro de leitura mais comum em renda fixa. Supor a curva imóvel parece conservador, mas é uma aposta ativa — e a favor de quem tem duration. O cenário genuinamente neutro é o B: aquele em que ninguém ganha nem perde por escolher prazo.
E quanto a curva pode abrir antes de o ano virar prejuízo
A terceira pergunta fecha o triângulo: partindo do cenário A, de quanto a taxa precisa subir para o retorno de doze meses ser exatamente zero? Para um papel sem cupons a resposta é exata, sem nenhuma aproximação de duration — basta exigir que o preço daqui a um ano seja igual ao de hoje:
taxa que zera o ano = (1 + taxa à vista de hoje) ^ ( T ÷ (T − 1) ) − 1
Com T em anos. A alta necessária é a distância entre esse resultado e a taxa que o mesmo papel teria daqui a um ano na curva parada — ou seja, a taxa à vista do prazo T menos um.
| Prazo hoje | Taxa à vista hoje | Taxa dele em 1 ano, curva parada | Taxa que zera o ano | Alta necessária |
|---|---|---|---|---|
| 2 anos | 14,1367% | 13,7414% | 30,2719% | +1.653 bps |
| 3 anos | 14,4009% | 14,1367% | 22,3613% | +822 bps |
| 5 anos | 14,6649% | 14,5653% | 18,6556% | +409 bps |
| 7 anos | 14,7460% | 14,7207% | 17,4070% | +269 bps |
| 10 anos | 14,7185% | 14,7393% | 16,4822% | +174 bps |
Repare na última linha: ali o roll-down trabalha CONTRA
No vértice de 10 anos, a taxa que o papel encontraria daqui a um ano — 14,7393%, a taxa à vista de nove anos — é maior que a de hoje, 14,7185%. A curva prefixada de 12/08/2026 já era descendente naquele trecho, então envelhecer não barateava o desconto: encarecia. É o único prazo da tabela em que a passagem do tempo subtrai em vez de somar.
O carrego alto é uma almofada — e ela encolhe com o prazo
Com taxas nominais na casa de 14%, o prefixado curto brasileiro é quase imune: seriam necessários mais de 16 pontos percentuais de abertura para zerar um ano no vértice de dois anos. No de dez anos, bastam 1,74. É o mesmo mecanismo do curso de IPCA, com uma diferença importante: lá o carrego era o juro real, perto de 8%; aqui é o nominal, perto de 14%. Por isso as margens do prefixado curto são muito maiores do que as do IPCA longo — e ainda assim desabam quando o prazo estica.
6.A família IRF-M, medida no arquivo da ANBIMA
O IRF-M reúne as LTNs e NTN-Fs elegíveis — em 12/08/2026 eram 18 papéis, com vencimentos de 01/10/2026 a 01/01/2037. Os subíndices recortam esse universo por prazo. Em vez de repetir números de lâmina de meses atrás, recalculamos tudo da composição papel a papel do mesmo dia:
| Índice | Duration | Yield | Convexidade | Prazo médio de repactuação |
|---|---|---|---|---|
| IRF-M 1 (até 1 ano) | 130 d.u. — 0,516 ano | 13,6178% | 0,66 | 192 dias |
| IRF-M (amplo) | 627 d.u. — 2,488 anos | 14,1732% | 9,56 | 968 dias |
| IRF-M 1+ (acima de 1 ano) | 790 d.u. — 3,135 anos | 14,3561% | 12,50 | 1.224 dias |
A conferência que valida tudo o que vem depois
Recalculando duration, prazo médio, convexidade e yield a partir dos 18 papéis, os quatro reproduzem os totais que a ANBIMA publica — o yield na quarta casa decimal. É o mesmo método aplicado em seguida às carteiras dos ETFs, e ele foi checado contra o índice antes de ser usado no fundo.
