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Case de Valor

Transparência

Como calculamos nossos índices

Índices do Case de Valor, com descrição dos dados, ponderações e limitações de cada metodologia.

Esta é uma explicação resumida de como construímos cada índice. As métricas, os pesos e as fórmulas exatas são proprietárias e exclusivas do Case de Valor e não são divulgados na íntegra.

Isto é uma leitura, não uma recomendação

A lista aplica um método publicado às demonstrações financeiras e ao valor de mercado das companhias. A posição resume duas medidas de um mesmo período e não constitui recomendação.

O método

É o método de seleção de ações que Joel Greenblatt apresentou no livro The Little Book That Beats the Market, de 2005, e que ficou conhecido como «fórmula mágica». As companhias recebem uma posição no retorno sobre o capital e outra no EBIT/EV, e a lista segue a menor soma das duas. A lista do Case de Valor segue o livro nas duas medidas e na ordenação, com as contas lidas onde as normas contábeis brasileiras as registram.

Retorno sobre o capital

Lucro operacional (EBIT)

Resultado antes do resultado financeiro e dos tributos nos últimos 12 meses: o último exercício fechado, somados os trimestres seguintes e descontados os mesmos trimestres do ano anterior. O resultado de equivalência patrimonial sai da conta, porque as coligadas não fazem parte do capital empregado.

Capital de giro

Ativo circulante menos caixa e aplicações financeiras, mais contas a receber e estoques de longo prazo, menos o passivo circulante sem os empréstimos e financiamentos de curto prazo (o grupo já inclui debêntures e arrendamentos financeiros).

Ativo fixo

Imobilizado, com o direito de uso de bens arrendados (CPC 06), mais propriedades para investimento (CPC 28) e ativos biológicos de longo prazo (CPC 29). Ágio e demais intangíveis ficam fora, como no livro.

Data

O balanço é o mais recente de cada companhia, e o EBIT de 12 meses termina na mesma data. Com capital empregado zero ou negativo, o retorno não é calculado.

EBIT/EV

Valor da firma

Valor de mercado da companhia, com todas as classes de ações e sem as ações em tesouraria, mais a dívida líquida (empréstimos, financiamentos, debêntures e arrendamentos, menos caixa e aplicações financeiras) e a participação de não controladores, do mesmo balanço do EBIT. É o valor da firma publicado na ficha de cada ação.

Medida

EBIT de 12 meses, sem a equivalência patrimonial, dividido pelo valor da firma. Nas companhias sem coligadas relevantes, é o inverso do EV/EBIT da ficha.

A lista

Cada companhia recebe uma posição em cada medida, com 1 para o maior valor. A lista ordena pela soma das duas posições, da menor para a maior; no empate, vem antes a de maior EBIT/EV. Entra uma linha por companhia, na classe de ação mais negociada. A lista é refeita após o fechamento de cada pregão, com as cotações do dia.

Quem fica fora

Setor financeiro

Todo o setor financeiro da bolsa fica fora, como no livro. Ele reúne bancos, seguradoras, serviços financeiros, holdings e exploração de imóveis. No balanço de um banco, captação e crédito são a própria operação, e o lucro operacional e o valor da firma perdem o sentido. Na exploração de imóveis, a reavaliação dos imóveis a valor justo pode compor o lucro operacional.

Utilidade pública

Energia elétrica, saneamento e gás também ficam fora no livro. A infraestrutura da concessão é registrada como intangível ou ativo de contrato, fora do imobilizado, e o retorno sobre o capital sai inflado.

Concessão de rodovias

Mesmo critério das concessões de serviço público. O direito de explorar a rodovia fica no intangível, e o capital empregado aparece menor do que é.

Liquidez abaixo de R$ 1 milhão por dia

Média abaixo de R$ 1 milhão por pregão nos últimos 30 pregões, ou nenhum negócio nos últimos 21.

Holding de participações

O lucro vem principalmente de participações registradas por equivalência patrimonial, que o capital empregado não inclui.

Demonstrativos defasados

As demonstrações financeiras disponíveis não são recentes.

Lucro operacional de 12 meses indisponível

O lucro operacional dos últimos 12 meses não fecha na data do balanço mais recente.

Lucro operacional negativo

O lucro operacional dos últimos 12 meses, sem a equivalência patrimonial, é zero ou negativo.

Lucro concentrado em um trimestre

Um único trimestre gerou mais lucro operacional que os outros três somados, muito acima do padrão da companhia.

Balanço em atualização

O balanço mais recente ainda não traz todas as contas usadas no capital empregado.

Capital empregado negativo

O capital de giro negativo é maior que o ativo fixo. Sem capital empregado positivo, o retorno não tem leitura.

Sem valor da firma

Não há valor da firma calculado na data do balanço mais recente.


Os motivos valem nessa ordem, e cada companhia conta uma vez, no primeiro que se aplica. Os BDRs representam ações de companhias estrangeiras e não entram na avaliação, como no método original.

Limites

Os balanços podem ser de trimestres diferentes, conforme a data de divulgação de cada companhia. Caixa e aplicações financeiras saem inteiros do capital de giro, sem separar a parte que a operação usa. O passivo de arrendamento registrado fora do grupo de empréstimos permanece no passivo circulante. O EBIT é o publicado nas demonstrações, sem separar ganhos fora da operação, como a reavaliação de imóveis e de ativos biológicos ou a venda de ativos. A classificação setorial é a da bolsa.