echamento de Mercado: Ibovespa cai 1,16% no pós-Copom; petróleo dispara e dólar recua a R$ 5,10
Bolsa fecha aos 175,7 mil pontos com pressão de bancos e Vale; Brent sobe mais de 4% com novas tensões no Estreito de Ormuz, enquanto Wall Street recua antes do payroll.

O Ibovespa encerrou esta quinta-feira, 6 de agosto de 2026, em queda de 1,16%, aos 175.657 pontos. O mercado brasileiro teve uma sessão negativa no primeiro pregão após o Comitê de Política Monetária reduzir a Selic em 25 pontos-base, de 14,25% para 14,00% ao ano, com investidores recalibrando a velocidade e a extensão do ciclo de flexibilização monetária.
A pressão concentrou-se principalmente nas ações de bancos, após o balanço do Bradesco levantar preocupações com a qualidade do crédito, e na Vale, que não conseguiu acompanhar a valorização do minério de ferro na China. A alta superior a 4% do petróleo ofereceu sustentação à Petrobras, mas não foi suficiente para compensar a fraqueza dos demais pesos-pesados do índice.
No câmbio, o dólar à vista caiu 0,41%, para R$ 5,1073, mesmo com a valorização da moeda norte-americana no exterior. O real foi favorecido pela forte alta do petróleo, que melhora a percepção sobre os termos de troca brasileiros, e pela manutenção de um diferencial de juros ainda elevado, apesar do novo corte da Selic.
Destaque do dia
O principal catalisador doméstico foi a reação à decisão do Copom. O corte de 25 pontos-base já estava amplamente precificado, mas o comunicado ofereceu menos indicações sobre os próximos passos do que parte dos investidores esperava. A autoridade monetária reconheceu a desaceleração da atividade e as surpresas mais favoráveis na inflação, mas preservou uma abordagem dependente dos dados.
Essa combinação manteve aberta a possibilidade de um novo corte em setembro, mas não produziu um movimento uniforme de fechamento da curva de juros. A curva a termo passou a incorporar pouco mais de 60% de probabilidade de outra redução de 25 pontos-base, enquanto a alta dos rendimentos dos Treasuries limitou o alívio nos vencimentos mais longos.
A sessão também foi marcada pela pressão das ações financeiras. O Bradesco apresentou crescimento do lucro e expansão das receitas, mas o aumento da inadimplência e a redução do índice de cobertura levaram os investidores a exigir um prêmio maior para carregar o papel. Como os bancos possuem participação relevante no Ibovespa, o movimento teve impacto direto sobre o índice.
No exterior, o tom foi moderadamente risk-off. Os índices norte-americanos recuaram antes do relatório oficial de empregos, enquanto os rendimentos dos Treasuries subiram e o petróleo disparou com novas restrições discutidas para a navegação pelo Estreito de Ormuz. O choque no petróleo aumentou simultaneamente o risco geopolítico e as preocupações inflacionárias.
O Copom abriu espaço para novos cortes, mas o exterior mostrou que a trajetória da Selic continuará condicionada aos juros globais e aos riscos inflacionários.
Cenário macro e política
Panorama internacional
Em Nova York, o Dow Jones recuou 0,69%, aos 53.974,74 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 0,20%, para 7.708,09 pontos. O Nasdaq terminou próximo da estabilidade, com baixa de 0,03%, aos 26.355,07 pontos. A cautela antes do payroll e a reação negativa a balanços de empresas de tecnologia limitaram o apetite ao risco.
Os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos Estados Unidos somaram 199 mil, abaixo da projeção de aproximadamente 203 mil. A leitura reforçou a percepção de que o mercado de trabalho continua relativamente firme e contribuiu para a alta dos rendimentos dos Treasuries, uma vez que dados mais resilientes reduzem a urgência para uma política monetária mais dovish.
O rendimento do Treasury de dez anos avançou aproximadamente 5 pontos-base, para 4,67% ao ano. A alta dos yields pressionou ativos de maior duration, especialmente empresas de tecnologia, e também dificultou um fechamento mais intenso das curvas de juros em mercados emergentes.
O índice DXY subiu 0,31%, para aproximadamente 99,97 pontos. A valorização global do dólar ocorreu com investidores reduzindo posições de risco antes do payroll e avaliando a possibilidade de que o Federal Reserve mantenha uma postura hawkish caso a inflação ou o mercado de trabalho voltem a surpreender para cima.
Na Europa, o Stoxx 600 avançou 0,16%, aos 658,19 pontos, renovando seu recorde nominal. A expectativa de um entendimento para reabrir o Estreito de Ormuz ajudou parte dos mercados europeus, embora a alta do petróleo e os resultados corporativos mistos tenham limitado os ganhos.
Na Ásia, o ambiente foi predominantemente negativo. O Kospi, da Coreia do Sul, caiu 4,58%, pressionado pelas quedas de 10,4% da SK Hynix e de 6,3% da Samsung Electronics. A correção das fabricantes de semicondutores refletiu realização de lucros e maior aversão a ativos de tecnologia.
Cenário doméstico e política
No Brasil, o Copom reduziu a Selic de 14,25% para 14,00% ao ano, conforme esperado. O comunicado reconheceu uma atividade econômica mais moderada e indicadores de inflação com comportamento mais favorável, mas evitou antecipar o tamanho ou a frequência dos próximos movimentos.
A curva a termo passou a precificar pouco mais de 60% de probabilidade de um novo corte de 25 pontos-base em setembro. Entretanto, a pressão sobre os Treasuries e a possibilidade de juros mais altos nas economias desenvolvidas limitaram o movimento dos DIs de prazo mais longo, uma vez que países emergentes dificilmente conseguem conduzir ciclos agressivos de flexibilização quando as condições financeiras globais estão se tornando mais restritivas.
As taxas finais dos principais contratos de juros futuros ainda não estavam consolidadas no fechamento desta edição. DI janeiro de 2027: [Inserir Dado]. DI janeiro de 2029: [Inserir Dado]. DI janeiro de 2031: [Inserir Dado].
Não houve um indicador doméstico com força suficiente para alterar isoladamente a direção dos ativos. A pauta fiscal permaneceu no radar, mas o pregão foi guiado principalmente pela interpretação do comunicado do Copom, pelos balanços corporativos e pelo movimento dos juros internacionais.
Os dados consolidados de fluxo estrangeiro na B3 ainda não estavam disponíveis no corte desta publicação. Fluxo estrangeiro do pregão: [Inserir Dado].
Mercados em números
| Ativo | Fechamento | Variação |
|---|---|---|
| Ibovespa | 175.657 pontos | -1,16% |
| S&P 500 | 7.708,09 pontos | -0,20% |
| Nasdaq | 26.355,07 pontos | -0,03% |
| Dólar à vista | R$ 5,1073 | -0,41% |
| Euro | R$ 5,88 | -0,48 |
| DXY | 99,97 pontos | +0,31% |
| Brent | US$ 82,72 | +4,12% |
| WTI | US$ 77,78 | +3,39% |
| Ouro | US$ 4.299,60 | -0,13% |
O fechamento mostrou uma divergência entre o mercado cambial e a bolsa brasileira. O Ibovespa caiu mais de 1%, mas o real se valorizou, indicando que o movimento não representou uma saída generalizada de recursos do país. A pressão esteve mais concentrada na renda variável e na recalibragem das expectativas para os juros.
A alta do petróleo foi o movimento mais expressivo entre os ativos globais. O avanço favoreceu empresas produtoras e moedas de países exportadores, mas também aumentou a preocupação com os efeitos da energia sobre a inflação e sobre as decisões dos principais bancos centrais.
Em Wall Street, as variações relativamente moderadas dos índices esconderam uma sessão de maior seletividade. Empresas com balanços ou projeções abaixo das expectativas foram penalizadas, enquanto os investidores reduziram posições antes do payroll de julho.
Commodities, câmbio e ouro
Petróleo
O petróleo Brent avançou 4,12%, para US$ 82,72 por barril, enquanto o WTI subiu 3,39%, para US$ 77,78. A valorização ocorreu após novas informações sobre as condições para a reabertura do Estreito de Ormuz e ataques atribuídos aos houthis contra posições da Arábia Saudita.
Entre as condições discutidas para a hidrovia estava a possibilidade de restringir a passagem de embarcações dos Estados Unidos, de Israel e de países considerados hostis pelo Irã. Também circulou a informação de que navios que descumprissem as regras poderiam sofrer multas proporcionais ao valor da carga transportada.
