Construção, Crédito e Due Diligence · Curso 7/9Avançado 40 min de leitura Pomodoro

Construção de Carteira de Renda Fixa com ETFs

Um título individual converge para o vencimento. Um ETF de renda fixa, em geral, mantém a exposição definida pelo índice e não converge automaticamente para a data da sua meta. Por isso, o investidor precisa administrar o descasamento entre horizonte, duration e objetivo.

1.De como o instrumento funciona para qual função ele cumpre

Os seis cursos anteriores responderam à pergunta "como este instrumento funciona?". Este responde a outra: "para qual função este risco existe dentro da carteira?". É uma mudança de eixo. Até aqui, duration, curva e inflação foram propriedades de um produto; daqui em diante são ferramentas a serviço de uma obrigação futura.

CursoPergunta central
Fundamentos dos ETFs de Renda FixaQual é o vocabulário e quais são os indexadores?
Duration e ConvexidadeQuanto o preço reage a uma mudança de taxa?
Curva de Juros e Marcação a MercadoEm qual vértice da curva está o risco?
ETFs de IPCA e Juros ReaisComo separar inflação de juro real?
ETFs Prefixados e Ciclos de JurosComo a curva nominal responde ao ciclo?
Smart Selic e Gestão de LiquidezComo gerir caixa sem ignorar tributação?
Construção de CarteiraComo transformar objetivos em blocos de risco?

Este curso não é uma recomendação, e não traz percentuais

Nenhuma linha aqui diz quanto alocar. A proporção entre os blocos depende de metas concretas, e fixar pesos transformaria um método de decisão numa falsa carteira universal. Os ETFs, índices e taxas citados são referências reais de mercado, usadas para mostrar estrutura e risco — não indicação de compra, venda ou manutenção.

O que este curso acrescenta ao assunto são três medições. A primeira mostra que um ETF de renda fixa não pode caminhar para a data da sua meta, e quantifica esse limite. A segunda transforma "reduzir risco conforme a data se aproxima" numa equação com números reais. A terceira mede quanto custa errar essa conta.

2.A carteira começa pelo objetivo, não pelo ticker

O Portal do Investidor da CVM organiza a escolha de qualquer aplicação em três dimensões: retorno, risco e liquidez. Para renda fixa, é preciso acrescentar uma quarta, que é operacional e costuma ser a mais decisiva — o horizonte do objetivo. E uma quinta, que quase nunca é explicitada: a unidade em que a meta é medida.

DimensãoPergunta práticaO que ela restringe
HorizonteQuando os recursos precisarão estar disponíveis?O tamanho da duration que cabe
LiquidezO dinheiro precisa estar acessível em D+0, D+1 ou pode ficar investido?O veículo, antes do indexador
RiscoQuanta oscilação suporto sem comprometer o objetivo?A distância aceitável entre duration e prazo
Unidade da metaÉ um valor nominal ou preciso preservar poder de compra?O indexador — nominal ou IPCA

A ordem importa porque ela impede o erro mais comum: escolher o produto pelo retorno recente e só depois inventar uma justificativa para ele estar na carteira. A função vem antes do desempenho.

objetivo → horizonte → unidade → liquidez → risco aceitável → indexador → duration → veículo → acompanhamento

O ticker é o penúltimo passo, não o primeiro.

Comece pelo passivo

Na gestão institucional, ninguém monta uma carteira sem antes descrever a obrigação que ela financia: quando vence, quanto vale e em que unidade é medida. Para uma pessoa física vale o mesmo. "Entrada do apartamento em três anos" e "aposentadoria em vinte" não são dois tamanhos do mesmo problema — são problemas diferentes, com riscos dominantes diferentes.

3.Horizonte e duration: parecidos, e não são a mesma coisa

Horizonte é uma característica do objetivo: quando o dinheiro será usado. Duration é uma característica da carteira: quanto o preço reage a uma mudança de taxa e, na versão de Macaulay, o tempo médio em que os fluxos chegam. São medidos na mesma unidade — anos — e é por isso que se confundem.

SituaçãoLeitura correta
Objetivo em 6 mesesHá pouco tempo para absorver marcação a mercado; liquidez e baixa oscilação ganham peso sobre retorno esperado.
Objetivo em 3 anosExiste espaço para alguma duration, mas o tamanho depende da rigidez da data e do risco tolerado.
Objetivo em 10 anos ou maisHá tempo para atravessar ciclos; inflação e juro real passam a ser os riscos centrais.
Sem data de usoCabe exposição tática a ciclos — desde que separada do dinheiro comprometido com metas.

O princípio de casamento

Quanto mais rígido for o passivo futuro, mais importa reduzir o descasamento entre a data/risco da necessidade e a data/risco dos ativos que a financiam. Esse descasamento tem nome, tem sinal e tem tamanho: é a diferença entre a duration da carteira e o prazo que falta. As próximas três seções medem exatamente isso.

