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Case de Valor

Ativo × Juros × Estrangeiro

A cotação de um ativo ao lado da meta Selic, com os ciclos de alta dos juros marcados, do juro futuro de longo prazo ou do saldo acumulado do investidor estrangeiro na B3. Serve para observar como o papel se comportou enquanto as taxas subiam ou caíam e enquanto o capital estrangeiro entrava ou saía da bolsa.

PETR4 × Selic

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Cotação ajustada (painel de cima, escala logarítmica)Meta Selic, % ao ano (painel de baixo)Ciclo de alta da Selic

Comparador de Rentabilidade

O retorno acumulado do ativo contra o CDI, o Ibovespa e outros.

Copom e Selic

A última decisão, a ata e a expectativa para as próximas reuniões.

Ibovespa × Fluxo Estrangeiro

A relação medida nas variações do índice e do saldo, por dia, mês e ano.

O gráfico descreve o que aconteceu no período: a coincidência entre juros, fluxo e cotação não indica causa.

Conteúdo de caráter informativo e educacional. Não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos.

Dúvidas comuns sobre ativo × juros × estrangeiro

Como ler o gráfico de ativo × juros × estrangeiro?

No modo Separado, a cotação ocupa o painel de cima, em escala logarítmica, com distâncias equivalentes para variações percentuais iguais, e o painel de baixo mostra o indicador escolhido: a meta Selic, em degraus, ou o juro futuro, ambos em percentual ao ano, ou o saldo acumulado do investidor estrangeiro, em reais. No modo Cruzado, as duas linhas dividem o mesmo gráfico, com a cotação no eixo direito e o indicador no esquerdo; o ponto em que se cruzam depende da escala de cada eixo e não tem significado próprio.

Em 1 ano, cada ponto da cotação é um pregão; de 2 a 15 anos, o fechamento de uma semana, e o indicador acompanha o mesmo fechamento. As áreas sombreadas identificam ciclos de alta da Selic, do primeiro aumento ao primeiro corte, permitindo comparar o comportamento da cotação nesses períodos.

Juros altos derrubam as ações?

Nem sempre, e depende do setor. Nos sete ciclos completos do Copom entre abril de 2010 e março de 2026, do primeiro movimento da Selic até o primeiro no sentido oposto, o índice de small caps (SMLL) rendeu −1,7% ao ano nos ciclos de alta e +13,0% ao ano nos de queda; o Ibovespa, +4,1% e +9,4%; o índice financeiro (IFNC), +9,9% e +13,5%.

São quatro ciclos de alta e três de queda, alguns simultâneos a recessões e à pandemia. Os números descrevem o comportamento dos índices e não provam que os juros foram a causa.

Por que a Selic tem eixo próprio e não entra no comparativo de rentabilidade?

Porque a Selic é uma taxa, não um retorno acumulado. O que um investimento atrelado a ela rendeu no período é o CDI, que está no comparativo de rentabilidade. Aqui a pergunta é outra: como a cotação se moveu enquanto a taxa subia ou caía.

O que é o juro futuro do gráfico?

É a taxa do contrato de DI futuro com vencimento em janeiro de 2035, negociado na B3: a taxa de juros que o mercado negocia hoje para o período até aquela data, em percentual ao ano. A série tem um ponto por pregão desde janeiro de 2020, quando o contrato começou a ser negociado.

A meta Selic é definida pelo Copom e muda em reuniões; o juro futuro se forma no mercado e muda todo dia. O vencimento do contrato é fixo: em 2020 a taxa se referia a um prazo de quinze anos, e a cada ano o prazo restante fica um ano menor.

Se o juro futuro sobe, a cotação cai?

Na maior parte das semanas, sim, mas não em todas. Entre janeiro de 2020 e outubro de 2026, o juro futuro e o Ibovespa se moveram em sentidos opostos em 69% das semanas; o índice de small caps, em 72%; o de fundos imobiliários, em 60%. A correlação entre a variação semanal da taxa e o retorno semanal do Ibovespa foi de −0,61, negativa em todos os anos do período.

Os números são de índices; cada ativo tem comportamento próprio, e fatores comuns, como atividade econômica, câmbio e percepção de risco, movem as duas séries. O gráfico descreve o que ocorreu no período e não prova que o juro futuro tenha sido a causa do movimento da cotação.

O que mostra a curva do fluxo estrangeiro?

Saldo acumulado de compras menos vendas de investidores estrangeiros na bolsa, incluindo ofertas públicas, desde 2016. A curva sobe com saldo positivo e cai com saldo negativo. O saldo refere-se ao mercado como um todo; não há saldo estrangeiro por ativo.

O fluxo é divulgado com defasagem em relação ao pregão.

Se as duas curvas sobem juntas, o fluxo explica a cotação?

Não necessariamente. Duas séries que crescem com o tempo costumam parecer correlacionadas mesmo sem vínculo entre elas: no Ibovespa, mês a mês, a correlação entre o nível do índice e o saldo acumulado do estrangeiro passa de +0,9. A medida que importa é a das variações, e ela muda com o prazo: por pregão e por mês, o índice e o saldo do estrangeiro se moveram no mesmo sentido na maior parte das vezes; por ano, a relação foi fraca. A comparação das variações, atualizada, está em Ibovespa × fluxo estrangeiro.

Correlação não indica direção: o capital estrangeiro pode reagir à alta dos preços tanto quanto contribuir para ela. Ativos com associação elevada ao Ibovespa podem apresentar trajetórias semelhantes ao índice. O gráfico descreve o período e não prova relação causal com o fluxo estrangeiro.

Conteúdo de caráter informativo e educacional. Não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos.