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Fechamento do Mercado

Fechamento do Mercado: Ibovespa abre outubro em alta de 0,46%; dólar sobe a R$ 5,22

Bolsa recupera perdas e fecha aos 187.197 pontos, com apoio da Petrobras; petróleo mais caro pressiona câmbio e juros na reta final das eleições.

Equipe Case de Valor 01 de outubro de 2026 5 min de leitura
Fechamento do Mercado: Ibovespa abre outubro em alta de 0,46%; dólar sobe a R$ 5,22

O fechamento de mercado de 1 de outubro de 2026 trouxe uma recuperação da Bolsa brasileira ao longo da tarde. O Ibovespa subiu 0,46%, aos 187.197,46 pontos, enquanto o dólar à vista avançou 0,89%, a R$ 5,2202. A valorização simultânea dos dois ativos refletiu uma sessão em que o apoio das commodities às ações conviveu com a procura por proteção no câmbio.

A Petrobras ajudou o índice em um dia de forte valorização do petróleo. A Vale também terminou no positivo, mas os bancos apresentaram resultados diferentes entre si. No exterior, as bolsas americanas conseguiram encerrar com ganhos modestos após oscilações durante a sessão.

O movimento acontece na reta final da campanha eleitoral brasileira, com os investidores ajustando posições antes do primeiro turno. Ao mesmo tempo, o encarecimento da energia mantém a inflação e a trajetória dos juros internacionais no centro das decisões.

O petróleo ajudou a Bolsa, mas também elevou a preocupação com inflação, dólar e juros.

Destaque do dia: Bolsa recupera perdas e começa outubro no azul

O Ibovespa chegou a 184.767,78 pontos na mínima e alcançou 187.436,73 na máxima. Ao final, acrescentou 857 pontos ao fechamento anterior, com volume financeiro de R$ 26,80 bilhões, segundo a cobertura do InfoMoney. O índice acumulou alta de 2,03% na semana e de 16,18% no ano.

A recuperação também apareceu nas empresas de menor capitalização: o Small Caps avançou 0,92%, aos 2.289,20 pontos. Nos fundos imobiliários, o movimento foi discreto: o IFIX ganhou 0,02%, aos 3.755,86 pontos.

Cenário macro e política

Panorama internacional

O mercado continuou atento ao risco de que a energia mais cara prolongue as pressões inflacionárias. Esse ambiente mantém a discussão sobre os próximos passos do Federal Reserve e sobre o custo do financiamento das empresas. As ações ligadas à inteligência artificial deram suporte a Wall Street, que encerrou a sessão com pequenas altas.

O S&P 500 avançou 0,20%, o Dow Jones ganhou 0,04% e o Nasdaq subiu 0,04%, conforme os números de encerramento publicados pelo InfoMoney. O saldo positivo foi limitado, coerente com a cautela diante da combinação de petróleo caro e juros elevados.

Cenário doméstico e política

No Brasil, a proximidade do primeiro turno manteve pesquisas e o debate presidencial no radar. A sensibilidade às notícias políticas tende a aumentar quando os investidores ajustam posições antes de um evento capaz de alterar expectativas sobre a condução econômica.

Na renda fixa, o DI para janeiro de 2031 teve ajuste de 14,035% ao ano, contra 13,945% na sessão anterior: alta de 9 pontos-base. O movimento mostra que a recuperação das ações não veio acompanhada de alívio equivalente nas taxas de juros futuras.

Mercados em números

AtivoFechamentoVariação no dia
Ibovespa187.197,46 pontos+0,46%
Small Caps — SMLL2.289,20 pontos+0,92%
IFIX3.755,86 pontos+0,02%
Dow Jones50.927,33 pontos+0,04%
S&P 5007.666,68 pontos+0,20%
Nasdaq Composite26.871,59 pontos+0,04%
Dólar à vistaR$ 5,2202+0,89%
Euro comercialR$ 5,8692+0,17%
Brent — dezembro/2026US$ 102,31 por barril+4,37%
WTI — novembro/2026US$ 92,87 por barril+2,71%
Ouro — dezembro/2026, ComexUS$ 4.202,30 por onça-troy+0,37%
DI janeiro/2031 — ajuste14,035% ao ano+9 pontos-base

Câmbio e commodities: petróleo concentra as atenções

O dólar à vista oscilou entre R$ 5,1697 e R$ 5,2367. A valorização da moeda americana acompanhou a maior procura por proteção e a pressão sobre moedas emergentes. O euro comercial também terminou em alta frente ao real.

O Brent subiu 4,37% e o WTI avançou 2,71%, em meio às preocupações com a oferta e com o conflito no Oriente Médio. Para a Bolsa brasileira, o petróleo mais caro favorece as expectativas de receita das produtoras, mas pode aumentar custos de transporte e pressionar a inflação.

O ouro para dezembro encerrou em alta de 0,37%, a US$ 4.202,30 por onça-troy, segundo o Estadão Conteúdo publicado pelo LIDE. O metal encontrou suporte no alívio dos rendimentos dos títulos americanos, enquanto investidores aguardavam novos sinais sobre a política monetária.

Ações em destaque no fechamento

Altas entre as principais empresas acompanhadas

EmpresaCódigoFechamentoVariação
Petrobras PNPETR4R$ 49,77+1,32%
Vale ONVALE3R$ 70,30+0,56%
Bradesco PNBBDC4R$ 18,57+0,32%

Quedas entre as principais empresas acompanhadas

EmpresaCódigoFechamentoVariação
Santander unitsSANB11R$ 27,90-2,96%
BTG Pactual unitsBPAC11R$ 63,70-0,62%
Itaú PNITUB4R$ 44,15-0,26%
Banco do Brasil ONBBAS3R$ 23,02-0,22%

Seleção de empresas relevantes para o índice, com preços de encerramento informados pelo Valor. As tabelas não representam o ranking completo de altas e baixas da Bolsa.

Radar corporativo

A Petrobras combinou a valorização do petróleo com a notícia de reajuste do querosene de aviação em outubro. A companhia elevou o preço do combustível nas principais bases, conforme a cobertura da Reuters reproduzida pelo InfoMoney.

Na Azzas 2154, as notícias sobre propostas não vinculantes pela Farm Rio movimentaram as expectativas em torno da venda da marca. O caso ainda depende da evolução das negociações; propostas preliminares não equivalem a um negócio concluído.

Agenda: o que acompanhar amanhã

  • Brasil: produção industrial de agosto, divulgada pelo IBGE, para avaliar o ritmo da atividade.
  • Estados Unidos: relatório de emprego de setembro, o payroll, previsto para 9h30 de Brasília, com atenção à criação de vagas, ao desemprego e aos salários.
  • Eleições: repercussões das pesquisas e do debate presidencial, antes do primeiro turno de domingo, 4 de outubro.

Visão Case de Valor

A leitura do dia pede atenção à composição dos movimentos. A alta da Bolsa teve apoio das commodities, enquanto o câmbio e a curva de juros sinalizaram cautela. Petróleo em valorização pode favorecer produtoras e, simultaneamente, dificultar o ambiente para empresas dependentes de combustível e crédito.

Para acompanhar esse cenário, vale observar como cada negócio transforma preços, custos e despesas financeiras em geração de caixa. A oscilação de uma sessão informa sobre o posicionamento do mercado; a análise dos fundamentos ajuda a entender se os efeitos podem persistir.

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Fontes

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