Vale antecipar a conclusão para orientar a leitura: um objetivo em três anos não exige três anos de duration. E, mais importante, não basta acertar a duration hoje — porque a duration de um ETF não anda com o tempo, e a do seu objetivo anda.

4.⚠️ ATENÇÃO — Um ETF de renda fixa não vence junto com o seu objetivo

Este é o ponto mais importante do curso para qualquer meta com data. Um título individual tem vencimento: se mantido até lá e sem evento de crédito, o fluxo é conhecido pela regra contratual, e a duration dele caminha sozinha para zero conforme a data chega. Um ETF, em geral, replica um índice que é rebalanceado e continua existindo. Ele não amadurece.

Isso costuma ser dito de forma vaga — "o ETF mantém a exposição renovada". Dá para medir, e o resultado é mais forte do que a frase sugere.

A prova em três dias

No arquivo diário da ANBIMA de 12/08/2026, o índice IMA-B 5 — que reúne as NTN-Bs com menos de cinco anos até o vencimento — tinha seis papéis. O maior peso, 27,63%, estava na NTN-B de 15/08/2026, que vencia três dias depois. A duration do índice naquele dia era de 1,655 ano.

Refazendo a média ponderada sem esse papel — isto é, o índice a partir do dia em que ele vence e sai da carteira — a duration passa a 2,282 anos. O índice não perdeu sensibilidade com a passagem do tempo: ganhou 7,5 meses de duration de um dia para o outro.

O título anda para frente; o índice anda para trás

Quem comprou a NTN-B 15/08/2026 viu a duration dela cair até zero e recebeu o principal. Quem comprou o ETF que segue o índice viu a duration subir, porque o papel que vencia foi substituído por papéis mais longos. As duas coisas se parecem quando o extrato mostra "renda fixa, vencimento 2026". Elas não são a mesma coisa.

O piso que a regra do índice impõe

Há um limite estrutural mais forte ainda, e ele decorre da regra de composição. O IMA-B 5+ só aceita NTN-Bs com mais de cinco anos até o vencimento. Logo, a duration desse índice não pode descer abaixo da duration do papel mais curto que ele aceita — por mais tempo que passe.

ÍndicePapel na fronteira dos 5 anosPrazoDurationSignificado
IMA-B 5NTN-B 15/05/2031 (o mais longo aceito)4,71 anos4,09 anosÉ o teto de duration do índice
IMA-B 5+NTN-B 15/08/2032 (o mais curto aceito)5,97 anos4,90 anosÉ o piso de duration do índice

Interpolando entre os dois papéis reais que ladeiam a fronteira, o corte dos cinco anos de prazo corresponde a cerca de 4,3 anos de duration. Esse número organiza tudo: um ETF que segue o IMA-B 5+ nunca terá duration compatível com uma meta de três anos — não hoje, não daqui a cinco anos, nunca. E um ETF que segue o IMA-B 5 nunca terá duration compatível com uma meta de dez.

A duration que a regra do índice permite — e a que ela proíbeo corte de 5 anos de prazo vira um teto para um índice e um piso para o outro0a3a6a9a12afaixa que nenhum dos dois alcançahoje 1,93aIMA-B 5B5P211 · teto 4,09ahoje 9,31aIMA-B 5+IB5M11 · piso 4,90ameta em 3 anos → duration alvo 3,00aANBIMA, 12/08/2026 · a faixa é imposta pela regra de composição, não pelo mercado
A faixa de duration que cada índice pode ocupar, medida pelos papéis que a sua regra aceita (ANBIMA, 12/08/2026). Entre 4,09 e 4,90 anos há uma faixa que nenhum dos dois alcança — é a fronteira dos cinco anos vista de lado.

Consequência prática para metas com data rígida

Para uma obrigação com data e valor pouco flexíveis, a pergunta não é "qual ETF tem a duration certa hoje?", e sim "o que acontece com essa duration até a data?". Se a resposta for "nada, ela fica onde está", então quem precisa caminhar é o investidor. A alternativa é casar o vencimento com títulos individuais — que é justamente o que um ETF não faz por você.

5.🧮 CÁLCULO — O limite do glide path em ETFs de duration constante

"Glide path" é o nome da redução programada de risco conforme o horizonte encurta. Costuma ser apresentado como uma orientação qualitativa: vá reduzindo a duration à medida que a data se aproxima. Com duas peças que já temos — a duration medida de cada ETF e o prazo que falta — ele vira uma equação.

A regra clássica de casamento diz que uma carteira fica protegida contra um deslocamento paralelo da curva quando a sua duration de Macaulay é igual ao prazo que falta para a obrigação. A perda de preço de um lado é compensada pelo reinvestimento a taxas maiores do outro. Chamamos isso de imunização.

Como a duration de uma carteira é a média ponderada das durations dos seus componentes, e como as durations dos ETFs não mudam com o tempo — a seção anterior mostrou por quê —, o peso do fundo mais longo sai direto:

w = (H − D_curto) ÷ (D_longo − D_curto)

H = anos que faltam para a meta. D_curto e D_longo = durations de Macaulay dos dois ETFs.

