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Fechamento do Mercado

Fechamento do Mercado: Ibovespa cai 0,86% com WEG e eleições; dólar sobe a R$ 5,027

WEG perde 7,34% após balanço, Hapvida cai 8,48% e Nasdaq avança 1,05%; pesquisa Quaest mantém empate técnico a quatro dias do segundo turno.

Case de Valor 21 de outubro de 2026 7 min de leitura
Fechamento do Mercado: Ibovespa cai 0,86% com WEG e eleições; dólar sobe a R$ 5,027

O Ibovespa fechou a quarta-feira, 21 de outubro de 2026, em queda de 0,86%, aos 206.495,23 pontos, com volume financeiro de R$ 37,10 bilhões. A reação ao balanço da WEG e a proximidade do segundo turno presidencial pesaram sobre as ações brasileiras. O dólar comercial à vista subiu 0,18%, para R$ 5,027, interrompendo uma sequência de três sessões de baixa.

A bolsa brasileira perdeu 1.800,75 pontos e devolveu parte do avanço de 1,57% registrado na terça-feira. O movimento ocorreu na contramão de Nova York, onde os três principais índices avançaram, com destaque para o Nasdaq. No mercado doméstico, a pesquisa Quaest manteve o empate técnico entre os candidatos à Presidência e reduziu a distância numérica entre eles.

Destaque do dia

O resultado da WEG colocou a temporada de balanços no centro do pregão. A fabricante de equipamentos apresentou lucro líquido de aproximadamente R$ 1,67 bilhão no terceiro trimestre, alta de 0,9% sobre o mesmo período de 2025. A receita avançou 5,7%, para R$ 10,86 bilhões, enquanto o resultado operacional medido pelo Ebitda cresceu 3,1%, para R$ 2,35 bilhões.

Apesar do crescimento anual, os números ficaram abaixo das estimativas reunidas pela LSEG: R$ 1,71 bilhão para o lucro, R$ 10,92 bilhões para a receita e R$ 2,40 bilhões para o Ebitda. A diferença entre expansão do negócio e desempenho esperado ajuda a explicar a reação negativa das ações. O aumento da receita também superou o crescimento do resultado operacional, sinalizando pressão sobre a margem na comparação anual.

O balanço se somou a uma sessão de perdas disseminadas na carteira do Ibovespa. Depois da recuperação de terça-feira, empresas ligadas ao consumo doméstico voltaram a enfrentar pressão, enquanto algumas companhias de tecnologia e telecomunicações resistiram ao movimento de baixa.

Cenário macro e política

Brasil

A quatro dias da votação, a pesquisa Quaest mostrou Flávio Bolsonaro com 45% e Lula com 44% das intenções de voto. A diferença passou de dois para um ponto percentual em relação ao levantamento anterior. Como a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, o resultado continua caracterizando empate técnico.

A reação dos ativos refletiu a incerteza sobre a disputa e sobre a condução das contas públicas no próximo mandato. Propostas de campanha e medidas com impacto fiscal permaneceram no debate. As pesquisas descrevem as respostas dos entrevistados no período de coleta; não constituem resultado eleitoral nem permitem atribuir a um candidato uma vitória já definida.

Nos juros futuros, as taxas chegaram a cair durante o dia, mas perderam parte desse movimento e terminaram próximas da estabilidade. O contrato de janeiro de 2028 encerrou em 12,775% ao ano, praticamente igual ao ajuste anterior. Janeiro de 2035 terminou em 12,735%. A diferença entre o recuo intradiário e o encerramento mostra que o alívio observado pela manhã não se manteve integralmente.

Exterior

Wall Street teve desempenho positivo em meio à divulgação de resultados corporativos. O Nasdaq subiu 1,05%, à frente do ganho de 0,69% do Dow Jones e de 0,59% do S&P 500. A temporada de balanços voltou a concentrar as atenções sobre receitas, despesas e perspectivas operacionais das empresas.

O comportamento do petróleo também fez parte do cenário externo. As expectativas de avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã conviveram com os riscos para a oferta no Oriente Médio. Ao final, os contratos de referência tiveram sinais distintos: o Brent ficou praticamente estável, enquanto o WTI recuou.

Mercados em números

AtivoFechamentoVariaçãoUnidade/contrato
Ibovespa206.495,23-0,86%Pontos
IFIX3.975,33-0,02%Pontos
SMLL2.769,53-1,32%Pontos
Dólar comercial à vista5,027+0,18%R$/US$
DI1F2812,775%-0,4 ponto-baseTaxa anual; janeiro/2028
DI1F3512,735%-2,1 pontos-baseTaxa anual; janeiro/2035
S&P 5007.757,71+0,59%Pontos
Nasdaq Composite26.702,86+1,05%Pontos
Dow Jones52.857,10+0,69%Pontos
Petróleo Brent108,82+0,03%US$/barril; dezembro/2026
Petróleo WTI97,15-0,68%US$/barril; dezembro/2026
Minério de ferro102,04+0,07%US$/tonelada; Dalian, janeiro/2027; conversão de 681,50 yuans
Ouro4.150,00+0,18%US$/onça-troy; Comex, dezembro/2026

As variações dos contratos de DI foram calculadas em relação aos ajustes anteriores informados na cobertura de encerramento. A cotação do dólar está arredondada para três casas decimais; a referência completa foi R$ 5,0272.