Prazo de vencimento não é duration — e nem prazo médio
O IRF-M 1+ aceita papéis que vencem em 2037, mais de dez anos à frente, e mesmo assim tem duration de 3,14 anos. O corte de "um ano" que separa o IRF-M 1 do IRF-M 1+ é uma regra de elegibilidade, não uma medida de risco. Três números diferentes descrevem o mesmo índice e não podem ser trocados entre si:
| Medida | O que responde | No IRF-M 1+ |
|---|---|---|
| Vencimento mais longo | Até quando o índice pode ir | 01/01/2037 |
| Duration | Quanto o preço reage a 1% de taxa | 3,135 anos |
| Prazo médio de repactuação | Em qual faixa de imposto o fundo cai | 1.224 dias corridos |
Por que existem as séries P2 e P3
Esta é a ponte com o primeiro curso da série. A alíquota de imposto de renda de um fundo de índice de renda fixa é definida pelo prazo médio de repactuação da carteira — não pelo tempo que o investidor segura a cota. E aqui está o problema que o índice curto tem:
| Índice | Prazo médio medido | Faixa da Lei 13.043/2014 |
|---|---|---|
| IRF-M 1 | 192 dias | Superior a 180 e até 720 → 20% |
| IRF-M | 968 dias | Acima de 720 dias → 15% |
| IRF-M 1+ | 1.224 dias | Acima de 720 dias → 15% |
🔴 Cinco pontos percentuais de imposto separam dois índices de prefixado curto
Um fundo que replicasse o IRF-M 1 puro pagaria 20%, contra os 15% dos índices longos. E repare em quão apertada é a margem: com 192 dias de prazo médio, esse índice está a doze dias de cair na faixa pior ainda, a de 25%, que alcança as carteiras com prazo médio de até 180 dias. É exatamente esse buraco que as séries P2 e P3 existem para tapar — versões dos índices prefixados com controle explícito de prazo médio, desenhadas para que a carteira permaneça do lado certo da fronteira dos 720 dias. Quando você vê um ETF prefixado seguindo "IRF-M P2" em vez de "IRF-M 1", está vendo uma decisão tributária, não uma preferência estética.
7.📊 ESTUDO REAL — As duas carteiras reais: IRFM11 e IDKA11
O material de divulgação de um ETF prefixado descreve o índice e para por aí — quando muito, diz que "a sensibilidade efetiva deve ser conferida na composição atualizada". Fizemos essa conferência. As duas carteiras abaixo saíram da informação que cada fundo prestou à CVM em 30/06/2026, posição a posição, cruzada com a duration e a taxa indicativa de cada papel publicadas pela ANBIMA em 12/08/2026.
| IRFM11 | IDKA11 | |
|---|---|---|
| Índice de referência | IRF-M P2 | IRF-M P3 |
| Gestora | Itaú Unibanco Asset Management | Itaú Unibanco Asset Management |
| Constituição do fundo | 16/08/2019 | 28/08/2024 (início em 29/10/2024) |
| Posições em títulos prefixados | 17 | 16 |
| Caixa em LFT | 0,06% | 0,07% |
| Duration (Macaulay) | 2,515 anos — 634 d.u. | 2,698 anos — 680 d.u. |
| Duration modificada | 2,203 | 2,362 |
| Yield da carteira | 14,1775% | 14,2219% |
| Convexidade | 9,78 | 10,54 |
| Prazo médio de repactuação | 982 dias → 15% | 1.053 dias → 15% |
| Taxa de administração | — | — |
🔴 O P3 cobra 7,2% mais risco por 4,4 pontos-base de taxa
Este é o número que a comparação entre os dois produtos esconde. A duration modificada do IDKA11 é 2,362 contra 2,203 do IRFM11 — ou seja, 7,2% mais sensibilidade a qualquer movimento da curva. E o que ele paga por isso? A carteira rendia 14,2219% contra 14,1775%: uma diferença de 4,4 pontos-base. Sete por cento mais oscilação em troca de quatro centésimos de ponto percentual de taxa. Não é uma armadilha — é uma troca, e ela precisa ser feita com os olhos abertos.
