Renda Fixa

Banco Digi+ sob pressão: o risco por trás dos CDBs a 135% do CDI

Operação da Polícia Federal, ressalvas bilionárias no balanço, forte rebaixamento de rating e incertezas sobre a venda ao BTG Pactual colocam os títulos do Banco Digimais entre os investimentos mais controversos da renda fixa.

Equipe Case de Valor 20 de julho de 2026 15 min de leitura
Banco Digi+ sob pressão: o risco por trás dos CDBs a 135% do CDI

Atualizado em 20 de julho de 2026. O Banco Digi+, nome comercial do Banco Digimais S.A., tornou-se um dos casos mais delicados da renda fixa brasileira. A instituição é investigada por suspeitas de crimes contra o sistema financeiro, teve seus ratings rebaixados para níveis que indicam risco elevado e apresenta questionamentos relevantes sobre a qualidade de parte dos ativos registrados em seu balanço.

Ao mesmo tempo, CDBs emitidos pelo banco passaram a aparecer no mercado secundário com retornos que chegaram a 135% do CDI. A taxa elevada pode parecer uma oportunidade, mas, neste caso, representa principalmente uma compensação exigida pelos investidores para assumir risco de crédito, falta de liquidez e incerteza sobre o futuro da instituição.

O que é o Banco Digi+

O Banco Digimais é uma instituição financeira de menor porte enquadrada no segmento prudencial S4 do Banco Central. O banco atua principalmente com crédito consignado e, historicamente, teve forte exposição ao financiamento de veículos usados, atividade que passou por redução dentro da estratégia recente de reestruturação.

O banco utiliza a emissão de CDBs como principal fonte de recursos para financiar suas operações. Na prática, o investidor que compra um CDB empresta dinheiro ao banco e passa a assumir o risco de que a instituição consiga devolver o principal acrescido dos juros contratados.

Essa característica é fundamental para entender o caso. Uma taxa elevada não é um benefício concedido gratuitamente ao investidor, mas o preço necessário para que o emissor consiga captar dinheiro em um ambiente no qual sua percepção de risco aumentou.

O que a Operação Miragem investiga

Em 23 de junho de 2026, a Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem para investigar suspeitas de fraudes no Sistema Financeiro Nacional relacionadas ao Banco Digimais. Mais de 50 agentes cumpriram nove mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal em São Paulo.

A investigação apura suspeitas de manipulação de demonstrativos contábeis e registros enviados aos órgãos reguladores. Segundo as informações divulgadas sobre a operação, o objetivo das supostas práticas seria melhorar artificialmente a aparência de solvência da instituição e permitir a realização de operações que poderiam ser incompatíveis com as regras do sistema financeiro.

A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 670,3 milhões em bens dos investigados. Esse bloqueio não deve ser interpretado automaticamente como uma retirada de R$ 670,3 milhões do caixa do banco, pois a medida pode atingir bens e ativos de diferentes pessoas e empresas investigadas.

Os fatos ainda estão sendo apurados e não representam uma condenação definitiva da instituição ou de seus administradores. Entretanto, uma investigação dessa dimensão aumenta o risco reputacional, dificulta novas captações e pode comprometer negociações societárias que dependam da confiança de compradores e reguladores.

Os números que acenderam o alerta

As demonstrações financeiras referentes ao encerramento de 2025 mostram que o Banco Digimais possuía aproximadamente R$ 10,06 bilhões em ativos e R$ 9,28 bilhões em passivos. O patrimônio líquido contábil informado era de R$ 787,3 milhões.

Os depósitos a prazo totalizavam R$ 9,13 bilhões. Desse montante, aproximadamente R$ 6,89 bilhões estavam em CDBs pós-fixados e R$ 1,65 bilhão em CDBs prefixados, resultando em cerca de R$ 8,54 bilhões captados por meio desses certificados.

