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Case de Valor

Transparência

Como calculamos nossos índices

Índices do Case de Valor, com descrição dos dados, ponderações e limitações de cada metodologia.

Esta é uma explicação resumida de como construímos cada índice. As métricas, os pesos e as fórmulas exatas são proprietárias e exclusivas do Case de Valor e não são divulgados na íntegra.

Isto é um alerta, não uma recomendação

O Índice de Movimento combina sinais observados em dados públicos e de mercado. Não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos, garantia de retorno ou previsão de preço. Sinais de opções podem refletir proteção, e não expectativa direcional; operações de administradores podem ter motivos pessoais ou estruturais. A leitura é complementar, e a decisão de investimento cabe exclusivamente ao investidor.

Como o índice interpreta o mercado

O sistema avalia seis blocos: insiders, derivativos, aluguel/short, pressão de fluxo, técnico e analistas. Cada bloco apresenta subscore de −100 (vendedor) a +100 (comprador).

Insiders compara o movimento recente com o histórico do próprio ativo; os demais blocos utilizam escalas calibradas no conjunto de ações líquidas, o que torna o mesmo número comparável entre ativos. O score final é a média ponderada dos subscores disponíveis; convicção e consenso são apresentados à parte e não alteram o score.

Valuation e fundamentos não integram o modelo, cujo objetivo é medir comportamento de mercado, e não estimar se o preço está justo.

Baixa forteBaixaNeutroAltaAlta forte

Direção

O score final: viés comprador, vendedor ou neutro.

Convicção

A qualidade e a quantidade dos dados por trás do sinal. Dado escasso, antigo ou volátil reduz a convicção.

Consenso

Quanto os blocos concordam entre si. Insiders comprando e short subindo ao mesmo tempo = conflito, leitura menos confiável.

O que o indicador considera

Insiders

Compras e vendas de controladores, diretores e conselheiros, conforme comunicações obrigatórias. Compras em mercado aberto recebem interpretação distinta de vendas, que também podem decorrer de planos de negociação ou necessidades pessoais de liquidez.

Derivativos

Posição em aberto no vencimento mensal, com a distribuição entre calls e puts e sua variação desde a última apuração. O bloco avalia posicionamento, e não apenas o volume negociado no dia. O skew contextualiza a demanda por proteção, que não equivale necessariamente a expectativa de queda.

Aluguel / Short

A direção é definida pela variação da posição vendida em aberto. Quantidade, dias estimados para recompra e taxa de aluguel contextualizam o risco de squeeze, sem determinar isoladamente a direção.

Pressão de fluxo

Avalia a distribuição do volume entre pregões de alta e de baixa nos últimos 20 pregões e a persistência do padrão. É uma aproximação de acumulação e distribuição por preço e volume; o dado de negociação não identifica quem comprou ou vendeu, e o bloco não atribui o fluxo a estrangeiros ou instituições.

Técnico

Compara tendências, médias e osciladores nos horizontes diário, semanal e mensal, além da força relativa frente à mediana dos ativos líquidos. Uma alta inferior à referência não caracteriza força relativa positiva.

Analistas

Consenso de recomendações e preço-alvo médio em relação ao padrão do mercado brasileiro. Leitura negativa indica sentimento inferior à referência, sem constituir recomendação de venda. A defasagem das revisões e a cobertura limitada justificam seu peso reduzido, como confirmação.

Sinais não lineares recebem tratamento específico. Posições vendidas extremas podem indicar risco de squeeze; vendas de holdings podem decorrer de gestão de caixa. Os pesos estão sujeitos à calibração por testes históricos.

Um bloco integra a direção apenas quando os dados permitem sinais nos dois sentidos. Eventos e catalisadores permanecem como contexto, sem voto na direção, pois os dados disponíveis apresentam predominância positiva; a proximidade de resultados reduz a confiança, sem impor direção.

No aluguel, a direção utiliza a variação da posição vendida, enquanto o nível da posição, os dias para recompra e a taxa contextualizam o risco de squeeze. É exibida uma taxa só, a contratual, pois as pontas doadora e tomadora coincidem nos contratos apurados.

Pregão de referência da leitura

A leitura principal corresponde ao último pregão encerrado e utiliza a mesma referência do histórico, da variação diária e do percentil.

Recálculos durante o pregão ou fora dele são identificados como prévia. A prévia não integra o histórico, o percentil ou as variações, preservando a comparação entre pregões encerrados.

Duas leituras, e por que a variação às vezes some

O score mostra a leitura do ativo nas escalas de cada bloco; o percentil entre ativos mostra a posição do ativo entre todos os calculados no mesmo pregão. As duas leituras aparecem lado a lado e não são somadas. O percentil só é publicado em pregões em que o universo inteiro foi calculado.

As variações de 5 e 20 pregões utilizam apenas observações da mesma versão do modelo. Após uma mudança de metodologia, a variação fica indisponível até haver histórico suficiente na versão nova, e o gráfico marca a transição com linha tracejada. O score de cada dia permanece válido; apenas a subtração entre versões diferentes é suspensa.