O teste que o leitor consegue fazer sozinho
Como as duas taxas de administração não puderam ser confirmadas na fonte (veja abaixo), o curso não afirma nenhuma delas. Mas dá o número contra o qual conferi-las: se a diferença de taxa entre os dois produtos for maior do que 4,4 pontos-base, o prêmio de yield do índice mais longo já foi consumido antes de qualquer movimento de curva — e sobra apenas a duration adicional. Cinco pontos-base de diferença de taxa já bastariam para inverter a conta.
"Prazo médio de três anos" não é "duration de três anos"
A B3 descreve o IRF-M P3 como uma carteira de LTN e NTN-F com controle de prazo médio de repactuação de no mínimo três anos no momento do rebalanceamento. Medido no meio do caminho entre dois rebalanceamentos, o prazo médio da carteira do IDKA11 estava em 1.053 dias corridos — cerca de 2,9 anos, porque ele encurta naturalmente enquanto os papéis envelhecem. E a duration, que é o que estima variação de preço, era de 2,698 anos. Três números, três significados: a régua dos três anos é do índice, no dia do rebalanceamento; nenhum dos dois é a sensibilidade a juros que você carrega.
Como a ambiguidade do 01/01/2029 foi resolvida
Um detalhe técnico que vale registrar, porque ele derruba medições silenciosamente. Em 01/01/2029 vencem dois papéis do IRF-M — uma LTN e uma NTN-F —, e o arquivo da CVM informa apenas a data de vencimento, não o tipo do título. A posição foi identificada pelo preço unitário implícito (valor dividido por quantidade, R$ 800,65): nenhum dos dois papéis vale isso sozinho, o que prova que a linha soma os dois, e a proporção sai da combinação. Testamos o impacto: mesmo atribuindo a posição inteira a um ou a outro, a duration da carteira anda menos de dez dias úteis. A conclusão é robusta — mas só depois de checar, não por sorte.
Por que as duas taxas de administração estão com travessão
Tentamos quatro caminhos e os quatro fecharam. A página da gestora bloqueia acesso automatizado; a página do ativo na B3 diz textualmente que a taxa deve ser consultada no site da gestora; o registro de fundos da CVM sob a Resolução 175 não tem campo de taxa — são três arquivos e nenhuma coluna; e a estimativa que conseguimos extrair da carteira de outros ETFs não fecha para estes dois. Preferimos o travessão a repetir um número que não verificamos: confira na lâmina de cada fundo antes de operar. É a mesma régua dos cursos anteriores da série.
8.De onde vem o retorno — com o roll-down medido
O resultado de um ETF prefixado se decompõe em quatro blocos. Os três primeiros são econômicos; o quarto é de implementação. A maior parte do material sobre o assunto lista os quatro e quantifica nenhum — vamos quantificar o que costuma ficar de fora.
| Motor | O que é | Sinal |
|---|---|---|
| Carrego | A taxa dos títulos se apropriando com o tempo | Sempre positivo |
| Roll-down | O papel envelhece e passa a ser precificado num vértice mais curto da curva | Positivo com curva ascendente |
| Marcação a mercado | A taxa exigida pelo mercado muda | O único que pode ser negativo |
| Custos e aderência | Taxa do fundo, despesas, spread e erro de réplica | Sempre subtrai |
O roll-down é o motor esquecido, e ele é mensurável. Com a curva de 12/08/2026, um papel posicionado na duration do IRFM11 negociava a 14,2881%; um ano mais curto, a 13,9594%. São 33 pontos-base de queda de taxa ganhos apenas pela passagem do tempo, que numa duration modificada de 2,203 valem +0,72% de preço. Juntando tudo:
| Carteira | Carrego | Roll-down | 12 meses com a curva parada | Alta de taxa que zera o ano |
|---|---|---|---|---|
| IRF-M 1 (índice) | 13,618% | — | 13,618% | — (vence dentro da janela) |
| IRFM11 | 14,178% | +0,724% | 14,902% | +676 bps |
| IDKA11 | 14,222% | +0,716% | 14,938% | +632 bps |
| IRF-M 1+ (índice) | 14,356% | +0,680% | 15,036% | +549 bps |
Como ler esta tabela sem exagerar o que ela diz
Cada linha é: carrego + roll-down = retorno de doze meses se a curva não se mexer, e a última coluna divide esse total pela duration modificada. É uma estimativa de primeira ordem — ignora a convexidade (que trabalha a favor), supõe deslocamento paralelo, não desconta taxa de administração, spread nem imposto, e trata a carteira como estática, enquanto o índice na verdade se rebalanceia. Serve para dimensionar quanta oscilação de taxa cada exposição suporta, não para prever retorno.