Com as carteiras reais medidas na CVM em 30/06/2026, cruzadas com a ANBIMA de 12/08/2026 — B5P211 com duration de 1,928 ano e IMAB11 com 5,872 —, a equação produz o caminho abaixo para uma meta em termos reais.

Faltam para a metaDuration alvoIMAB11B5P211
5 anos5,00077,9%22,1%
4 anos4,00052,5%47,5%
3 anos3,00027,2%72,8%
2 anos2,0001,8%98,2%
1,93 ano1,9280,0%100,0%
menos de 1,93 anosem instrumentosem instrumento
O glide path que a aritmética exigew = (anos que faltam − 1,928) ÷ (5,872 − 1,928) · quanto manter em IMAB110%25%50%75%100%1,93 anonão existe ETF deIPCA mais curto77,9%52,5%27,2%1,8%5a4a3a2a1a0aanos que faltam para a metainclinação constante: 25,35 pontos percentuais por ano
O peso do ETF mais longo que mantém a duration da carteira igual ao prazo que falta. A linha é reta porque as durations dos dois ETFs são constantes; a faixa hachurada é o trecho final, em que nenhuma combinação de ETFs de IPCA entrega a duration necessária.

Dois achados que a equação entrega de graça

  • A inclinação é constante: 25,35 pontos percentuais por ano. Não é um ajuste que acelera perto do fim nem uma curva suave — é 1 ÷ (5,872 − 1,928), e vale igual do quinto ano ao segundo. Quem quiser imunizar precisa mover a mesma fatia da carteira todo ano.
  • O caminho acaba antes da meta. Abaixo de 1,93 ano, a duration exigida fica abaixo da duration do ETF de IPCA mais curto do mercado. Nenhum peso entre 0% e 100% resolve: não existe ETF de NTN-B curto o suficiente. O instrumento acaba com quase dois anos de meta ainda pela frente.

A cobertura real do mercado brasileiro: de 1,93 a 9,31 anos

Estendendo a mesma conta para cima, com o IMAB11 e o IB5M11 (duration medida de 9,310), o conjunto de ETFs de IPCA listados na B3 imuniza metas reais entre 1,93 e 9,31 anos. Fora dessa faixa — uma meta em um ano, uma meta em vinte —, a imunização por ETF simplesmente não está disponível, e a decisão passa a ser quanto descasamento aceitar, conscientemente. Essa é uma informação de disponibilidade de mercado, não uma limitação dos produtos.

🎯

Simulador: a duration que a sua meta exige

Interativo

Informe quantos anos faltam para a meta, em termos reais. O simulador devolve a mistura de ETFs de IPCA cuja duration casa com esse prazo — e mede quanto o resultado mudaria se o juro real se mexesse 200 pontos-base.

Duration alvo: 3,00 anos

IMAB11

27,2%

o mais longo do par

B5P211

72,8%

o mais curto do par

E se o juro real se mexer 200 pontos-base agora?

CarteiraSe cairSe subirAmplitude
Casada (B5P211 + IMAB11)+0,27%+0,31%0,04 p.p.
100% IMAB11+6,19%−4,26%10,44 p.p.
100% IB5M11+13,28%−9,88%23,17 p.p.

A carteira casada tende a ganhar um pouco nos dois cenários: o casamento por duration anula o efeito de primeira ordem e o que sobra é a convexidade, que é positiva nas duas direções. Repare também que a exposição curta demais ganha quando a taxa sobe e a longa demais ganha quando ela cai — não existe errar para o lado seguro. Como as durations dos ETFs não caem com o tempo, refazer esta conta a cada ano é trabalho do investidor: no par mais curto, são 25,35 pontos percentuais por ano. Estimativa de primeira ordem com correção de convexidade: supõe deslocamento paralelo da curva e ignora taxa de administração, spread e imposto.

6.🧮 CÁLCULO — Quanto custa errar a duration: o teste de imunização

A equação anterior diz qual mistura casa com a meta. Falta a pergunta que decide se vale a pena fazer esse trabalho: quanto muda o resultado final se a duration estiver errada? Dá para medir, com as durations, convexidades e taxas reais de cada carteira.

O exercício é uma meta em termos reais daqui a três anos. Aplica-se um choque instantâneo e paralelo de ±200 pontos-base na curva de juros reais e compara-se o patrimônio no terceiro ano com o cenário em que nada acontece. Duas forças atuam em sentidos opostos: o preço cai quando a taxa sobe, mas o dinheiro passa a render mais até a data.