A relação entre o volume de CDBs e o patrimônio do banco mostra por que a confiança dos investidores é essencial. Se uma instituição depende intensamente da renovação dos depósitos, uma redução abrupta das novas captações pode pressionar seu caixa, mesmo quando parte dos títulos ainda possui vencimentos longos.

Ressalvas sobre mais de R$ 3 bilhões em fundos

O relatório da auditoria independente sobre as demonstrações de 2025 apresentou opinião com ressalvas. O banco possuía aproximadamente R$ 4,23 bilhões investidos em cotas de fundos, mas os auditores encontraram limitações na avaliação de cerca de R$ 3,10 bilhões desse total.

As limitações envolviam fundos sem demonstrações financeiras auditadas recentes, fundos cujos próprios relatórios continham modificações de opinião e investimentos para os quais não foi possível realizar procedimentos alternativos suficientes. Isso significa que a auditoria não conseguiu confirmar integralmente se os valores registrados no balanço refletiam o valor recuperável dos ativos.

A Moody’s Local destacou que os títulos e valores mobiliários, compostos majoritariamente por fundos, representavam cerca de 42% dos ativos do banco e aproximadamente 5,4 vezes o seu patrimônio líquido. Como uma parcela relevante desses fundos apresenta incerteza de avaliação, eventuais ajustes podem produzir efeitos expressivos sobre o capital da instituição.

A operação envolvendo o FIDC Hermon

Outro ponto levantado pelos auditores foi a venda de cotas do FIDC Hermon para a B.A. Empreendimentos e Participações, identificada como parte relacionada ao banco. A operação foi realizada por R$ 741,3 milhões e gerou um efeito positivo de aproximadamente R$ 126 milhões por meio da reversão de uma provisão para impairment.

Os auditores afirmaram que não conseguiram obter evidências suficientes para concluir sobre a classificação, a mensuração e os efeitos contábeis da transação. Também observaram que as condições poderiam não refletir uma operação usual de mercado, especialmente por causa da remuneração prevista e da dependência do pagamento por uma parte relacionada.

O efeito positivo de R$ 126 milhões é relevante quando comparado ao lucro líquido de R$ 31,3 milhões apresentado pelo banco em 2025. Isso não permite afirmar isoladamente que o lucro seja incorreto, mas mostra que uma operação questionada pela auditoria teve peso material sobre o resultado anual.

Lucro anual, prejuízo no semestre e deterioração em 2026

O Banco Digimais encerrou 2025 com lucro líquido de aproximadamente R$ 31,3 milhões. Entretanto, o resultado perdeu força ao longo do ano, e a instituição apresentou prejuízo de cerca de R$ 10,8 milhões somente no segundo semestre.

Dados do Banco Central divulgados pelo NeoFeed indicaram prejuízo líquido de aproximadamente R$ 108,7 milhões no primeiro trimestre de 2026. O movimento sugere que o enfraquecimento observado no segundo semestre de 2025 continuou no início do ano seguinte.

O banco também enfrentava um custo elevado para manter sua estrutura de captação. As despesas relacionadas à captação somaram aproximadamente R$ 1,27 bilhão durante 2025, reduzindo a margem disponível para absorver perdas de crédito, despesas operacionais e eventuais ajustes nos fundos de investimento.

Capital regulatório próximo dos limites

Em dezembro de 2025, o Banco Digimais informou Índice de Basileia de 12,08% e índice de Capital Nível 1 de 7,98%. A administração também informou que, considerando um aumento de capital de R$ 250 milhões posteriormente homologado pelo Banco Central, os indicadores chegariam a 13,49% e 9,38%, respectivamente.

A auditoria destacou que o Índice de Basileia estava próximo do limite mínimo regulatório. Também alertou que possíveis ajustes relacionados aos fundos e às demais ressalvas poderiam afetar de maneira relevante o patrimônio e, consequentemente, os indicadores de capital.

A Moody’s Local observou que o banco precisou receber aproximadamente R$ 725 milhões em aportes ao longo de três anos. A necessidade recorrente de capitalização indica que o controlador vinha sendo importante para manter os índices regulatórios e absorver perdas da operação.