Simulador: 12 meses num prefixado
InterativoEscolha o movimento da curva nominal. Carrego, roll-down e duration são os medidos nos índices da ANBIMA e nas carteiras que os dois fundos informaram à CVM.
| Carteira | Carrego + roll | Marcação | 12 meses | Ponto de virada |
|---|---|---|---|---|
| IRF-M 1índice curto · Dmod 0,454 | +13,62%sem roll | +-0,00% | +13,62% | +3.000 bps |
| IRFM11IRF-M P2 · carteira real · Dmod 2,203 | +14,90% | +-0,00% | +14,90% | +676 bps |
| IDKA11IRF-M P3 · carteira real · Dmod 2,362 | +14,94% | +-0,00% | +14,94% | +632 bps |
| IRF-M 1+índice longo · Dmod 2,741 | +15,04% | +-0,00% | +15,04% | +549 bps |
A régua de comparação é 13,74%, o retorno do papel prefixado de um ano na curva de 12/08/2026. Com a curva parada, as carteiras longas rendem mais; com a abertura de cerca de 50 pontos-base que a própria curva já embute nesse trecho, elas caem para perto dessa régua. É esse o sentido de dizer que a taxa maior do prazo longo não é dinheiro de graça. O ponto de virada é a alta de taxa que zera o ano daquela linha. Estimativa de primeira ordem: supõe deslocamento paralelo, ignora convexidade, taxa de administração, spread e imposto. Não é previsão de retorno.
O simulador mostra o que a tabela sozinha esconde
No trecho de curva onde essas carteiras vivem, a própria curva já embute uma abertura de cerca de 50 pontos-base ao longo dos doze meses seguintes. Aplique esse deslocamento no simulador e as três carteiras com duration relevante caem para a faixa de 13,7% a 13,8% — praticamente o retorno do papel de um ano. Os 14,90% do IRFM11 e os 15,04% do IRF-M 1+ não são o cenário-base; são o cenário em que o mercado erra a favor de quem tem duration.
9.📊 ESTUDO REAL — A prova empírica: 2025 contra 2026
Tudo o que veio até aqui é mecanismo. Falta o teste: o que de fato aconteceu com os prefixados no ano em que o mercado antecipou os cortes e no ano em que o Copom executou os cortes? Os dois números vêm da ANBIMA.
| Período | IRF-M 1 (curto) | IRF-M 1+ (longo) | LFT / caixa |
|---|---|---|---|
| 2025 — Selic parada em 15%, mercado começando a precificar cortes | 14,76% | 20,07% | 14,55% |
| 2026 até 12/08 — quatro cortes executados, Selic em 14% | 8,43% | 5,52% | 8,72% |
Em 2025, o prefixado longo foi o destaque do mercado de renda fixa — pela primeira vez desde 2017, segundo a própria ANBIMA. Em 2026, no ano dos cortes de verdade, ele foi o pior dos três, ficando atrás inclusive do caixa. Descontando o que qualquer aplicação de liquidez diária entregou no mesmo período, a inversão fica explícita:
| Período | IRF-M 1 acima do caixa | IRF-M 1+ acima do caixa |
|---|---|---|
| 2025 (ano da expectativa) | +0,18% | +4,82% |
| 2026 até 12/08 (ano dos cortes) | −0,27% | −2,94% |
🔴 O ganho veio na expectativa; o prejuízo veio na execução
Não é um paradoxo, é a definição de como um mercado que olha para frente funciona. Em 2025 a curva ainda não tinha os cortes no preço, e ela se fechou — quem tinha duration ganhou. Em 2026 os cortes chegaram, mas já estavam precificados havia meses, e o que se moveu no ano foi o prêmio de prazo, para cima. Comprar prefixado no dia em que o Copom começa a cortar é comprar depois que o preço já andou.