CarteiraDurationSe o juro real cair 200 bpsSe subir 200 bpsAmplitude
B5P211 (curta demais)1,928−1,94%+2,01%3,95 p.p.
IMAB11 (longa demais)5,872+6,19%−4,26%10,44 p.p.
IB5M11 (muito longa demais)9,310+13,28%−9,88%23,17 p.p.
27,2% IMAB11 + 72,8% B5P2113,000+0,27%+0,31%0,04 p.p.
Meta real em 3 anos: quanto muda o resultado se a taxa se mexerchoque instantâneo de ±200 bps na curva de juros reais · patrimônio no 3º ano+12%+8%+4%0−4%−8%−1,94%+2,01%B5P211D 1,93+6,19%−4,26%IMAB11D 5,87+13,28%−9,88%IB5M11D 9,31+0,27%+0,31%combinaçãoD 3,00barra da esquerda: juro real cai 200 bps · barra da direita: sobe 200 bps
Efeito de um choque de ±200 bps de juro real sobre o patrimônio no terceiro ano, por carteira. A combinação de duration 3,000 é a única cujo resultado quase não depende da direção da taxa — as duas barras têm praticamente a mesma altura, e ambas são positivas.

Três leituras saem da tabela. A primeira é o sinal: a carteira curta demais ganha quando a taxa sobe — ela reinveste rápido — e a longa demais ganha quando a taxa cai. Não existe "errar para o lado seguro"; existe escolher a que direção ficar exposto.

A segunda é o tamanho. Financiar uma meta de três anos com o ETF de IPCA longo faz o resultado oscilar 23,17 pontos percentuais entre os dois cenários. A carteira casada entrega praticamente a mesma coisa nos dois — +0,27% contra +0,31%, uma diferença de 0,04 ponto. Não é um detalhe de otimização: é a diferença entre chegar à data com o objetivo financiado e chegar com um buraco.

A carteira imunizada ganha um pouquinho nas duas direções — e isso é a convexidade

Repare que a combinação de duration 3,000 não devolve zero: devolve +0,27% com a queda e +0,31% com a alta. É exatamente o que o curso de Duration e Convexidade previa — a duration é a reta tangente, e a curvatura do preço trabalha a favor de quem carrega uma carteira diversificada em prazos. O casamento por duration neutraliza o efeito de primeira ordem; o que sobra é o termo de segunda ordem, e ele é positivo nos dois sentidos.

O que este teste não é

É uma estimativa de primeira ordem com correção de convexidade, sobre um deslocamento paralelo da curva. Um movimento de inclinação afeta carteiras de mesma duration de formas diferentes — o curso de Curva de Juros mediu 0,80 ponto percentual de divergência num steepening entre duas carteiras de duration idêntica. O teste também ignora taxa de administração, spread e imposto, e não prevê retorno nenhum: ele mede sensibilidade, que é outra coisa.

7.Carteiras por baldes: separar o dinheiro por função

Em vez de uma carteira única de renda fixa, é mais claro separar recursos que cumprem funções diferentes. A separação não exige contas distintas — exige saber qual posição financia qual obrigação. O ganho é evitar que uma meta próxima seja sacrificada para sustentar uma aposta longa.

BaldeFunçãoRisco dominante a controlar
Liquidez imediataDespesas e necessidades próximasLiquidez, spread e perda temporária
Curto prazoMetas com uso em 1 a 3 anosDuration curta e o risco de vender em momento ruim
Prazo intermediárioMetas em 3 a 5 anosEquilíbrio entre carrego, inflação e marcação
Proteção realPreservar poder de compraJuro real e duration das NTN-Bs
Longo prazoAcumulação com horizonte extensoVolatilidade de duration e risco de regime
TáticoExpressar visão sobre curva ou cicloErro de timing e reprecificação

O último balde merece uma observação, porque é o que mais contamina os outros. "Carteira para um objetivo" e "posição tática em juros" são problemas diferentes: o primeiro é de financiamento de uma obrigação; o segundo é de tomada de risco de mercado. Misturá-los faz com que uma tese sobre a curva seja financiada com o dinheiro da entrada do apartamento.

Objetivo hipotéticoHorizonteMétrica principal
Reserva operacionalImediatoLiquidez e estabilidade
Entrada de imóvel3 anosValor disponível na data e baixa chance de venda forçada
Educação dos filhos6 a 8 anosCrescimento real e redução gradual de risco perto do uso
Aposentadoria15 anos ou maisPoder de compra, juro real e diversificação de duration
Posição tática em jurosSem data fixaRetorno de mercado e limite explícito de perda

Sem percentuais universais

A proporção entre esses baldes depende das metas concretas de cada pessoa — do tamanho de cada obrigação, da rigidez de cada data e da tolerância real a oscilação. Qualquer número fixo aqui seria invenção. O que o curso oferece é o método para chegar ao seu.

8.Objetivo nominal × objetivo real: o que precisa ser protegido

Dois objetivos com o mesmo prazo podem exigir riscos opostos. A pergunta que os separa é simples: em que unidade a meta é medida?

