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Fechamento do Mercado

Fechamento do Mercado: EWZ fica a US$ 43,54; Itaú e Vale caem no feriado

XP sobe 1,18%; JBS, Nubank, Stone e PagBank recuam. ADRs têm sinais diferentes, e petróleo avança com a B3 fechada.

Case de Valor 12 de outubro de 2026 10 min de leitura
Fechamento do Mercado: EWZ fica a US$ 43,54; Itaú e Vale caem no feriado

Com a B3 fechada pelo feriado de Nossa Senhora Aparecida, o mercado brasileiro continuou sendo negociado no exterior nesta segunda-feira, 12 de outubro de 2026. O EWZ, ETF de ações brasileiras listado em Nova York, encerrou a US$ 43,54, estável no dia. Entre os ADRs, Itaú e Vale recuaram, enquanto Petrobras, Ambev e Embraer terminaram em alta. Nas ações listadas diretamente nos EUA, XP subiu 1,18%; JBS, Nubank, Stone e PagBank caíram.

O ADR do Itaú caiu 0,98%, a US$ 10,06, e o da Vale perdeu 0,73%, a US$ 13,52. Petrobras avançou 0,47%, a US$ 25,42, em uma sessão de valorização do petróleo. Os números se referem ao encerramento regular das negociações nos Estados Unidos, às 17h de Brasília, e não às operações realizadas depois desse horário.

Destaque do dia

A estabilidade do EWZ resumiu uma sessão sem movimento uniforme entre as empresas brasileiras acompanhadas, tanto nos ADRs quanto nas ações listadas diretamente. Ambev e Embraer avançaram mais de 1%, enquanto Itaú, Vale e Bradesco ficaram no campo negativo. Petrobras apresentou valorização mais moderada. Esse contraste mostra por que o desempenho de um único recibo não representa, sozinho, o comportamento do conjunto das ações do país.

O feriado doméstico também muda a leitura da sessão. Não houve novo fechamento do Ibovespa, negociação regular das ações na B3 nem atualização dos contratos de juros futuros locais. A informação nova veio dos instrumentos negociados no exterior, em dólares e sob as condições de liquidez do mercado americano.

O último encerramento do Ibovespa continua sendo o de sexta-feira, 9 de outubro: 209.066,90 pontos, com alta de 1,38% naquele pregão. A B3 retoma as negociações na terça-feira, dia 13. O resultado dos ADRs desta segunda integra o conjunto de informações disponível para a reabertura, mas não determina sua direção.

Cenário macro e política

Brasil

A sessão externa ocorreu depois de uma semana marcada pela disputa presidencial e pela renovação de recordes do Ibovespa. O debate sobre propostas econômicas, contas públicas e juros permanece como contexto para os ativos brasileiros. A ausência de pregão local, entretanto, impede atribuir à bolsa brasileira uma variação nesta segunda-feira.

Também não há base para transformar as quedas dos bancos em uma conclusão sobre toda a economia doméstica. Os recibos refletem negociação em dólares, expectativas sobre cada companhia e condições internacionais. Uma sessão com sinais diferentes entre bancos, mineração, petróleo e consumo exige distinguir esses componentes, em vez de atribuir todos os movimentos a um único fator político.

Exterior

Nos Estados Unidos, as bolsas de ações funcionaram durante Columbus Day, enquanto o mercado de Treasuries permaneceu fechado. A agenda da semana concentra a divulgação de resultados de grandes bancos e o índice de preços ao consumidor americano, o CPI. Esse calendário coloca crédito, lucros e inflação no centro das próximas avaliações sobre a economia dos Estados Unidos.

O ambiente internacional também trouxe preocupações com energia. A cobertura do dia registrou ataques contra a Arábia Saudita e novas hostilidades envolvendo instalações energéticas na Ucrânia. Esses acontecimentos acompanharam a alta dos contratos de petróleo e mantiveram a oferta de combustíveis como um dos assuntos relevantes para os mercados.

Mercados em números

Fechamentos regulares de 12/10/2026. As variações comparam o encerramento desta segunda ao de sexta-feira, 09/10. Os preços dos ADRs e do ETF estão em dólares americanos.