E note o tamanho real do "grande ano dos prefixados"
O IRF-M 1+ subiu 20,07% em 2025 e virou manchete. Mas a LFT — pós-fixada, duration praticamente zero — rendeu 14,55% no mesmo ano. O ganho atribuível à aposta em juros foi de 4,82%, não de 20%. O resto era o carrego de uma Selic de 15% que todo mundo recebeu sem correr risco nenhum de marcação. Quando um retorno nominal de renda fixa impressionar, o primeiro reflexo deve ser subtrair o CDI do período.
10.A curva não se move inteira — e a duration precisa caber no horizonte
Todo o cálculo de ponto de virada deste curso supõe deslocamento paralelo: a curva inteira subindo ou descendo pela mesma quantidade. Na prática isso quase nunca acontece, e o curso anterior sobre a curva mediu o quanto isso importa.
| Movimento | O que acontece | Quem sente mais |
|---|---|---|
| Bull flattening | Taxas caem, sobretudo nos prazos longos | Favorece a duration longa |
| Bull steepening | Taxas caem mais nos prazos curtos | O curto reage mais |
| Bear flattening | Taxas sobem mais nos curtos | Pressão na frente da curva |
| Bear steepening | Taxas sobem mais nos longos | O pior cenário para o prefixado longo |
O nome importa menos que as três perguntas
Qual vértice se moveu, em qual direção, e onde está a duration da minha carteira. Decorar a nomenclatura não ajuda; localizar a própria exposição na curva, sim.
Escolher pela função, não pela previsão
| Necessidade | Faixa de duration coerente | Risco que você aceita |
|---|---|---|
| Uso do dinheiro em prazo curto | Caixa e pós-fixado, não prefixado longo | Reinvestir a taxas menores |
| Componente estrutural de renda fixa | Intermediária, na faixa do IRF-M / P2 | Marcação moderada, carrego relevante |
| Tese sobre juros com horizonte compatível | Longa, IRF-M 1+ / P3 | Queda expressiva se a curva abrir |
O risco de verdade não é a oscilação — é ter de vender no meio dela
Duration longa numa reserva de curto prazo é o desenho clássico do prejuízo cristalizado: a taxa abre, o preço cai e o dinheiro é necessário justamente ali. A pergunta que resolve isso é anterior à previsão de juros — por quanto tempo eu consigo não mexer nesse dinheiro?
11.Riscos, checklist e ferramentas
O lastro em títulos públicos praticamente elimina o risco de crédito. Não elimina nenhum dos outros.
- Risco de taxa: a abertura da curva derruba o preço da carteira, e o carrego pode não compensar dentro do seu horizonte.
- Risco de duration: dois ETFs "de prefixado" podem ter sensibilidades muito diferentes — 0,45 no IRF-M 1 contra 2,74 no IRF-M 1+, em duration modificada.
- Risco de liquidez: a cota pode negociar com spread maior justamente nos dias de estresse, que é quando você precisaria sair.
- Aderência ao índice: custos e imperfeições de réplica fazem o ETF ficar abaixo do benchmark.
- Reinvestimento: cupons de NTN-F e vencimentos são reaplicados pelo fundo às taxas que existirem naquele momento.
- Risco de decisão: vender durante uma queda de marcação transforma oscilação em perda definitiva.