Tipo de objetivoRisco principalExposição coerente com a lógica
Valor nominal conhecidoNão atingir o valor em reais na dataBaixa volatilidade e, quando cabível, taxa nominal compatível com o horizonte
Poder de compraA inflação corroer o valor realIPCA mais juro real, com duration compatível com o prazo
Despesa indexadaO custo futuro seguir algum índice ou preço específicoBuscar o indexador mais próximo do comportamento do passivo — reconhecendo que não há proteção perfeita

O que "proteção contra inflação" não significa

Um ETF de NTN-B pode cair no curto prazo mesmo com inflação alta, porque o preço também responde ao juro real. Proteção de poder de compra no longo prazo não elimina volatilidade de marcação a mercado no caminho. Em 12/08/2026, o IMA-B 5+ acumulava 7,23% em doze meses, contra 14,87% do índice de LFTs — num período em que o IPCA rodou a 4,44%. Os dois entregaram ganho real; um deles entregou muito menos, e a diferença não foi a inflação, foi o juro real.

Para objetivos em termos reais, a escolha do trecho da curva importa tanto quanto a escolha do indexador. É a diferença entre 1,93 ano de duration no B5P211 e 9,31 no IB5M11 — o mesmo indexador, o mesmo emissor e riscos que não se parecem.

Objetivo longo não obriga duration longa

Um investidor pode querer proteção real de longo prazo e ainda assim dividir a exposição entre durations diferentes. O ponto é saber por que está assumindo o risco da ponta longa — e não usá-la apenas porque "IPCA é coisa de longo prazo". Dividir a proteção em mais de um vértice reduz a dependência de um único ponto da curva; não elimina risco, distribui comportamento.

9.Liquidez: D+1 não é dinheiro na conta

Quando o recurso pode ser necessário em breve, o problema não é maximizar retorno esperado — é garantir que o valor esteja disponível, com pouca oscilação, dentro do prazo operacional. E aqui há uma diferença concreta que quase nenhum material menciona.

Ativo negociado na B3LiquidaçãoDesde
ETF de renda fixaD+1Regra própria da categoria; lote padrão de 1 cota, cotação em PU
Ação e ETF de renda variávelD+227/05/2019, quando o ciclo caiu de D+3 para D+2

O ETF de renda fixa liquida um dia útil antes de um ETF de ações. Isso é uma vantagem real para um balde de liquidez — e continua não sendo dinheiro instantâneo. Entre a decisão de vender e o valor disponível existem pregão, execução, spread e liquidação financeira.

  • D+1 é dia útil. Uma venda na sexta-feira liquida na segunda; uma véspera de feriado prolongado empurra mais.
  • Fora do pregão não há preço. Necessidade que pode surgir à noite, no fim de semana ou em feriado não é atendida por ativo listado, por mais líquido que seja.
  • Spread e profundidade do livro importam, sobretudo em ordens grandes ou em momentos de estresse — que é exatamente quando a reserva costuma ser acionada.
  • Lote de 1 cota, sem separação entre integral e fracionário, o que facilita ajustes finos de posição no rebalanceamento.

A pergunta certa para o balde de caixa

Não é "qual rende mais?", e sim: D+1 e horário de pregão atendem à necessidade real? Se a resposta for não para uma parte do dinheiro, essa parte não pertence a um ativo listado — pertence a um instrumento de resgate imediato, mesmo que renda menos. O curso Smart Selic e Gestão de Liquidez trata em detalhe do que existe nesse balde.

10.Retorno recente não define função

Com os índices medidos na mesma data, dá para ver como "renda fixa" esconde comportamentos muito diferentes. Os números abaixo são do arquivo de 12/08/2026 — todos apurados no mesmo dia, o que é a única forma honesta de comparar sensibilidade entre índices.

ÍndiceDurationPrazo médio de repactuaçãoRetorno em 12 meses
IMA-S (LFTs)0,004 ano1 dia14,87%
IRF-M 1 (prefixado curto)0,52 ano192 dias14,46%
IMA-B 5 (IPCA curto)1,65 ano621 dias12,96%
IRF-M (prefixado amplo)2,49 anos968 dias11,75%
IMA-B (IPCA amplo)5,87 anos2.832 dias9,74%
IMA-B 5+ (IPCA longo)9,31 anos4.641 dias7,23%

A ordem é quase perfeitamente inversa à duration: quanto mais curto, mais rendeu nos últimos doze meses. Isso não é uma propriedade da renda fixa — é a descrição de um período específico, em que a Selic esteve alta e a curva longa não fechou o suficiente para compensar. Num período de queda forte de juros, a tabela vira de cabeça para baixo.

Viés de retrovisor

Montar a carteira pelo melhor desempenho dos últimos doze meses tende a comprar o risco depois que o cenário aconteceu. A função de cada posição precisa ser definida antes de olhar o ranking de retorno — senão o ranking define a carteira, e o objetivo passa a ser só uma justificativa retroativa.

Repare também que o IMA-S rendeu mais do que qualquer índice de duration num período em que a Selic saiu de 15,00% para 14,00% a.a. (vigente desde 06/08/2026, após quatro cortes de 25 pontos-base em 2026). Selic alta significa carrego alto no pós-fixado — e isso é uma condição de mercado datada, não uma característica permanente da classe.