Como uma parcela relevante do petróleo comercializado globalmente atravessa o Estreito de Ormuz, qualquer limitação à navegação aumenta o risco de interrupções na oferta e eleva o prêmio geopolítico incorporado aos contratos. O mercado reagiu mesmo diante da possibilidade de um acordo, porque os termos divulgados não eliminariam completamente os riscos logísticos.
A política de produção da Opep+ permaneceu como pano de fundo, mas não foi o principal catalisador da sessão. Também não houve um novo dado de estoques norte-americanos capaz de superar o impacto das notícias geopolíticas. A demanda chinesa continuou relevante para as projeções de médio prazo, mas teve influência secundária no movimento desta quinta-feira.
Minério de ferro
O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de Dalian avançou 2,57%, para 719 yuans por tonelada, equivalente a aproximadamente US$ 106,54. Em Singapura, o contrato de setembro subiu cerca de 2,15%, para US$ 96,45 por tonelada.
O movimento ganhou força após informações de que o China Mineral Resources Group orientou algumas siderúrgicas chinesas a suspenderem negociações com a Rio Tinto para carregamentos de setembro. A medida foi interpretada como uma tentativa de aumentar o poder de negociação dos compradores chineses.
Também contribuíram as expectativas de novas medidas de Pequim para apoiar o setor imobiliário. Como a construção civil é uma das maiores consumidoras de aço do país, estímulos mais efetivos podem melhorar a demanda por minério e reduzir parte da pressão provocada pelos estoques elevados e pela fragilidade do mercado de imóveis.
Apesar da valorização da commodity, a Vale permaneceu no campo negativo durante a maior parte da sessão. A alta do minério não foi suficiente para compensar a pressão do mercado doméstico, a queda do Ibovespa e o comportamento mais defensivo dos investidores. CSN Mineração, CSN e Usiminas também continuaram sensíveis à combinação entre preços internacionais e perspectivas para a demanda chinesa.
Estoques portuários atualizados na China: [Inserir Dado].
Dólar e ouro
O dólar à vista caiu 0,41%, para R$ 5,1073, contrariando o avanço do DXY no exterior. O real foi beneficiado pela disparada do petróleo, uma vez que preços mais altos da commodity tendem a melhorar os termos de troca de países exportadores e a favorecer ações e fluxos ligados ao setor energético.
O diferencial de juros continuou oferecendo suporte à moeda brasileira. Mesmo após a redução da Selic para 14%, o nível dos juros domésticos permanece elevado em comparação com outras economias, preservando parte da atratividade das operações de carry trade.
O ouro para dezembro caiu 0,13%, para US$ 4.299,60 por onça-troy. A valorização do dólar e a alta dos rendimentos dos Treasuries aumentaram o custo de oportunidade de manter um ativo que não paga juros, limitando a procura pelo metal.
A possibilidade de um acordo envolvendo a navegação pelo Estreito de Ormuz também reduziu parcialmente a demanda defensiva. Entretanto, a queda foi limitada porque as condições discutidas para a reabertura da hidrovia mantiveram os riscos geopolíticos elevados.
Renda variável e destaques corporativos
O ranking definitivo das três maiores altas e baixas do Ibovespa não estava consolidado de maneira uniforme nas fontes disponíveis no fechamento editorial. Os campos pendentes foram preservados para evitar a publicação de números intradiários como se fossem dados finais.
Maiores altas do Ibovespa
BRKM5 — +2,73%
Fechamento: R$ 6,03
As ações da Braskem lideraram os ganhos após o governo prorrogar por mais cinco anos o direito antidumping de 21,6% aplicado às importações brasileiras de resina de PVC-S originárias da China. A medida reduz a pressão competitiva dos produtos importados sobre o mercado doméstico e melhora a percepção sobre a capacidade da companhia de sustentar preços e margens na operação brasileira.
CEAB3 — +1,39%
Fechamento: R$ 9,47
A C&A apresentou uma recuperação após a reação negativa registrada no pregão anterior. A companhia divulgou lucro líquido ajustado de R$ 130,1 milhões no segundo trimestre, crescimento anual de 4,3% e recorde para o período. Apesar de receita e lucro por ação abaixo de algumas projeções, a melhora da margem bruta e a expansão do resultado ajudaram a atrair compras após a correção recente.