Título público não significa preço estável
Segurança de crédito soberano e estabilidade de preço são coisas diferentes. Em 2026, até agosto, um índice composto exclusivamente por títulos do Tesouro rendeu 3,20 pontos percentuais a menos que a liquidez diária — sem nenhum calote, sem nenhum evento de crédito. Foi só a curva se mexendo.
Ficha do IRFM11
Carteira real, rentabilidade e composição do ETF que segue o IRF-M P2.
Comparador de ETFs
Ponha IRFM11 e IDKA11 lado a lado e veja o quanto as duas carteiras se repetem.
Juros Futuros
A curva nominal atualizada, vértice a vértice — é ela que decide o preço dessas carteiras.
Comparador de Renda Fixa
Compare o ETF com um Tesouro Prefixado comprado direto, já com o efeito do imposto.
Checklist antes de comprar um ETF prefixado
- Qual índice exatamente ele replica — e o índice é uma série com controle de prazo médio?
- Qual é a duration modificada da carteira, e não apenas o prazo dos vencimentos?
- Em qual faixa de imposto o fundo está, e por qual prazo médio de repactuação?
- O que a curva já embute para a taxa curta no meu horizonte?
- A minha tese é "o Copom vai cortar" ou "o Copom vai cortar mais do que o preço supõe"?
- Quantos pontos-base de abertura o carrego mais o roll-down desta carteira aguentam?
- Qual é a taxa de administração — e ela é maior que a diferença de yield que estou comprando?
- Qual o spread típico no horário em que pretendo operar?
- Meu horizonte suporta um ano ruim de marcação sem me obrigar a vender?
- Estou olhando a rentabilidade passada como previsão, quando ela é o registro de um movimento que já aconteceu?
Se a resposta à pergunta 5 for a primeira alternativa
Volte à seção sobre o caminho embutido na curva. "O Copom vai cortar" não é tese: em 12/08/2026 o mercado já precificava o fim do ciclo em seis meses. A tese de investimento só nasce quando a sua visão diverge do que está no preço — e você consegue dizer em quantos pontos-base ela diverge.
12.Conclusão e quiz
Um ETF prefixado não entrega uma taxa parada na tela. Ele entrega exposição contínua à curva nominal: uma carteira que é rebalanceada, remarcada todo dia e cuja taxa média muda com o mercado. A taxa que aparece na lâmina não é um contrato com você — é a fotografia do que o mercado exigia naquele instante para carregar aqueles prazos.
A síntese desta aula
Índice → prazo médio → duration → o que a curva já embute. O carrego paga, o roll-down ajuda, a marcação decide o ano — e o preço de hoje já contém a trajetória de juros que o mercado espera. Em 12/08/2026 essa trajetória era a Selic voltando a 15% em menos de três anos, uma semana depois do quarto corte. Prefixado não é uma aposta na direção do Copom; é uma aposta contra o preço que a curva já cobra por essa direção.
Quiz: ETFs prefixados e ciclos de juros
Interativo10 perguntas para testar o que você aprendeu neste curso.
1. Se a taxa de mercado exigida de uma LTN sobe, o que acontece com o preço dela?
2. O que a expressão "taxa a termo embutida na curva" quer dizer?
3. Em 12/08/2026, uma semana depois do quarto corte da Selic, o que a curva prefixada embutia para a taxa curta?
4. Por que um ETF prefixado pode cair mesmo depois de o Copom cortar a Selic?
5. Se a curva se realizar exatamente como está precificada, qual prazo entrega o melhor retorno em 12 meses?
6. O que significa o roll-down no retorno de uma carteira prefixada?
7. O IRF-M 1 tinha prazo médio de repactuação de 192 dias em 12/08/2026. Qual a consequência?
8. As carteiras reais medidas mostraram IRFM11 com duration modificada de 2,203 e IDKA11 com 2,362. O que isso significa na prática?
9. O IRF-M P3 é descrito como tendo prazo médio de repactuação de no mínimo três anos. A duration da carteira do IDKA11 era de 2,698 anos. Há contradição?