O forte rebaixamento dos ratings

Em maio de 2026, a Moody’s Local rebaixou os ratings de emissor e de depósitos de longo prazo do Banco Digimais de B+.br para CCC+.br. A agência também reduziu o rating de curto prazo e, posteriormente, retirou as classificações por razões comerciais, deixando de monitorar publicamente o emissor.

A nota CCC+.br representa um nível de risco elevado e indica vulnerabilidade significativa ao cumprimento das obrigações financeiras. Entre os motivos apresentados estavam a incerteza sobre a qualidade dos fundos, a fragilidade do capital regulatório, a baixa previsibilidade dos resultados e o aumento dos ativos problemáticos.

Em 22 de junho, um dia antes da Operação Miragem, a Fitch rebaixou o rating nacional de longo prazo do banco para CCC(bra) e também retirou suas classificações. A retirada dos ratings reduz a quantidade de informações independentes disponíveis para que o investidor acompanhe a evolução do risco da instituição.

Por que existem CDBs pagando até 135% do CDI

As demonstrações de 2025 informavam que a taxa média oferecida aos investidores por meio das plataformas era de aproximadamente 111,86% do CDI. O custo total para o banco, incluindo despesas das plataformas, correspondia em média a 115,70% do CDI.

Após o aumento das incertezas, levantamentos realizados por veículos de imprensa encontraram CDBs do Digimais sendo oferecidos com retornos de até 135% do CDI. Também foram identificados títulos prefixados pagando aproximadamente 17,8% ao ano.

Grande parte dessas ofertas estava no mercado secundário, e não em novas emissões realizadas pelo banco. Nesse mercado, um investidor que já possui o CDB aceita vender o título antes do vencimento, normalmente por um preço inferior ao valor que receberia se permanecesse até a data final.

Quanto maior o desconto exigido pelo vendedor, maior será a rentabilidade oferecida ao novo comprador. Portanto, a taxa de 135% do CDI pode indicar que outros investidores estão dispostos a aceitar uma perda imediata para transferir o risco e recuperar parte do dinheiro antes do vencimento.

A diferença entre mercado primário e mercado secundário

Em uma emissão primária, o dinheiro do investidor é transferido para o banco, aumentando diretamente os recursos disponíveis para a instituição. No mercado secundário, o dinheiro normalmente é transferido para o antigo detentor do CDB, sem representar uma nova entrada de recursos no caixa do emissor.

Apesar dessa diferença, o risco final continua sendo do Banco Digimais. O investidor que comprar o CDB no mercado secundário passa a ter um crédito contra o mesmo emissor e dependerá da capacidade do banco de honrar a obrigação ou, em um cenário de liquidação, do enquadramento do título nas regras do FGC.

A liquidez também não é garantida. Caso o comprador deseje vender novamente antes do vencimento, poderá não encontrar interessados ou receber ofertas com descontos ainda maiores.

O FGC protege o investidor?

Os CDBs estão entre os produtos cobertos pela garantia ordinária do Fundo Garantidor de Créditos. O limite é de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, considerando o total mantido em uma mesma instituição ou em instituições pertencentes ao mesmo conglomerado financeiro.

Existe ainda um teto global de R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ para garantias recebidas em um período de quatro anos. A contagem começa na data em que ocorre uma intervenção ou liquidação de instituição na qual o investidor possua crédito coberto.

O limite de R$ 250 mil considera o saldo do investimento, incluindo os rendimentos acumulados até a data da decretação do regime especial. Portanto, aplicar exatamente R$ 250 mil pode fazer com que parte dos juros futuros ultrapasse o limite máximo da garantia.

Para reduzir esse risco, o investidor precisa considerar o valor projetado do CDB na data de vencimento ou em um possível evento de liquidação. Também deve somar todos os produtos cobertos emitidos pelo mesmo banco, ainda que tenham sido comprados por plataformas diferentes.