UGPA3 — +1,08%
Fechamento: R$ 32,76
Não foi identificado um fato relevante corporativo específico para a Ultrapar durante o pregão. A ação avançou em uma sessão de forte valorização do petróleo e maior procura por empresas ligadas à cadeia de combustíveis e energia, movimento que ofereceu sustentação aos papéis mesmo diante da queda do Ibovespa.
Maiores baixas do Ibovespa
SMFT3 — -7,67%
Fechamento: R$ 18,41
A Smart Fit liderou as perdas após o resultado do segundo trimestre decepcionar parte do mercado. Embora a receita e o Ebitda tenham apresentado crescimento, o lucro recorrente ficou abaixo de algumas projeções, pressionado por despesas financeiras mais elevadas. O aumento da dívida líquida e a geração de caixa inferior ao esperado também levaram investidores a revisar suas premissas para a companhia.
VAMO3 — -5,72%
Fechamento: R$ 3,13
Não foi identificado um novo fato relevante corporativo capaz de explicar isoladamente a queda da Vamos. O movimento ocorreu em meio à redução de exposição a empresas cíclicas e sensíveis aos juros, após o Copom adotar uma comunicação cautelosa sobre a continuidade do ciclo de cortes da Selic. A alavancagem e a exposição da companhia ao mercado de veículos pesados ampliam sua sensibilidade às condições de crédito.
BBAS3 — -3,99%
Fechamento: R$ 20,21
O Banco do Brasil acompanhou a pressão sobre o setor financeiro após o balanço do Bradesco aumentar a preocupação dos investidores com a qualidade do crédito. A alta da inadimplência e das provisões no banco privado provocou uma leitura mais cautelosa sobre o ciclo de crédito brasileiro, afetando também outros papéis do setor. No caso do Banco do Brasil, o mercado permanece atento à exposição ao agronegócio e à evolução do custo de risco.
Corporativo e balanços
O Bradesco apresentou lucro líquido recorrente de R$ 7,05 bilhões no segundo trimestre, crescimento anual de 16% e o décimo trimestre consecutivo de expansão do resultado recorrente. A carteira de crédito aumentou 11,6%, para R$ 1,137 trilhão, e a margem financeira avançou 15,7%, para R$ 20,9 bilhões.
Apesar do crescimento do lucro, as ações foram pressionadas pela deterioração de alguns indicadores de crédito. A inadimplência acima de 90 dias subiu para 4,3%, o índice de cobertura caiu para 152% e as despesas com provisões avançaram mais de 22%. A reação mostra que, para os investidores, a qualidade do balanço foi mais importante do que o crescimento nominal do resultado.
A Smart Fit registrou receita líquida de R$ 2,18 bilhões, alta anual de 22%, e Ebitda ajustado pré-IFRS 16 de R$ 712 milhões, crescimento de 24%. O lucro líquido recorrente chegou a R$ 204 milhões, avanço de 8%, mas ficou pressionado por despesas financeiras mais elevadas. A dívida líquida aumentou para R$ 4,6 bilhões, adicionando preocupação sobre a geração de caixa.
A Axia Energia divulgou Ebitda recorrente ajustado de R$ 6,4 bilhões, crescimento anual de 10,6%, com expansão da margem de 58,8% para 64,2%. A companhia também anunciou mais R$ 3,7 bilhões em resgates de ações AXIA7, reforçando a tese de retorno de capital aos acionistas.
O desempenho operacional da Axia foi favorecido pelos melhores preços de energia, pela melhora do GSF e pelos ganhos de modulação. O lucro líquido ajustado de R$ 1,68 bilhão ficou abaixo de algumas projeções, mas o anúncio de distribuição de capital compensou parte dessa diferença.
A Petrobras tinha divulgação do resultado do segundo trimestre prevista para depois do fechamento. Como os números ainda não estavam disponíveis no corte desta edição, lucro líquido, Ebitda, fluxo de caixa, dívida, dividendos e produção devem ser atualizados: [Inserir Dado].