AtivoFechamentoVariaçãoUnidade/contrato
EWZ — iShares MSCI Brazil ETFUS$ 43,540,00%Por cota, NYSE Arca
Itaú Unibanco — ITUBUS$ 10,06−0,98%Por ADR, NYSE
Vale — VALEUS$ 13,52−0,73%Por ADR, NYSE
Petrobras — PBRUS$ 25,42+0,47%Por ADR, NYSE
Bradesco — BBDUS$ 4,28−0,47%Por ADR, NYSE
Ambev — ABEVUS$ 3,23+1,25%Por ADR, NYSE
Embraer — EMBJUS$ 71,98+1,15%Por ADR, NYSE
BrentUS$ 106,65+1,84%Por barril, dezembro de 2026, ICE
WTIUS$ 93,74+2,06%Por barril, novembro de 2026, Nymex

A seleção reúne o ETF e seis recibos brasileiros, sem representar um ranking completo de todos os ADRs. O papel PBR é uma das classes de recibos da Petrobras; sua variação não deve ser confundida com a de PBR.A.

Câmbio e commodities

O Brent para dezembro subiu US$ 1,93 e terminou a US$ 106,65 por barril. O WTI para novembro ganhou US$ 1,89, encerrando a US$ 93,74. A cobertura de encerramento associou o movimento à intensificação dos riscos sobre a infraestrutura de energia e às dúvidas sobre a interrupção dos ataques entre Rússia e Ucrânia.

A alta da commodity compôs o contexto da valorização da Petrobras em Nova York. Ainda assim, o avanço de 0,47% do ADR foi inferior ao dos contratos de petróleo, evidenciando que uma ação de petroleira não replica mecanicamente a variação do barril. Custos, câmbio, expectativas empresariais e outros fatores também participam da formação de preço.

O dólar comercial à vista teve seu último fechamento doméstico em R$ 4,986, na sexta-feira, 09/10. Esse valor é uma referência anterior ao feriado. Para os ativos negociados em Nova York, a moeda de cotação é o dólar, o que exige cuidado ao comparar seus retornos com os das ações correspondentes em reais.

Ações em destaque no exterior

Itaú e Bradesco: bancos encerram em queda

O Itaú passou de US$ 10,16 na sexta-feira para US$ 10,06 nesta segunda. O Bradesco terminou a US$ 4,28, ante US$ 4,30, com queda de 0,47%. Ambos encerraram abaixo da sessão anterior, mas com intensidades diferentes. Não foi identificado, na apuração utilizada, um anúncio corporativo novo que permita atribuir esses recuos a uma causa específica de cada banco.

A temporada americana de balanços constitui o próximo compromisso relevante para o setor financeiro internacional. Seus resultados oferecem informações sobre crédito e inadimplência nos Estados Unidos, embora não substituam os dados operacionais dos bancos brasileiros.

Vale e Petrobras: commodities com resultados diferentes

A Vale encerrou a US$ 13,52, abaixo dos US$ 13,62 da sexta-feira. Já a Petrobras terminou a US$ 25,42, acima dos US$ 25,30 anteriores. A diferença reforça que mineração e petróleo possuem dinâmicas próprias, mesmo quando ambas as companhias são agrupadas entre as grandes exportadoras brasileiras.

No caso da Vale, a queda é um fato de mercado confirmado; atribuí-la a uma mudança específica no minério exigiria evidência adicional. Na Petrobras, a alta do petróleo é um contexto observado na mesma sessão, sem permitir quantificar quanto do movimento do ADR veio exclusivamente desse fator.

Ambev e Embraer: avanços acima de 1%

A Ambev subiu 1,25%, a US$ 3,23, enquanto a Embraer avançou 1,15%, a US$ 71,98. Foram as maiores altas entre os seis recibos selecionados nesta matéria. A presença das duas no campo positivo mostra que os ganhos da sessão não ficaram restritos ao petróleo.

Esses percentuais correspondem aos instrumentos negociados nos Estados Unidos. As ações locais das companhias não tiveram variação de pregão nesta segunda, porque a B3 permaneceu fechada.

Ações brasileiras listadas diretamente nos Estados Unidos

A presença de empresas ligadas ao Brasil no mercado americano também inclui ações listadas diretamente, além dos ADRs. XP, JBS, Nu Holdings, StoneCo e PagSeguro Digital integram esse grupo. O vínculo com o Brasil decorre da origem ou das operações dos grupos; a sede jurídica de suas holdings pode estar em outro país. Na tabela abaixo, os preços são por ação, e não por recibo depositário.