11.Custos, tributação e eficiência líquida

Uma arquitetura de carteira precisa ser avaliada em retorno líquido, não no índice. E os ETFs de renda fixa têm um regime tributário próprio, que depende da carteira do fundo — não do seu tempo de posse.

Prazo médio de repactuação da carteiraAlíquota de IR
Até 180 dias25%
Acima de 180 e até 720 dias20%
Acima de 720 dias15%
Enquanto a carteira descumprir o mínimo de 75% de ativos do índice30%

É o art. 2º da Lei 13.043/2014. O imposto incide exclusivamente na fonte, no resgate, na alienação ou na distribuição de rendimentos: não há come-cotas e não há DARF a emitir. Também não vale a isenção de R$ 20 mil por mês das ações — ela não alcança ETF.

PMR não é duration, e a faixa tributária pode mudar

O prazo médio de repactuação existe para o enquadramento tributário; a duration mede sensibilidade econômica. São escalas diferentes sobre a mesma carteira, e um produto pode ser desenhado para uma alíquota sem ter a duration de outro com PMR parecido. Um exemplo do arquivo de 12/08/2026: o IMA-B 5 tinha PMR de 621 dias — abaixo da fronteira dos 720. Um fundo que replicasse esse índice ficaria na faixa de 20%, não na de 15%. A faixa de um ETF de IPCA curto não é uma garantia permanente: ela depende da composição, e a composição muda a cada rebalanceamento.

Além do imposto entram na conta a taxa de administração, as demais despesas do fundo, o spread de negociação e os custos de corretora e B3. Num balde de liquidez, em que as diferenças de retorno bruto são mínimas, esses itens deixam de ser detalhe e passam a decidir o resultado.

12.O mapa dos instrumentos, medido

A tabela abaixo conecta as famílias de risco a veículos reais negociados na B3. Não é ranking nem recomendação: é o mapa que permite perguntar "qual destes cumpre a função que defini?". Duration e prazo médio foram calculados por nós, cruzando a carteira que cada fundo entregou à CVM em 30/06/2026 com a composição da ANBIMA de 12/08/2026 — não são números copiados de material de divulgação.

ETFÍndiceFunçãoDurationPMRIRTaxa
LFTS11Teva Tesouro SelicCaixa0,004 ano1 dia25%0,191%*
LFTB11Selic Target 760Caixa com faixa de 15%1,166 ano750 dias15%0,186%*
B5P211IMA-B 5 P2IPCA curto1,928 ano≈723 dias15%
IRFM11IRF-M P2Prefixado≈2,2 anos≈865 dias15%
IMAB11IMA-BIPCA amplo5,872 anos2.837 dias15%
IB5M11IMA-B 5+IPCA longo9,310 anos4.644 dias15%

As duas taxas marcadas são estimadas a partir das despesas informadas na carteira entregue à CVM, não taxas oficiais. As quatro restantes aparecem com travessão porque não conseguimos confirmá-las em fonte primária*: a página da gestora bloqueia acesso automatizado, o registro de fundos da CVM não publica taxa de administração e o cadastro legado da CVM não contém os ETFs. Preferimos o travessão a copiar um número que não verificamos — a taxa está no regulamento e na lâmina de cada fundo.

Duas observações sobre a tabela

O IRFM11 aparece com "≈" porque a carteira entregue à CVM informa apenas a data de vencimento, e em 01/01/2029 vencem uma LTN e uma NTN-F. Testamos os dois extremos: a duration fica entre 2,196 e 2,233 anos, e o prazo médio entre 859 e 870 dias — a conclusão é a mesma nos dois casos. E o B5P211 aparece com "≈" por outro motivo: a carteira é de junho e as métricas dos títulos são de agosto, o que basta para a duration mas deixa o PMR perto demais da fronteira dos 720 dias para afirmar um valor exato.

Escolher entre dois ETFs que seguem o mesmo tipo de índice é outro problema, e ele não se resolve pela duration: aí entram tracking difference, spread, volume, formador de mercado, patrimônio e custo total.

13.Rebalanceamento, teste de estresse e checklist

Uma carteira orientada a objetivos muda quando o tempo passa. Uma meta que era de cinco anos passa a ser de quatro, e a estrutura de risco deveria acompanhar. As seções anteriores mostraram que o ETF não faz isso sozinho — ele cumpre o mandato do índice, não o mandato da sua vida.

Três formas de reduzir risco

  • Por calendário: reduzir a duration em pontos de checagem definidos de antemão. É o que a equação do glide path automatiza — 25,35 pontos percentuais por ano, no exemplo medido.
  • Por faixas: quando o objetivo entra numa janela de prazo, aumentar o bloco de liquidez e baixa duration de uma vez.
  • Por necessidade financiada: à medida que o valor da meta já está coberto, priorizar preservação em vez de buscar retorno adicional. Se o objetivo já está pago, o risco extra não tem mais quem financie.