O que o FGC não resolve

A existência da garantia não transforma o CDB em um título sem risco. O pagamento do FGC depende de o Banco Central decretar intervenção ou liquidação e de o liquidante enviar uma lista correta de credores e respectivos valores.

Durante esse processo, o investidor pode permanecer temporariamente sem acesso ao dinheiro. Essa indisponibilidade pode causar problemas para quem utilizou a reserva de emergência ou recursos necessários para despesas de curto prazo.

Valores acima do limite de cobertura não são automaticamente reembolsados pelo FGC. O investidor passa a disputar o recebimento do excedente no processo de liquidação, sem garantia de prazo ou de recuperação integral.

A garantia também consome parte do limite global de R$ 1 milhão por quatro anos. Um investidor que concentre recursos em vários bancos de maior risco pode descobrir que, após diferentes liquidações, sua proteção total ficou limitada.

O que pode acontecer com o Banco Digimais

1. Conclusão da venda para o BTG Pactual

Em abril de 2026, o BTG Pactual anunciou um acordo para adquirir o controle do Banco Digimais. A conclusão foi condicionada à realização de um processo competitivo, à ausência de uma proposta superior e às aprovações do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

A Moody’s informou que o processo também poderia envolver regras de suporte financeiro definidas pelo FGC. Uma aquisição concluída poderia permitir reforço de capital, revisão dos ativos e uma reorganização da operação, mas a estrutura final da transação permanece em [Inserir Dado].

O estágio atualizado das aprovações regulatórias em 20 de julho de 2026 é [Inserir Dado]. A Operação Miragem pode aumentar o tempo necessário para a diligência e levar o potencial comprador a reavaliar o preço, as garantias e os passivos que estaria disposto a assumir.

2. Nova capitalização pelos controladores

Os controladores podem realizar novos aportes para recompor o capital regulatório e preservar a continuidade da operação. Essa alternativa exigiria recursos suficientes para cobrir perdas, absorver eventuais ajustes contábeis e manter a liquidez durante o processo de reestruturação.

O histórico de aportes mostra que essa solução já foi utilizada anteriormente. Entretanto, a capacidade e a disposição dos acionistas para realizar novas capitalizações dependem do tamanho final das perdas e das exigências estabelecidas pelo Banco Central.

3. Reestruturação supervisionada pelo Banco Central

O Banco Central pode exigir aumento de capital, transferência do controle, reorganização da sociedade ou adoção de medidas específicas de recuperação. Também pode determinar restrições operacionais e acompanhar mais diretamente a gestão de ativos, passivos e liquidez.

Dependendo da gravidade, o regulador pode adotar um Regime de Administração Especial Temporária, conhecido como RAET. Nesse regime, os administradores são substituídos e um conselho diretor indicado pelo Banco Central assume a condução da instituição com o objetivo de reorganizá-la.

4. Intervenção ou liquidação extrajudicial

Se o Banco Central identificar grave comprometimento patrimonial, incapacidade de honrar obrigações ou inviabilidade da recuperação, poderá decretar intervenção ou liquidação extrajudicial. A decretação de um desses regimes é o evento que normalmente aciona a garantia ordinária do FGC.

Nesse cenário, os CDBs cobertos são antecipados para a data do regime especial e o investidor recebe até os limites previstos no regulamento. Valores excedentes permanecem sujeitos ao processo de liquidação e podem sofrer perdas relevantes.

5. Continuidade da investigação independentemente da venda

A aquisição do banco por outra instituição não encerraria automaticamente a investigação sobre atos praticados anteriormente. Responsabilidades criminais, civis, administrativas e contábeis podem continuar sendo apuradas mesmo após uma mudança de controle.

Também pode haver necessidade de reapresentação de demonstrações financeiras ou reconhecimento de novas provisões. A dimensão de eventuais ajustes dependerá das conclusões da investigação, dos auditores e do Banco Central.