Empresa e tickerFechamentoVariaçãoInstrumento e bolsa
XP Inc. — XPUS$ 32,60+1,18%Ação, Nasdaq
JBS N.V. — JBSUS$ 12,86−0,92%Ação, NYSE
Nu Holdings — NUUS$ 16,01−0,68%Ação, NYSE
StoneCo — STNEUS$ 12,28−1,44%Ação, Nasdaq
PagSeguro Digital — PAGSUS$ 11,14−0,18%Ação, NYSE

Valores do encerramento regular de 12/10/2026, comparados ao fechamento de 09/10. A seleção amplia o retrato das empresas ligadas ao Brasil e não pretende abranger todas as companhias desse universo.

XP avança; Nubank, Stone e PagBank recuam

A XP subiu 1,18%, a US$ 32,60, em direção diferente da observada nos ADRs de Itaú e Bradesco. O contraste mostra que o segmento financeiro brasileiro no exterior não teve um comportamento único: plataformas de investimentos, bancos e empresas de pagamentos encerraram o dia com resultados distintos.

A Nu Holdings, controladora do Nubank, caiu 0,68%, a US$ 16,01. A StoneCo recuou 1,44%, a US$ 12,28, enquanto a PagSeguro Digital, do PagBank, terminou a US$ 11,14, com baixa de 0,18%. Entre as cinco ações desta seleção, Stone apresentou a maior queda e XP foi a única a encerrar em alta.

Esses negócios ocorreram normalmente nos Estados Unidos apesar do feriado brasileiro. As cotações incorporam expectativas sobre crédito, pagamentos, consumo e resultados das respectivas empresas, mas a apuração não identificou um anúncio novo que permita atribuir cada variação a um motivo corporativo específico.

JBS encerra em baixa de 0,92%

A JBS N.V. fechou a US$ 12,86, com queda de 0,92%, ante US$ 12,98 na sexta-feira. O instrumento negociado sob o código JBS na NYSE é uma ação da holding; a estrutura de dupla listagem utiliza BDRs no Brasil. Portanto, esse papel não deve ser incluído indiscriminadamente na categoria de ADRs brasileiros.

A companhia acrescenta o setor de alimentos ao panorama do dia. Seu desempenho foi diferente do da Ambev, cujo ADR avançou 1,25%. A comparação registra direções distintas entre os papéis, sem pressupor que empresas de segmentos e operações diferentes devam reagir da mesma maneira.

Por que o EWZ não equivale ao Ibovespa em dólares

O EWZ busca acompanhar o MSCI Brazil 25/50, conforme a documentação da iShares. Seu índice de referência é diferente do Ibovespa, com critérios e pesos próprios. Por isso, classificá-lo simplesmente como uma reprodução do Ibovespa em dólares elimina diferenças importantes entre as duas carteiras.

Além da composição, a comparação envolve câmbio, horários e a própria negociação das cotas. Em um feriado brasileiro, o ETF continua sendo precificado no exterior enquanto as ações locais não têm negócios na B3. Seu fechamento registra a avaliação do instrumento naquele mercado, sem corresponder a um fechamento hipotético da bolsa brasileira.

Agenda do próximo pregão

  • Terça-feira, 13/10: retomada das negociações na B3 depois do feriado nacional.
  • Terça-feira, por volta das 8h de Brasília: divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2026 do JPMorganChase; apresentação às 9h30.
  • Quarta-feira, 14/10, às 9h30 de Brasília: CPI dos Estados Unidos, referente a setembro de 2026.

O retorno do mercado local reunirá as informações acumuladas durante o feriado e os acontecimentos da própria terça-feira. A agenda americana acrescenta novos dados sobre resultados empresariais antes da divulgação da inflação.

Leitura do pregão

A sessão terminou com estabilidade no EWZ e divisão entre os instrumentos acompanhados. Itaú, Bradesco e Vale recuaram; Petrobras, Ambev e Embraer avançaram. Nas listagens diretas, XP subiu, enquanto JBS, Nu Holdings, Stone e PagSeguro encerraram em queda. O resultado agregado próximo de zero, portanto, conviveu com movimentos relevantes em companhias individuais.

O fechamento externo oferece uma referência adicional para a volta da B3, mas não uma antecipação automática de preços. Entre o encerramento americano e a abertura brasileira, câmbio, notícias e condições internacionais podem mudar. A comparação correta preserva o mercado de negociação, a moeda e a data de cada informação.

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Fundamento não é opinião, é Case de Valor.

Fontes

Conteúdo de caráter informativo e educacional. Não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos.

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