Câmbio e commodities

A alta do dólar foi moderada, mas marcou uma interrupção da valorização recente do real. A disputa eleitoral apertada voltou ao foco dos agentes de câmbio. A cotação de R$ 5,027 corresponde ao dólar comercial à vista, referência distinta da PTAX e das taxas praticadas no mercado de turismo.

No petróleo, o Brent para dezembro encerrou a US$ 108,82 por barril, alta de 0,03%, e o WTI para dezembro caiu 0,68%, a US$ 97,15. Além das negociações envolvendo Estados Unidos e Irã, o mercado acompanhou a redução de 3,061 milhões de barris nos estoques americanos na semana encerrada em 16 de outubro, para 412,517 milhões, segundo dados da EIA reproduzidos na cobertura do setor.

O minério de ferro negociado em Dalian terminou com variação positiva de 0,07%, a 681,50 yuans por tonelada, equivalentes a US$ 102,04. A recuperação dos fretes e preocupações com interrupções na oferta ajudaram a equilibrar a pressão exercida pela demanda enfraquecida. A referência utilizada é o contrato para janeiro de 2027.

O ouro para dezembro avançou 0,18%, para US$ 4.150,00 por onça-troy na Comex. O metal recuperou parte das perdas recentes, em uma sessão de acomodação dos preços de energia e de atenção à política monetária americana.

Ações em destaque

A WEG concentrou a reação aos resultados corporativos, enquanto Vale e empresas voltadas ao mercado interno também contribuíram para a pressão sobre a bolsa. A distribuição das perdas mostra que o recuo do índice não ficou restrito a uma única companhia.

Maiores altas do Ibovespa

  • Totvs (TOTS3): +2,78%, entre os destaques positivos da sessão, em contraste com a queda do índice principal.
  • TIM (TIMS3): +1,73%, com desempenho positivo no grupo de telecomunicações.
  • Telefônica Brasil (VIVT3): +1,40%, também entre os papéis que resistiram à pressão sobre a carteira.

Maiores baixas do Ibovespa

  • Hapvida (HAPV3): -8,48%, devolvendo os ganhos registrados na véspera.
  • WEG (WEGE3): -7,34%, após a divulgação de resultados abaixo das projeções para o terceiro trimestre.
  • Cogna (COGN3): -7,08%, entre as maiores perdas da carteira em uma sessão desfavorável a várias empresas voltadas ao mercado interno.

Os destaques acima são um recorte das maiores variações da carteira. Nas small caps, o SMLL recuou 1,32%, queda superior à do Ibovespa. Já o IFIX, que acompanha fundos imobiliários, apresentou oscilação bem menor, com baixa de 0,02%.

Agenda do próximo pregão

  • Quinta-feira, 22 de outubro, às 9h30 de Brasília: pedidos iniciais de seguro-desemprego nos Estados Unidos, referentes à semana encerrada em 17 de outubro. O indicador oferece uma atualização sobre o mercado de trabalho americano.
  • Brasil, ao longo do dia: repercussão dos balanços do terceiro trimestre e continuidade da cobertura da campanha presidencial. Uma nova pesquisa Datafolha está prevista para quinta-feira.
  • Reta final da eleição: o debate presidencial de sexta-feira, 23 de outubro, antecede o segundo turno de domingo, dia 25.

Leitura do pregão

A sessão reuniu dois fatores domésticos: uma avaliação menos favorável do balanço da WEG e a continuidade da incerteza eleitoral. A combinação ajudou a explicar por que o Ibovespa recuou mesmo com as bolsas americanas em alta. O movimento externo foi insuficiente para compensar a pressão sobre empresas brasileiras.

O dólar subiu pouco, enquanto os juros futuros terminaram perto da estabilidade. Esses resultados mostram intensidades diferentes de reação entre os mercados. Na bolsa, a sensibilidade às projeções de lucro e o desempenho das companhias de maior peso ampliaram o efeito sobre o índice.

O próximo pregão terá como contexto a sequência da temporada de resultados, os dados de emprego dos Estados Unidos e os últimos dias da campanha presidencial. Esses eventos acrescentam informações à avaliação de empresas e da economia, sem determinar antecipadamente a direção das cotações.

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Fontes

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