O que monitorar amanhã
Na sexta-feira, o principal indicador internacional será o payroll de julho dos Estados Unidos. O mercado acompanhará a criação de empregos, a taxa de desemprego, a revisão dos meses anteriores e o crescimento dos salários. Um relatório mais forte pode elevar os yields dos Treasuries e reforçar a perspectiva de juros norte-americanos mais altos, enquanto números fracos podem favorecer ativos de maior duration e moedas emergentes.
No Brasil, os investidores continuarão avaliando o comunicado do Copom e a precificação de um novo corte da Selic em setembro. A reação dos DIs dependerá tanto dos próximos indicadores de inflação e atividade quanto do comportamento das curvas de juros internacionais.
A Petrobras realizará a apresentação dos resultados do segundo trimestre, com atenção para dividendos, investimentos, produção, preços realizados, endividamento e geração de caixa. O balanço deverá influenciar diretamente o Ibovespa, devido ao peso das ações da estatal no índice.
Também estarão no radar as repercussões dos resultados divulgados por Hypera, Assaí, Energisa e Fleury, além das respectivas teleconferências. O mercado buscará sinais sobre margens, demanda, endividamento, guidance e alocação de capital.
No cenário geopolítico, permanecerão em foco as negociações envolvendo Estados Unidos, Irã e Omã sobre o Estreito de Ormuz. Uma flexibilização efetiva das restrições pode retirar parte do prêmio do petróleo, enquanto novos ataques ou obstáculos à navegação podem sustentar a commodity acima de US$ 80.
A visão da Case de Valor
A queda desta quinta-feira não representa, isoladamente, uma mudança na tendência de médio prazo do mercado brasileiro. O movimento refletiu uma combinação de realização após níveis elevados do índice, interpretação cautelosa do Copom, pressão sobre bancos e aumento dos rendimentos dos Treasuries.
O início de um ciclo de cortes da Selic tende a ser positivo para ativos de risco, mas o impacto não ocorre de maneira linear. Para que a bolsa sustente uma reprecificação mais consistente, o mercado precisa enxergar continuidade da desinflação, estabilidade fiscal, espaço para novos cortes e um ambiente internacional que não pressione excessivamente as curvas locais.
A valorização do petróleo produziu efeitos contraditórios. De um lado, favoreceu Petrobras, empresas do setor e o real. De outro, aumentou o risco de que a energia volte a pressionar a inflação global, o que pode levar bancos centrais desenvolvidos a manterem políticas monetárias mais restritivas.
Os balanços também reforçaram a importância da seletividade. O crescimento do lucro não foi suficiente para sustentar o Bradesco porque os investidores se concentraram na qualidade do crédito. Na Smart Fit, a expansão operacional foi ofuscada pela geração de caixa, pelo endividamento e pelas despesas financeiras.
Para o investidor, o pregão reforça que decisões devem ser baseadas em fundamentos e horizonte de investimento, e não apenas na direção diária do índice. Correções fazem parte de mercados em tendência positiva e podem revelar diferenças importantes entre empresas que apresentam crescimento sustentável e aquelas que dependem de expectativas excessivamente otimistas.
Um corte de juros pode iniciar uma reprecificação. Para sustentá-la, o mercado precisa de inflação, fiscal e resultados apontando na mesma direção.
A disciplina continua sendo o principal instrumento de proteção. Diversificação, controle de exposição e acompanhamento dos fundamentos reduzem a dependência de previsões sobre cada decisão do Banco Central, balanço corporativo ou evento geopolítico.
Este conteúdo possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Dados de mercado podem sofrer ajustes conforme novas divulgações e atualizações das fontes oficiais.
Fontes consultadas
- Money Times — Fechamento e cotação do Ibovespa
- Money Times — Mercado em tempo real, Copom, ações, petróleo, ouro e Europa
- InfoMoney — Fechamento do dólar e mercado de câmbio
- Reuters — Fechamento dos mercados globais, Treasuries, DXY e petróleo
- Reuters — Minério de ferro e negociações da China com a Rio Tinto
- InfoMoney — Resultado do Bradesco e qualidade da carteira de crédito
- InfoMoney — Resultado e reação das ações da Smart Fit
- Money Times — Resultado da Axia e resgate de ações AXIA7
- XP Research — Resultado do segundo trimestre da Brava Energia
- Petrobras RI — Agenda de divulgação e webcast do segundo trimestre
- InfoMoney — Calendário da temporada de resultados do 2T26
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