O que fazer se você já possui um CDB do Banco Digi+

O primeiro passo é confirmar que o emissor registrado no título é o Banco Digimais, independentemente da corretora ou do banco utilizado para realizar a compra. A instituição distribuidora não assume automaticamente a dívida do emissor apenas porque o CDB aparece dentro de seu aplicativo.

Depois, o investidor deve calcular a exposição total ao banco, somando todos os CDBs e demais produtos cobertos, acrescidos dos rendimentos acumulados. Essa soma deve permanecer abaixo do limite do FGC com uma margem de segurança.

Também é importante verificar a data de vencimento, a existência de liquidez contratual e as condições oferecidas pelo mercado secundário. Uma venda antecipada pode gerar perda expressiva, por isso a decisão deve comparar o desconto imediato com o risco de permanecer exposto até o vencimento.

  • Confirme o emissor e o CNPJ registrado no investimento.
  • Some principal e rendimentos de todos os títulos do mesmo conglomerado.
  • Não considere a corretora como garantidora do CDB.
  • Guarde notas de negociação, extratos e comprovantes de custódia.
  • Evite utilizar títulos de risco elevado como reserva de emergência.
  • Não venda sem solicitar e avaliar a cotação efetiva do mercado secundário.

Vale a pena comprar um CDB do Digi+ a 135% do CDI?

A taxa de 135% do CDI é significativamente superior à oferecida por emissores considerados mais sólidos, mas o retorno adicional existe porque o risco também é maior. O investidor está sendo remunerado para aceitar incerteza contábil, ratings muito baixos, possível falta de liquidez e um processo societário ainda não concluído.

Mesmo dentro do limite do FGC, é necessário considerar o custo de oportunidade de manter o dinheiro indisponível durante um eventual processo de liquidação. Também existe o risco de uma venda antecipada exigir desconto elevado caso a situação se deteriore antes do vencimento.

Para investidores conservadores, a busca por alguns pontos adicionais do CDI dificilmente compensa a quantidade atual de variáveis não resolvidas. Para investidores que compreendem o risco, possuem patrimônio diversificado e aceitam a possibilidade de depender do FGC, a exposição ainda deveria representar uma parcela limitada do capital.

A visão da Case de Valor

O problema central do Banco Digi+ não é apenas a existência de uma investigação policial. O conjunto formado por ressalvas sobre mais de R$ 3 bilhões em fundos, capital regulatório pressionado, resultados instáveis, dependência de aportes, rebaixamentos de rating e incerteza sobre a venda reduz a visibilidade necessária para avaliar corretamente o risco.

A possível aquisição pelo BTG Pactual representa um caminho de recuperação, mas não deve ser tratada como concluída antes das aprovações regulatórias e da definição das condições financeiras. Comprar um CDB apenas porque existe um potencial comprador para o banco equivale a assumir que uma operação societária complexa ocorrerá exatamente como esperado.

A proteção do FGC é importante e reduz o risco de perda para valores enquadrados no regulamento. Entretanto, o Fundo deve funcionar como uma última camada de proteção, e não como justificativa para concentrar recursos em emissores de risco elevado.

A oportunidade real não está necessariamente no título que oferece o maior percentual do CDI. Em renda fixa, preservar capital, manter liquidez e compreender quem está do outro lado da operação costuma ser mais importante do que capturar os últimos pontos de rentabilidade.

Quando um CDB precisa pagar 135% do CDI para encontrar comprador, a taxa não está oferecendo dinheiro fácil: está revelando o tamanho da desconfiança.

Disclaimer: Este conteúdo possui caráter exclusivamente informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento, compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Cada investidor deve avaliar sua situação financeira, seus objetivos, sua tolerância ao risco e, quando necessário, buscar orientação profissional independente.

Fontes consultadas

#Banco Digi+#Banco Digimais#CDB#FGC#renda fixa#risco de crédito#Operação Miragem#mercado secundário#BTG Pactual

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