Cinco perguntas de estresse, antes de montar

TestePergunta
Abertura de jurosSe as taxas subirem e o ETF cair, consigo esperar a recuperação ou vou precisar vender?
Inflação acima do esperadoA carteira protege poder de compra ou está concentrada em retorno nominal?
Queda de liquidezO spread pode abrir justamente quando eu precisar sair?
Mudança de objetivoSe a data for antecipada, a carteira continua adequada?
ComportamentalEu realmente manteria a posição longa depois de uma queda relevante de marcação?

Risco adequado é risco suportável

Uma exposição é inadequada se a oscilação provável obriga o investidor a abandonar a estratégia antes do horizonte. A matemática do prazo só funciona se o comportamento permitir executá-la — quem tem quinze anos até a meta e não tolera uma queda de 10% na marcação não tem, na prática, quinze anos de tolerância a risco.

Checklist para escolher o ETF dentro de cada bloco

  1. Qual objetivo esta posição financia, e qual é a data provável de uso?
  2. A meta é nominal ou real?
  3. Qual é o benchmark e quais títulos entram nele?
  4. Qual é a duration atual — e, sobretudo, como ela se comporta ao longo do tempo?
  5. O índice tem vencimento constante, regra de rebalanceamento ou controle de prazo médio?
  6. Qual é a liquidez, o spread e quem é o formador de mercado?
  7. Qual é a taxa de administração e quais outros custos existem?
  8. Em qual faixa de IR a carteira está — e quão perto da fronteira?
  9. O fundo distribui ou reinveste os fluxos?
  10. Como a posição reagiria a uma abertura de juros de 200 pontos-base?
  11. Existe um plano escrito para reduzir risco conforme a meta se aproxima?

O erro do "deixa quieto"

ETFs rebalanceiam os próprios índices, e isso é frequentemente confundido com "a carteira se ajusta sozinha". Não se ajusta. O rebalanceamento do índice mantém a exposição constante — que é precisamente o oposto do que uma meta com data precisa. Se uma resposta do checklist estiver faltando, o caminho é o regulamento, a lâmina e a metodologia do índice; nunca o histórico de rentabilidade como substituto.

14.Quatro casos para praticar o raciocínio

Nenhum dos casos abaixo tem resposta única. O objetivo é identificar qual risco deve ser priorizado — e, com o que este curso mediu, já é possível dar respostas com número.

CasoA pergunta certaO que a medição já responde
A. O dinheiro pode ser usado a qualquer momentoD+1 e o horário de pregão são compatíveis com a necessidade?Se houver chance de precisar do valor fora do pregão, ativo listado não resolve — nem o mais líquido.
B. Compra programada daqui a 3 anosA meta é nominal ou real? A data é rígida? Como a duration será reduzida?Em termos reais, a duration alvo é 3,000 — cerca de 27% no ETF de IPCA amplo e 73% no curto, reduzindo 25 pontos percentuais por ano.
C. Preservar poder de compra por 10 anos ou maisQual trecho da curva real, e qual volatilidade de juro real é tolerável?Acima de 9,31 anos de duration não há ETF de IPCA que imunize; a decisão passa a ser quanto descasamento aceitar.
D. Apostar na queda da curva nominalEsse risco está isolado das metas? Qual perda de marcação seria aceitável?Um choque de 200 bps move o resultado de três anos em quase 10 pontos percentuais numa carteira de duration 5,87. Esse é o tamanho da aposta.

15.Conclusão e quiz

Construção de carteira de renda fixa não é encontrar o melhor produto. É montar um conjunto de riscos coerente com obrigações concretas, medir o descasamento entre eles e ajustar quando a vida ou o mercado mudarem. O ETF é o veículo; o objetivo é quem decide qual risco precisa ser carregado.

PassoDecisãoPergunta
1Defina a metaO que precisa ser financiado?
2Defina o horizonteQuando o dinheiro será usado?
3Defina a unidadeValor nominal ou poder de compra?
4Defina a liquidezD+0, D+1 ou flexível?
5Defina o riscoQuanta marcação a mercado cabe?
6Escolha indexador e durationSelic, prefixado ou IPCA — e qual trecho da curva?
7Escolha o veículo e monitoreCustos, spread, benchmark, tracking e o plano de redução de risco.

A síntese desta aula

Um índice de vencimento constante tem piso e teto de duration que a sua própria regra impõe — o IMA-B 5+ não desce abaixo de ~4,3 anos, nunca. A duration dele não cai com o tempo: quando um papel vence, ela sobe (medido: +7,5 meses de um dia para o outro no IMA-B 5). Por isso o glide path é trabalho do investidor, e ele é uma reta de 25,35 pontos percentuais por ano que acaba antes da meta, em 1,93 ano. E vale fazer essa conta porque errar a duration faz o resultado de uma meta de três anos oscilar até 23 pontos percentuais conforme a direção da taxa, enquanto a carteira casada entrega quase o mesmo nos dois cenários.

