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Fechamento do Mercado

Fechamento do Mercado: Ibovespa cai 1,04% e dólar volta a R$ 5,020

Bancos e Vale pressionam a bolsa na volta do feriado; Petrobras sobe e Nova York recua antes da inflação americana.

Case de Valor 13 de outubro de 2026 8 min de leitura
Fechamento do Mercado: Ibovespa cai 1,04% e dólar volta a R$ 5,020

O Ibovespa fechou a terça-feira, 13 de outubro de 2026, em queda de 1,04%, aos 206.887,52 pontos, com volume financeiro de R$ 32,5 bilhões. Na volta do feriado, a bolsa devolveu parte dos ganhos da semana anterior, enquanto novas pesquisas para o segundo turno e o debate sobre medidas econômicas mantiveram a política no centro da sessão. O dólar comercial à vista subiu 0,71%, para R$ 5,020.

Bancos, Vale e empresas ligadas ao consumo pressionaram o índice. Petrobras, PRIO, Ambev e Embraer avançaram e limitaram a perda. Nos Estados Unidos, os três principais índices encerraram em baixa, em um dia de divulgação de resultados bancários e de espera pela inflação ao consumidor de setembro.

Destaque do dia

O principal movimento foi a combinação de queda das ações brasileiras com recuperação do dólar, depois da valorização dos ativos locais na semana passada. O recuo de 2.179,38 pontos em relação ao último encerramento afastou o Ibovespa do recorde de 209.066,90 pontos registrado na sexta-feira. Como não houve pregão na segunda-feira, a comparação doméstica é com 9 de outubro.

A realização de lucros ocorreu junto à reavaliação das expectativas eleitorais. Os levantamentos divulgados nesta terça mantiveram uma disputa apertada para a Presidência, e o noticiário sobre contas públicas e jornada de trabalho acrescentou informações ao debate econômico. A queda do dia, portanto, ocorreu em um ambiente de revisão de posições após ganhos expressivos, sem que o resultado das eleições estivesse definido.

A intensidade das perdas também variou bastante entre as empresas. Vamos caiu mais de 11%, enquanto PRIO ganhou mais de 3%. Essa diferença ajuda a explicar por que a variação de 1,04% do índice não resume a experiência de todos os setores: houve pressão nas ações domésticas, mas também altas relevantes entre companhias de petróleo, bebidas e aviação.

Cenário macro e política

Brasil

A proximidade do segundo turno manteve as pesquisas e as propostas econômicas como elementos importantes na formação de preços. A cobertura do pregão associou a cautela tanto aos novos levantamentos quanto à repercussão das manifestações do fim de semana. Não se trata de resultado eleitoral: as pesquisas retratam intenções de voto no período de coleta e estão sujeitas às respectivas margens de erro.

Outro assunto foi a mudança de posição de Flávio Bolsonaro sobre a proposta de encerramento da escala de trabalho 6×1. A discussão interessa ao mercado por envolver organização da jornada, custos das empresas e atividade econômica. O acompanhamento dessas propostas ocorre junto ao debate sobre trajetória da dívida pública e medidas de arrecadação e despesa, sem permitir antecipar quais textos serão efetivamente aprovados.

Nos preços das ações, a pressão sobre bancos e varejistas foi um dos sinais mais claros da sessão. A cobertura também registrou alta dos juros futuros ao longo do dia. Esse contexto ajuda a compreender a sensibilidade de empresas dependentes de crédito, embora não seja suficiente para atribuir toda a variação de cada papel a um único fator.

Exterior

Em Nova York, o início da temporada de balanços do setor financeiro terminou com perdas nas ações de grandes bancos. JPMorgan recuou 0,86%, Goldman Sachs caiu 0,23%, Citigroup perdeu 5,60% e Wells Fargo baixou 3,10%. Os movimentos ocorreram após a divulgação de resultados e mostram que a reação do mercado depende também da comparação com as expectativas anteriores.

O Dow Jones cedeu 0,35%, aos 51.670,10 pontos. O S&P 500 terminou praticamente estável, com baixa de 0,02%, aos 7.805,45 pontos, enquanto o Nasdaq Composite caiu 0,15%, aos 27.204,38 pontos. A magnitude das perdas foi menor que a do Ibovespa, reforçando que a sessão brasileira teve componentes domésticos relevantes.

A divulgação do CPI americano de setembro, marcada para quarta-feira, permaneceu como o próximo compromisso central da agenda. A inflação oferece novos elementos para avaliar a política monetária dos Estados Unidos, com repercussões sobre juros, câmbio e condições de financiamento internacionais.

Mercados em números

Fechamentos de 13/10/2026. As variações correspondem à sessão anterior de cada mercado; na B3, a referência é sexta-feira, 09/10, devido ao feriado de segunda-feira.

AtivoFechamentoVariaçãoUnidade/contrato
Ibovespa206.887,52−1,04%Pontos, B3
Dólar comercial à vistaR$ 5,020+0,71%Reais por dólar
S&P 5007.805,45−0,02%Pontos
Nasdaq Composite27.204,38−0,15%Pontos
Dow Jones51.670,10−0,35%Pontos
BrentUS$ 105,69−0,90%Por barril, dezembro de 2026, ICE
WTIUS$ 94,14+0,43%Por barril, novembro de 2026, Nymex
Minério de ferroUS$ 101,11−1,10%Equivalente em dólares por tonelada, janeiro de 2027, Dalian
OuroUS$ 4.177,30−0,32%Por onça-troy, dezembro de 2026, Comex

Câmbio e commodities

O dólar à vista encerrou a R$ 5,0204 antes do arredondamento para três casas decimais, após oscilar entre R$ 4,9917 e R$ 5,0292. A recuperação ocorreu enquanto a moeda americana recuava diante de outras divisas no exterior, conforme a cobertura do encerramento. Essa diferença evidencia a participação dos fatores locais na desvalorização do real.