10. Em 2025 o IRF-M 1+ subiu 20,07% e a LFT rendeu 14,55%. Em 2026, até agosto, o IRF-M 1+ subiu 5,52% e a LFT 8,72%. Qual a leitura correta?
ETFs prefixados: por que cortar a Selic pode não fazer a cota subir
🎬 Vídeo em produção — em breve nesta lição
Expected Returns — Antti Ilmanen
O capítulo sobre prêmio de prazo formaliza exatamente o que este curso mediu de forma aplicada: por que a taxa a termo tende a ficar acima da expectativa de juros, o que isso significa para o retorno esperado de carregar duration e como separar carrego, roll-down e reprecificação num único resultado. É a continuação natural para quem quer entender de onde vem o prêmio, e não só quanto ele foi.
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Fontes de referência
- Banco Central do Brasil — histórico de metas para a taxa Selic, com o número e a data de cada reunião do Copom: 271ª (18/06/2025, 15,00%) a 280ª (05/08/2026, 14,00%).
- ANBIMA — Estrutura a Termo das Taxas de Juros Estimada, arquivo de 12/08/2026: vértices da curva prefixada e os parâmetros de Svensson usados para reproduzi-la e calcular as taxas a termo.
- ANBIMA — arquivo diário dos Índices de Mercado (IMA), 12/08/2026: duration, prazo médio de repactuação, convexidade, yield, variação no ano e composição papel a papel dos índices IRF-M, IRF-M 1, IRF-M 1+ e IMA-S.
- ANBIMA — "Prefixados de longo prazo têm o maior rendimento dos últimos nove anos", 12/01/2026: IRF-M 1+ com 20,07% e IRF-M 1 com 14,76% em 2025, contra 14,55% do IMA-S.
- ANBIMA — Metodologia IMA e metodologia das séries P2 e P3: regras de elegibilidade e o controle de prazo médio de repactuação da carteira.
- CVM — Composição Diária da Carteira (CDA), competência 30/06/2026: carteiras de IRFM11 e IDKA11 usadas posição a posição.
- CVM — registro de fundos e classes sob a Resolução CVM 175: denominação social, datas de constituição e início, administrador e gestor dos dois fundos.
- B3 — página do IDKA11: descrição do índice IRF-M P3, com carteira teórica de LTN e NTN-F e prazo médio de repactuação mínimo de três anos no rebalanceamento.
- Tesouro Nacional — "Cálculo da Rentabilidade dos Títulos Públicos ofertados no Tesouro Direto: Tesouro Prefixado (LTN)": fórmula de preço, valor de face de R$ 1.000,00, truncamento na segunda casa e o exemplo completo de compra e venda antecipada.
- Lei nº 13.043/2014, art. 2º — regime tributário dos Fundos de Índice de Renda Fixa: alíquotas de 25%, 20% e 15% conforme o prazo médio de repactuação da carteira, com incidência exclusiva na fonte.
- Cálculos Case de Valor — taxas a termo trimestrais e anuais extraídas da ETTJ; retorno de doze meses nos cenários de curva parada e curva realizada; alta de taxa que zera o ano por prazo; duration de Macaulay e modificada, yield, convexidade e prazo médio das carteiras reais de IRFM11 e IDKA11; e o retorno de cada índice acima do caixa em 2025 e 2026.
Conteúdo exclusivamente educacional. Os índices e ETFs citados são exemplos reais, usados para demonstrar como se mede a exposição à curva nominal — não constituem recomendação de compra, venda ou alocação. As taxas a termo são o que o mercado precificava numa data específica, não previsão de juros, e as estimativas de sensibilidade são cálculos de primeira ordem. Taxas de mercado, composições de índice, custos e regras tributárias mudam: a documentação vigente do fundo e do índice, na data da sua operação, sempre prevalece. Rentabilidade passada não representa garantia de rentabilidade futura, e fundos de investimento não contam com garantia do FGC.