🎯

Quiz: construção de carteira de renda fixa

Interativo

10 perguntas para testar o que você aprendeu neste curso.

1. Um ETF de renda fixa com duration de 3 anos vence daqui a 3 anos?

2. O que acontece com a duration de um índice de vencimento constante quando um dos seus papéis vence?

3. Por que o IMA-B 5+ nunca terá duration compatível com uma meta de três anos?

4. Uma meta em 3 anos exige obrigatoriamente 3 anos de duration?

5. Na equação w = (H − D_curto) ÷ (D_longo − D_curto), por que a linha do glide path é reta?

6. O que acontece quando faltam menos de 1,93 ano para uma meta em termos reais?

7. Num choque de +200 bps de juro real, a carteira CURTA demais para a meta tende a...

8. Por que a carteira casada (duration igual ao prazo) ganha um pouco nos DOIS cenários de choque?

9. Liquidação D+1 de um ETF de renda fixa significa dinheiro disponível imediatamente?

10. Prazo médio de repactuação (PMR) e duration medem a mesma coisa?

Por que um ETF de renda fixa nunca vence junto com o seu objetivo

🎬 Vídeo em produção — em breve nesta lição

Gestão de InvestimentosZvi Bodie, Alex Kane e Alan J. Marcus
O clássico sobre casar ativos com obrigações

Gestão de InvestimentosZvi Bodie, Alex Kane e Alan J. Marcus

Os capítulos de gestão de carteiras de renda fixa formalizam o que este curso mediu na prática: por que igualar duration ao horizonte protege contra deslocamentos paralelos da curva, por que essa proteção precisa ser refeita conforme o tempo passa e por que a convexidade faz a carteira casada ganhar um pouco nas duas direções.

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Fontes de referência

  • ANBIMA — arquivo diário dos Índices de Mercado (IMA), 12/08/2026: duration, prazo médio de repactuação, yield e retorno de 12 meses de IMA-S, IRF-M 1, IMA-B 5, IRF-M, IMA-B e IMA-B 5+, todos apurados na mesma data; e a composição papel a papel usada para medir o teto do IMA-B 5 (NTN-B 15/05/2031, duration de 4,09 anos) e o piso do IMA-B 5+ (NTN-B 15/08/2032, duration de 4,90 anos).
  • CVM — Composição Diária da Carteira (CDA), competência de 30/06/2026: carteiras de LFTS11, LFTB11, B5P211, IRFM11, IMAB11 e IB5M11, medidas posição a posição e cruzadas com a ANBIMA pela data de vencimento de cada título.
  • Lei nº 13.043/2014, art. 2º — regime tributário dos Fundos de Índice de Renda Fixa: 25% para prazo médio de repactuação até 180 dias, 20% acima de 180 e até 720, 15% acima de 720, com incidência exclusiva na fonte; e 30% enquanto a carteira descumprir o mínimo de 75% de ativos do índice de referência.
  • B3 — funcionamento do ETF de Renda Fixa: negociação no mercado secundário com lote padrão de 1 cota, cotação em PU e liquidação em D+1; e o Projeto Ciclo de Liquidação D+2, implantado em 27/05/2019 para o mercado a vista de renda variável.
  • Banco Central do Brasil — histórico de metas para a taxa Selic: 14,00% a.a. a partir de 06/08/2026, definida na 280ª reunião do Copom, de 05/08/2026.
  • IBGE, via série 433 do Sistema Gerenciador de Séries Temporais do Banco Central — IPCA de julho de 2026: 0,07% no mês e 4,44% no acumulado de doze meses.
  • Portal do Investidor / CVM — características dos investimentos: retorno, risco e liquidez como dimensões de qualquer decisão de aplicação.
  • Cálculos Case de Valor — duration e prazo médio de cada carteira de ETF; o teto e o piso de duration impostos pela regra de composição de cada índice; o salto de duration do IMA-B 5 na saída do papel que vence; a equação do glide path e a sua inclinação constante; a faixa de horizontes que os ETFs de IPCA listados conseguem imunizar; e o teste de choque de ±200 pontos-base sobre uma meta real de três anos.

Conteúdo exclusivamente educacional. Os índices e ETFs citados são exemplos reais, usados para demonstrar como se mede a estrutura de uma carteira — não constituem recomendação de compra, venda ou alocação, e o curso deliberadamente não sugere percentuais. As estimativas de sensibilidade são cálculos de primeira ordem com correção de convexidade, supõem deslocamento paralelo da curva e não preveem retornos. Alíquotas, taxas, composição de índices, prazos de liquidação e metodologia mudam: o regulamento, a lâmina e a legislação vigentes na data da sua decisão sempre prevalecem. Rentabilidade passada não representa garantia de rentabilidade futura, e fundos de investimento não contam com garantia do FGC.

Conteúdo exclusivamente educacional — não constitui recomendação de investimento.