No petróleo, houve direções distintas. O Brent para dezembro caiu 0,90%, a US$ 105,69 por barril, enquanto o WTI para novembro avançou 0,43%, a US$ 94,14. As negociações refletiram a perspectiva de maior oferta de energia russa e a persistência de riscos envolvendo a Arábia Saudita e os houthis do Iêmen.

A flexibilização temporária das restrições ao fornecimento de diesel russo esteve entre os assuntos acompanhados. Mesmo com a queda do Brent, sua cotação continuou acima de US$ 100 por barril. Petrobras e PRIO encerraram em alta, mostrando que o preço das ações das produtoras não reproduziu mecanicamente a variação diária desse contrato.

Na mineração, o contrato de janeiro negociado em Dalian recuou 1,10%, para o equivalente a US$ 101,11 por tonelada. A Vale acompanhou a direção da commodity. O ouro futuro para dezembro, por sua vez, perdeu 0,32%, a US$ 4.177,30 por onça-troy, em uma sessão de espera pelo indicador americano de inflação.

Ações em destaque

Maiores altas do Ibovespa

  • PRIO (PRIO3): +3,58%, a R$ 66,76. Liderou os ganhos do índice, em uma sessão de valorização das petrolíferas brasileiras.
  • Ambev (ABEV3): +2,06%, a R$ 16,32. Ficou entre os principais contrapontos à queda do mercado.
  • Embraer (EMBJ3): +2,02%, a R$ 91,01. Completou o grupo das três maiores altas no levantamento de encerramento.

A Petrobras também contribuiu para conter a perda do Ibovespa: PETR4 subiu 1,52%, a R$ 56,85, e PETR3 avançou 1,14%, a R$ 63,78. A presença da companhia no campo positivo foi relevante em um pregão no qual outros componentes de grande peso encerraram em baixa.

Maiores baixas do Ibovespa

  • Vamos (VAMO3): −11,22%, a R$ 6,09. Registrou a maior queda do índice.
  • Yduqs (YDUQ3): −8,45%, a R$ 13,32. Teve a segunda maior perda no levantamento de fechamento.
  • Lojas Renner (LREN3): −8,03%, a R$ 13,85. Foi um dos principais destaques negativos entre as empresas de consumo.

Entre os bancos, Banco do Brasil caiu 1,58%, a R$ 24,25, e Itaú PN recuou 1,57%, a R$ 49,68. BTG Pactual perdeu 1,15%, a R$ 80,56, e Bradesco PN cedeu 0,97%, a R$ 21,40. Santander Brasil foi a exceção entre esses nomes, com alta de 0,17%, a R$ 28,88. A Vale terminou a R$ 67,16, em baixa de 1,09%.

Agenda do próximo pregão

  • Quarta-feira, 14/10, às 9h30 de Brasília: divulgação do CPI dos Estados Unidos referente a setembro de 2026, conforme o calendário do Bureau of Labor Statistics.
  • No mesmo horário: publicação dos rendimentos reais americanos de setembro, também pelo BLS.
  • Ao longo do dia: continuidade da repercussão dos balanços bancários e do noticiário sobre pesquisas eleitorais e propostas econômicas no Brasil.

O CPI será analisado tanto pela variação total quanto pela composição dos preços. Sua divulgação antecede a abertura regular das bolsas americanas e ocorre antes do início das negociações de ações na B3, oferecendo uma nova referência para a sessão.

Leitura do pregão

A terça-feira reuniu ajuste após os recordes brasileiros, incerteza eleitoral e cautela internacional antes da inflação americana. A alta do dólar frente ao real, mesmo com recuo da moeda diante de outras divisas, e a perda mais intensa do Ibovespa em comparação com os índices de Nova York ajudam a distinguir o componente doméstico do movimento global.

Dentro da bolsa, a combinação de bancos e Vale em baixa teve peso sobre o índice, enquanto Petrobras e outros destaques positivos limitaram a queda. As perdas de dois dígitos de Vamos e superiores a 8% de Yduqs e Renner também mostram uma dispersão maior do que sugere o resultado agregado.

O encerramento registrou uma devolução parcial dos ganhos recentes, com os mercados ainda processando informações políticas e empresariais. A próxima sessão acrescentará dados de inflação dos Estados Unidos a esse conjunto, sem que a agenda, por si só, determine a direção dos preços.

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Fundamento não é opinião, é Case de Valor.

Fontes

  • Agência Enfoque / BDM Online — boletins de encerramento do Ibovespa, câmbio, bolsas americanas, petróleo e ouro, publicados em 13/10/2026.
  • Reuters — informações sobre ações brasileiras e minério de ferro reproduzidas na cobertura jornalística de 13/10/2026; endereço da publicação registrado no controle editorial.
  • Bureau of Labor Statistics — calendário de outubro de 2026, consultado em 13/10/2026.

Conteúdo de caráter informativo e educacional. Não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos.

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